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segunda-feira, 10 de junho de 2019

RESENHA HQ: LJA: Desígnios Divinos (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 62 da Eaglemoss)


LJA: DESÍGNIOS DIVINOS (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 62 da Eaglemoss)

Roteiro: Doug Moench
Desenhos: Dave Ross
Arte-Final: George Freeman
Título original: JLA: Act of God
Ano: 2001 (BR: 2017)
Pág.: 244

A Liga da Justiça, em missões pessoais – Superman salvava uma população do desabamento de uma represa, Lanterna Verde “Rayner” enfrentava o Sonar, Flash estava impedindo um assalto, Aço respondia a um chamado da Polícia da cidade de Jersey, Metamorfo explorava um território inexplorado, Capitão Marvel/Shazam salvava uma população de um prédio condenado e Estelar e os Supermen da América encaravam super vilões – quando uma energia de luz negra toma conta da Terra, retirando os superpoderes de todos os poderosos e desativando, temporariamente, apetrechos tecnológicos. Com isso, os desastres ocorrem e nenhum super-herói pode fazer alguma coisa. Quando alguns vilões, destituídos de meta-gene, descobrem isso decidem tomar conta de tudo, usando sua tecnologia a seu favor. Alguns creem que isso foi um desígnio divino e desistem da carreira de herói, enquanto outros buscam se reinventar.
“Desígnios Divinos” mostra um outro aspecto dos super-heróis do Universo DC. Pensando em algo tipo “como seria o Universo DC caso os super-heróis perdessem os poderes” – indo na contra-mão de “Invasão”, que faz parte do cânone pré-Novos 52, e nos mostra os super-heróis sendo sobrecarregados por uma bomba metagene, criando novos super-poderes e matando outros –, Doug Moench mostra como cada um reagiria, desde Superman até o vilões tecnológicos e super-gênios. Como eles ficariam abalados, como reagem. Continuariam lutando ou se entregariam a sarjeta? É um trabalho com o psicológico e o aspecto de cada personagem.
A história em si se centraliza em determinados personagens, mas você consegue compreender bem a reação de cada um. Vale destaque, em especial, para Superman, Mulher-Maravilha e Kyle Rayner, onde percebe-se a decepção, a desesperança e a ira sendo aspectos mais do que perceptíveis na história.
Nesse mesmo volume, vemos o primeiro encontro da Liga da Justiça contra o androide Amazo, criado pelo Professor Ivo, na The Brave and the Bold 30, de junho de 1960. A história é escrita por Gardner Fox e desenhada por Mike Sekowsky.
Na edição 65, a Eaglemoss lança “O Que Aconteceu ao Homem de Aço”, minissérie escrita por Alan Moore e desenhada por Curt Swan e George Pérez, onde nos é mostrado os momentos finais do Homem de Aço da Era de Bronze, para sua renovação nas mãos de John Byrne.
A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.

RESENHA HQ: Chaos (2018)


CHAOS (2018)

Roteiro: Felipe Folgosi
Desenhos: Emilio Utrera
Editora: Yosemite
Ano: 2018
Pág.: 150

Após os acontecimentos de “Aurora”, a família do pescador Rafael retorna em uma nova revista. “Chaos” nos traz uma continuação direta de “Aurora”, onde a família do Rafael está fugindo do mesmo governo que capturar ele. Sua esposa, sua filha e seu filho caçula, Gabriel, está com o Dr. Ryan Costello fugindo e tentando sobreviver no mundo que está perseguindo àqueles que foram atingidos pela força desconhecida que sugira e dera poderes para alguns. Gabriel, por sinal, foi abençoado com esses poderes latentes, sendo o primeiro de uma nova geração, pois é herdeiro dos poderes do pai e, como criança, não tem total controle sobre esses dons, perdendo, às vezes, o controle.
Dr. Ryan e a família de Rafael se juntam a um grupo de militares que decide lutar contra a formação de uma organização que pretende dizimar ou dominar os seres dotados de poder. Durante essa batalha, eles conhecem a jovem Arja, uma islandesa com dons de gelo e fogo, e Snezhana – também chamada de “Babuska” –, uma senhora russa que possui uma força descomunal e uma resistência incrível, que acredita ter ganho os dons de uma energia divina.
Os militares rebeldes têm ligação com o Coronel Hunter, que auxiliara a família de Rafael e o Dr. Ryan na história anterior, e pretendem capturar o principal responsável pela iniciativa para tomada de poder, infiltrada na Organização das Nações Unidas, que se torna a governante de todo o país.
Felipe Folgosi (Aurora, Comunhão) nos traz mais esse capítulo de sua série de ficção científica – com certeza teremos mais.
Eu estou fascinado por essa história desenvolvida por Folgosi. É incrível a criatividade e o desenvolvimento dessa série que ele vem criando. Quando li “Aurora”, pela primeira vez – não participei do crowdfunding dela – fiquei fascinado com a história (Depois, lendo a introdução, descobri que ele tinha feito um roteiro para filme... fantástico!). Nela tínhamos um contexto que poderia ser interpretado como algo semelhante a muitas coisas já escritas e lidas, mas era único. Do ganho dos poderes de Rafael à sua perseguição, temos uma história com começo, meio e fim, sem a necessidade de uma continuação... mas havia a promessa! Então nos chega “Chaos”, que se mostra ainda melhor que seu antecessor, dando um maior alcance a história. Intrigas, perseguições bem escritas – e desenhadas, nos traços do italiano Emilio Utrera (Barras, P4triotas) –, organizações secretas e infiltradas e mais mistérios dentro dos mistérios.
“Chaos” consegue dar um salto ainda maior com todo seu enredo, trazendo mais ação e mais um capítulo nessa saga que parece crescer cada vez mais. Ansioso pelo próximo capítulo.


domingo, 2 de junho de 2019

RESENHA SÉRIES: Belas Maldições (Good Omens, 2019)


BELAS MALDIÇÕES (Good Omens, 2019)

Direção: Douglas McKinnon
Roteiro: Neil Gaiman
Baseado na obra "Belas Maldições" (Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch), de Neil Gaiman e Terry Pratchett
Elenco: David Tennant, Michael Sheen, Frances McDormand, Sam Taylor Buck, Ollie, Jon Hamm, Ned Dennehy, Ariyon Bakare, Adria Arjona, Jack Whitehall, Michael McKean, Miranda Richardson, Anna Maxwell Martin, Doon Mackichan, Paul Chahidi, Brian Cox, Mireille Enos, Lourdes Faberes, Yusuf Gatewood, Benedict Cumberbatch

No princípio de tudo, uma serpente surgiu no Éden e tentou Eva a comer a fruta do conhecimento. Esta, por sua vez, deu a Adão e, por causa disso, ambos foram expulsos do Paraíso, mas o anjo que guardava o local lhes deu sua espada para se protegerem. O que ninguém desconfiava é que aquela serpente e aquele anjo se tornariam companheiro no longo do tempo.
Crowley (David Tennant) e Aziraphale (Michael Sheen), como imortais, veem a humanidade crescer, se proliferar, passar por algumas tentações – por conta de Crowley –, alguns milagres – por conta de Aziraphale – e, quando chega perto do Armagedom, ambos recebem uma missão de cuidar para que o Anticristo seja o responsável pelo Fim do Mundo.
Crowley recebe a missão, das mãos de Hastur (Ned Dennehy) e Ligur (Ariyon Bakare), de entregar o Anticristo a um hospital de freiras dedicadas à Satã. Enquanto Aziraphale recebe do Arcanjo Gabriel (Jon Hamm) a missão de zelar pelo bebê, que também será responsável pelo batalha entre o Céu e o Inferno, mas uma confusão deixa as coisas – quase – impossíveis e torna possível que o Fim do Mundo, o Armagedom, aconteça.
Essa minissérie em seis partes tem base em um livro escrito a seis mãos por Neil Gaiman (Deuses Americanos, Sandman) e Terry Pratchett (saga Discworld). É uma das séries mais divertidas que eu já vi. À base de uma trilha sonora toda envolvendo a banda Queen, "Belas Maldições" – sinceramente, gostaria de uma tradução mais literal – não se leva a sério. É uma brincadeira, pois Gaiman e Pratchett brincam com a história da criação, a ideia da vinda do Anticristo - é interessante reparar na referência a série de filmes "A Profecia" - e o Armagedom, tendo como principais protagonistas o demônio Crowley - o livro foi escrito em 1990, então o Crowley da série "Supernatural" (2005-) pode ter sido baseado na criação de Gaiman e Pratchett - e o anjo Aziraphale, interpretados por David Tennant e Michael Sheen, respectivamente.
David Tennant (Jessica Jones) e Michael Sheen (Mestres do Sexo) incorporam de forma fantástica seus personagens. Tennant com aquele jeitão todo descolado e atrevido que já vimos em papéis como Kilgrave, enquanto Michael Sheen nos dá um anjo totalmente... inocente. Os momentos em que os dois se encontram, principalmente nos momentos importantes do mundo, mostram o quanto um consegue mexer com o outro, influenciando-o e, constantemente, se ajudando.
Crowley se torna uma pessoa mais afável, enquanto Aziraphale se torna mais atrevido.
Não se pode falar muito da ação do filme sem entregar alguns pontos importantes, mas “Belas  Maldições” é uma diversão garantida.
Como é um trabalho com base em uma obra de Gaiman, ele está envolvido – como ocorre com “Deuses Americanos” – e termina sendo responsável pelo roteiro da série. Você percebe em alguns momentos o toque dele, principalmente nesse conflito entre bem e mal, mas a diferença está na diversão, pois enquanto “Deuses Americanos” tem uma tensão e um clima sombrio por trás, “Belas Maldições” traz uma sobriedade e diversão aparente. Existem as histórias paralelas que acontecem sempre nas histórias de Gaiman, histórias que terminam se intercalando e fazendo parte de todo o contexto e são importantíssimas para os meandros da trama.
“Belas Maldições” é absolutamente uma diversão imperdível que pode ser assistida no sistema de streaming Amazon Prime Video.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

RESENHA SÉRIES: Magnum P.I. (2018-)


MAGNUM P.I. (2018-)

Desenvolvida por: Eric Guggenheim, Peter M. Lenkov
Baseada na série “Magnum, P.I.”, criada por Donald P. Bellisario e Glen A. Larson
Elenco: Jay Hernandez, Perdita Weeks, Stephen Hill, Zachary Knighton, Amy Hill, Tim Kang, Kimee Balmilero, Christopher Thornton

Thomas Magnum (Jay Hernandez) é um investigador particular que reside na casa de seu amigo e benfeitor – e misterioso – Robin Masters.
Masters tem uma maravilhosa mansão em Honolulu, onde Magnum ocupa a casa de visitantes, para desagrado da governanta – e ex-MI6 – Juliett Higgins (Perdita Weeks).
Magnum é um ex-SEAL que foi residir no Havaí a pedido de Masters, que também ajudou dois outros amigos de Magnum – também ex-SEALs – Orville “Rick” Wright (Zachary Knighton), que administra uma pousada e tem vários “contatos” e o piloto de helicópteros T.C. (Stephen Hill).
Como investigador particular, Magnum sempre termina se aprofundando demais em seus casos, o que perturba a vida do Detetive Gordon Katsumoto (Tim Kang).
A série é um revival da série de 1986-1988 com o mesmo nome. Na época, a série era estreada pelo ator Tom Selleck (Blue Bloods), e foi o grande sucesso de sua carreira.
Sério, eu comecei a ver essa série sem muitas crenças da qualidade – sempre fui fã da clássica série Magnum –, mas decidi dar-lhe uma chance e me surpreendi.
A nova série “Magnum” não tem a intenção de substituir ou ser melhor do que a sua predecessora, pelo contrário, ela pretende reviver algo que as pessoas que gostavam da série sentem falta, uma boa ação com cenas paradisíacas.
Tá, temos Havaí 5.0 – que por sinal são no mesmo universo, e percebemos isso quando vemos o ator Taylor Wily, o Kamekona de Havaí 5.0 – mas é diferente ver toda essa paisagem dentro da possante Ferrari 488 Spider – a Ferrari 308 GTS também aparece no piloto da série, bem como “Robin-3”, uma 2009 Ferrari California no tom preto.
Jay Hernandez não é Tom Selleck, e nem tenta ser. Você percebe que ele cria o seu próprio Thomas Magnum, mesmo que tenham pequenas semelhanças entre si – mulherengos, é uma delas –, mas isso é uma questão de mera semelhança. Suas histórias são parecidas e semelhantes ao mesmo tempo. Enquanto o Magnum de Selleck era um ex-mariner que sofreu as agruras da Guerra do Vietnã ao lado de seus amigos Rick e TC – vividos pelos atores Larry Manetti e Roger E. Mosley (que faz uma participação especial na nova série), respectivamente –, o Magnum de Hernandez é um ex-SEAL que foi com seus amigos Rick e TC – vividos pelos atores Zachary Knighton e Stephen Hill – para a Guerra do Afeganistão e, depois de serem traídos, foram presos pelo Talibã.
Outra semelhança é o nome do benfeitor e amigos de ambos, Robin Masters – na série antiga ele tinha a voz de Orson Wells – que parece conhecer bem Magnum. Mas somente nesses pontos ficam as semelhanças, pois Hernandez respeita o legado deixado por Selleck e constrói o seu próprio Thomas Magnum.
A série divide humor, com dramas pessoais deles e de ex-fuzileiros e muita ação. E, apostando em uma pegada mais diferenciada, os criadores da nova série, Eric Guggenheim e Peter M. Lenkov apostam em uma governanta ao invés de um “zelador”. A ex-MI6 Juliette Higgins, vivida pela atriz galesa Perdita Weeks, participa mais da ação do que seu antecessor, dando mais cenas adrenalizantes à série.
E não fica somente nela, pois Rick e TC também sempre têm histórias paralelas acontecendo durante os episódios, mostrando o tamanho da importância dos personagens na série. Eles ajudam ex-fuzileiros, resolvem casos – de uma forma mais atrapalhada – e auxiliam Magnum da melhor forma que podem.
Outro grande destaque fica para a personagem Kumu – interpretada pela atriz Amy Hill –, que é uma faz-tudo, sabe-tudo do “Robin’s Nest”. Ela constantemente ajuda Higgins nos afazeres da mansão.
A primeira temporada teve 20 episódios e tem a promessa de seu retorno em uma segunda temporada em breve na CBS. Eu fico na torcida de mais participações especiais – quem sabe Tom Selleck não dá as caras, ou melhor, o bigode – e, quem sabe, um crossover com outra série habitante do Havaí – que é tanto mencionada em vários episódios –, a equipe de 5-O.

terça-feira, 14 de maio de 2019

RESENHA FILMES: De Volta a Batcaverna: As Desventuras de Adam e Burt (Return to the Batcave: The Misadventures of Adam and Burt, 2003)


DE VOLTA A BATCAVERNA: AS DESVENTURAS DE ADAM E BURT (Return to the Batcave: The Misadventures of Adam and Burt, 2003)

Direção: Paul A. Kaufman
Roteiro: Duane Poole
Elenco: Adam West, Burt Ward, Jack Brewer, Jason Marsden, Lyle Wagonner, Lee Meriwether, Frank Gorshin, Julie Newmar, Brett Rickaby, Curtis Armstrong, Jim Jansen, Julia Rose, Erin Carufel, Quinn K. Redeker, Tony Tanner, Bud Watson, Ray Buktenica.

Adam West e Burt Ward recebem um convite para ir a um evento beneficiente, onde o Batmóvel clássico da série de 1966 será exposto. Mal sabem eles que isso é um plano diabólico para o roubo do Batmóvel. Agora, eles se unem mais uma vez para descobrir quem é o grande malfeitor, o maquiavélico vilão por trás desse roubo terrível e, para isso, precisaram fazer um resgate do passado quando Adam West (Jack Brewer) conhece Burt Ward (Jason Marsden). Sua seleção pelas mãos de William Dozier (Jim Jansen). Seus encontros com Frank Gorshin (Brett Rickaby), o Charada, Julie Newmar (Julia Rose), a Mulher-Gato, Vincent Price (Quinn K. Redeker), o Cabeça-de-Ovo, Burgess Meredith (Tony Tanner), o Pinguim e Cesar Romero (Bud Watson), o Coringa.
Acompanhem esse emocionante e nostálgico filme, viajando pelos bastidores da série Batman e seu filme, lançado em 1966.
Assim, é bem isso esse filme lançado para a TV em 2003, com direção de Paul A. Kaufman, um resgate do passado, trazendo a tona os bastidores da série que gerou a primeira Batmania mundial.
“De Volta a Batcaverna: (...)” traz ao nosso conhecimento acontecimento que para muitos eram desconhecidos. Como todas as cenas que Burt Ward precisava fazer, sem uso de dublê – seu dublê ficava desfrutando da companhia de Adam West. O descompromisso de Adam West com o roteiro da série. A disputa de Adam e Burt por espaço em cena, e como Dozier resolveu isso. Como ambos souberam explorar a fama e o sucesso da série e seus memoráveis encontros com as gradiosissimas participações especiais de Cesar Romero, Burgess Meredith, Julie Newmar e Vincent Price – cuja cena é uma das melhores. Todos os eventos e acontecimentos são relatos conhecidos de Adam West (1928-2017) e Burt Ward. Este chegou até a escrever um livro, relatando todos os bastidores em “Boy Wonder: My Life in Tights (algo como “Menino Prodígio: Minha Vida em Calças Curtas”), onde ele fala do problema do “volume” em sua sunga.
É extremamente divertido e nostálgico assistir “De Volta a Batcaverna: (...)”, fazendo perceber que a série Batman, que durou de 1966 a 1968, tendo um filme lançado em 30 de julho de 1966, é algo que deve ser sempre lembrado e cultuado, mesmo que seja Camp[1], conceito defendido arduamente por Sontag Susan em seu trabalho de 1964, “Notes on ‘Camp’”



[1] “O camp é comumente relacionado ao exagero, à afetação, a uma estética especial que ironiza e ridiculariza o que é dominante”.

RESENHA FILMES: O Último Guerreiro da Estrelas (The Last Starfighter, 1984)

O ÚLTIMO GUERREIRO DA ESTRELAS (The Last Starfighter, 1984).

Direção: Nick Castle
Roteiro: Jonathan R. Betuel
Elenco: Lance Guest, Robert Preston, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stewart, Chris Hebert, Barbara Bosson, Kay E. Kuter, Norman Snow, Dan Mason

Alex Rogan (Lance Guest) é um jovem que vive com sua mãe (Barbara Bosson) e seu irmão (Chris Hebert) em um parque de trailers. Ele é um faz-tudo e divide esse tempo com sua namorada, Maggie (Catherine Mary Stewart) e o jogo de vídeo-game da lanchonete do local. Quando Alex bate o recorde da jogo chamado “Starfighter”, ele recebe a visita de Centauri (Robert Preston), um falastrão que termina recrutando-o sem querer. Então ele leva Alex até a Liga Estelar localizada em Rylos, liderada por Enduran (Kay E. Kuter). Lá, Alex conhece o piloto Grig (Dan O’Herlihy) e descobre que aquilo não é para ele. Quando decide voltar para a Terra com Ceutari, a Liga Estelar de Rylos é atacada, matando todos os guerreiros estelares e destruindo as naves Gunstars, sobrando somente uma.
Após ser atacado na Terra, Alex decide retornar e termina, muito contra a vontade, se tornando o último dos guerreiros estelares e precisará, junto com Grig, encarar uma tropa do império Ko-Dan, liderados por Xur (Norman Snow).
“O Último Guerreiro das Estrelas” é um daqueles filmes que se for revisitado, as pessoas, nos dias de hoje, encontraram vários defeitos de CGI e efeitos especiais, mas foi um dos grandes pioneiros em meados da década de 1980.
Junto com “Tron: Uma Odisseia Eletrônica”, de 1982, “O Último Guerreiro das Estrelas” trouxe elementos para o cinema nunca vistos antes, pois, para levar o telespectador ao espaço – ao contrário de dos filmes de “Star Wars” e “Star Trek” –, usou tecnologia de computação gráfica para gerar as naves, bases espaciais, planetas e luas que aparecem no filme. Revolucionou!
A história, até os dias de hoje, é interessante, pois é um jovem, no meio do nada, jogando um arcade e se tornando um defensor espacial, lutando contra frotas de naves estelares. “O Último Guerreiro das Estrelas” nutriu a mente de vários jovens na época.
A Atari foi uma das produtoras do filme, então um jogo com base no filme chegou logo aos consoles caseiros e aos fliperamas. Logo também chegou aos quadrinhos em uma adaptação de quatro partes na Marvel Comics, sendo escrito por Bill Mantlo e desenhado por Tony Salmons
Em abril de 2018, o roteirista Gary Whitta (Rogue One: Uma História de Star Wars) lançou em seu Twitter imagens conceituais de naves e cenas que levariam a crer que ele e Jonathan Betuel (roteirista do filme original e detentor de parte dos direitos sobre o filme de 1984) estariam planejando refazer esse clássico.
Ele escreveu: “Ok, provavelmente não deveria mostrar isso tão cedo, mas aqui está uma pequena coisa que eu tenho mexido com meu co-roteirista Jonathan Betuel. Você pode reconhecer as naves. Graças ao incrível Matt Allsopp (artista conceitual de ROGUE ONE), que criou essas incríveis imagens para nós”.
Revisitar esse filme maravilhoso e memorável seria uma boa pedida nessa nova onda de ficção científica em filmes 3D. Seria ótimo viajar novamente com Alex e encarar o império Ko-Dan, com efeitos especiais mais modernos, mas a nostalgia de ver “O Último Guerreiro das Estrelas”, com todos os seus “defeitos” especiais, torna a aventura ainda mais relevante, SEMPRE!


sexta-feira, 3 de maio de 2019

ECN Comenta: Batman 80 Anos - Cinema

São 74 anos de cinema. Desde a primeira cinesserie de 1943 até a aparição em Liga da Justiça de 2017, o Batman foi uma presença em 12 adaptações para Cinema. Duas Cinesséries. Filme em 1966, baseado na série televisiva. Quadrilogia iniciada em 1989, no seu aniversário de 50 anos. Nolaverso. Nova versão para o DCEU. O Batman tem muito a comemorar nesse vídeo de quase duas horas. Divirtam-se!

OBS.:  O vídeo ficou tão grande, pois ele possui trailers das cinesséries e filmes do Batman (em inglês).

quinta-feira, 25 de abril de 2019

RESENHA CINEMA: Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019)


VINGADORES: ULTIMATO (Avengers: Endgame, 2019)

Direção: Anthony Russo e Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlet Johansson, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Josh Brolin, Bradley Cooper.

50% da população do universo pereceu quando Thanos (Josh Brolin) estalou os dedos. Entre esses estão vários heróis da Terra que perderam a vida, virando pó. Então, o Capitão América (Chris Evans) decide juntar os sobreviventes para ir atrás de Thanos, na intenção de tomar a Manopla do Infinito e trazer de volta todos aqueles que pereceram. Para isso, ele conta com a ajuda de Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner (Mark Ruffalo), Máquina de Combate (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlet Johansson), Nébula (Karen Gillan), Rocket (Bradley Cooper e a Capitã Marvel (Brie Larson). A recuperação da Manopla e das Joias do Infinito é essencial e somente com ela que eles conseguiram o que desejam.
Sinceramente, esse é o essencial para você saber sobre “Vingadores: Ultimato”, pois foi o que nós vimos na maioria dos trailers, teaser e spots de TV.
Simplesmente me senti honrado de ver o final dessa minissérie em duas partes, iniciada em 2018. O primeiro foi uma análise simples de se fazer, pois era somente a primeira parte. Agora, fazer uma análise dessa conclusão se torna bem complexo.
Sim, complexo. Não se pode falar muito do filme sem abrir mão de terminar dando dicas do que ocorre no desenrolar desse enredo escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely, e dirigido pelos gêmeos Anthony e Joe Russo. Eles conseguem honrar todos os 10 anos do Universo Cinematográfico Marvel – na verdade, agora são 11 –, todos os 22 filmes, desenvolvidos desde 2008, quando a Marvel Studios confiou no roteiro de Mark Fergus, Hawk Otsby, Art Marcum e Matt Holloway, e na direção de Jon Favreau para o filme “Homem-de-Ferro”, estrelado por Robert Downey Jr., que conseguiu se imortalizar no papel. Daí por diante, entre altos e baixos, a Marvel Studios foi criando um universo que todos simplesmente ou amam ou odeiam ou aceitam ou... sei lá! É um verdadeiro fenômeno!
Como muitos vem dizendo – sim, existem planos para futuros filmes, como Os Eternos, que terá Angelina Jolie entre os personagens – não é o fim do UCM, mas é um filme digno.
Estou com muitas dificuldades para escrever essa resenha, pois quero que todos assistam e curtam esse filme como eu curti. Se emocionem como eu me emocionei. Volto a dizer: Foi uma honra testemunhar o crescimento desse Universo Cinematográfico Marvel e chegar nesse ápice com eles. Agora, o céu é o limite, ou melhor, a Eternidade pertence ao Universo Cinematográfico Marvel.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

"O Entendiante Trabalho de Morte Crens" no Catarse

Gustavo Borges é um jovem artista talentoso que vem desenvolvendo um trabalho melhor que o outro, seguidamente. Mas seus primórdios estão nas tirinhas do blog "A Entediante Vida de Morte Crens". As histórias narram a vida da Morte - conhecida aqui como Morte Crens - e como sua vida pode ser tediosa. As tirinhas sempre trazem um humor peculiar, além de ter mensagens embutidas sobre a vida.
Gustavo estendeu sua criação no momento em que apresentou a família de morte Crens em "A Entediante Família de morte Crens", que ele lançou sem apoio, de forma totalmente autônoma, e foi um grande sucesso.
Agora Gustavo Borges retorna novamente com Morte Crens - desta vez contando com apoio coletivo no Catarse - em "O Entediante Trabalho de Morte Crens". Nas suas palavras: " Já passou metade do período de duração da arrecadação, várias metas estendidas foram atingidas e estamos buscando ir além, sempre realizando coisas maiores". Sendo assim, fiquem com o release e não esqueçam de apoiar esse que, com certeza, é mais um maravilhoso trabalho desse ótimo artista.

PRESS RELEASE DE "O ENTEDIANTE TRABALHO DE MORTE CRENS"


Depois de dois sucessos no Catarse com Escolhas e Pétalas a campanha da oitava história em quadrinhos de Gustavo Borges já começou e está fazendo barulho! Trata-se do terceiro livro da linha “Morte Crens”: O Entediante Trabalho de Morte Crens. Em um mês de campanha com mais de 300 apoiadores, levantando um arrecadamento de mais de 20.000 reais a campanha cresce diariamente. Nas primeiras 48 horas a primeira meta de 8.000 reais já estava alcançada e com o passar do tempo as metas de 10.000, 15.000 e 20.000 reais foram alcançadas, cada uma trazendo benefícios extras tanto na produção do livro como nos brindes promocionais e exclusivos a custo zero para quem já apoiou.
META ATUAL R$ 25.000 – Envio de 100 exemplares para escolas publicas.

DOANDO LIVROS PARA ESCOLAS ATRÁVEZ DO FINANCIAMENTO COLETIVO
“A maioria faz a força”, esse é o princípio do Catarse, com isso em mente foi planejado a nova meta estendida: Levar os livros para escolas públicas do Brasil.
SOBRE MORTE CRENS
Tudo começou com tirinhas na internet em 2011, e ganhou maior destaque em 2013 com sua primeira coletânea impressa: A Entediante Vida de Morte Crens. Depois, em 2016, A Entediante Família de Morte Crens trouxe a novidade de uma história fechada, completa e exclusiva de 26 páginas, além da tradicional coletânea do material publicado. Ambos álbuns foram publicados de forma independente. Em 2017 Morte Crens chegou à Portugal pela editora Bicho Carpinteiro. Na internet, o personagem continua pelo Instagram @mortecrens, com tiras novas, republicações, interações e compartilhamento de artes feitas por fãs.
O TERCEIRO LIVRO DA SÉRIE:
Trazendo uma coletânea de tirinhas e uma nova história fechada de 26 páginas exclusiva, seguindo a tradição que começou no álbum Família, teremos mais foco em personagens como Vida e assuntos relacionados ao emprego de Crens.
Os livros podem ser lidos em qualquer ordem, já que são independentes e não há real necessidade um do outro para serem compreendidos.
ALGUMAS RECOMPENSAS QUE PODEM SER ADQUIRIDAS NO CATARSE
Ao apoiar projeto, o apoiador encontra uma diversa opção de valores e pacotes que contam com recompensas variadas para os apoiadores. Atraves do projeto o leitor pode adquirir os dois primeiros livros, uma camiseta exclusiva (produzida em parceria com As Baratas LINK: (www.asbaratas.com.br) e uma figura colecionável (produzida em parceria com MattosBox Studio LINK: @mattosbox_studio)

SOBRE O AUTOR
Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de design gráfico. Conhecido por: Pétalas (atualmente esgotado), Edgar (atualmente esgotado), Cebolinha - Recuperação (disponível) , Até o Fim (atualmente esgotado) e Escolhas (disponível).
Gustavo não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias. (Instagram e facebook)
BIOGRAFIA COMPLETA

Gustavo Borges nasceu em 1995, em Porto Alegre/RS. É autor de quadrinhos, ilustrador e estudante de designgráfico. Começou produzindo uma série de tiras para internet: A Entediante Vida de Morte Crens, que resultou na sua estreia
no mercado editorial, em 2013, com um álbum independente compilando esse material.
No ano seguinte, em parceria com Giovane Mello, lançou Edgar, que ganhou o Troféu HQ Mix de melhor publicação independente.
Seu trabalho seguinte foi Pétalas, com cores de Cris Peter, cujo projeto atingiu mais de 1000% da meta de sua campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.
Mais tarde, o álbum foi lançado pelas editoras Tambor e Marsupial, em bancas e livrarias, respectivamente.
No ano de 2016, lançou – de forma independente – o segundo volume de A Entediante Vida de Morte Crens e participou do livro Memórias do Mauricio (Panini), em comemoração aos 80 anos dopai da Turma da Mônica, com a história Você já comeu içá?
Em 2017, desenhou Escolhas (escrito por Felipe Cagno e com cores de Cris Peter) e Até o fim (com roteiro de Eric Peleias e cores de Michel Ramalho). Ambos saíram pelo selo Geektopia, da Novo Século. Além disso, estreou no mercado americano, na coletânea The Amazing World of Gumball 2017 – Grab Bag Special, da Boom Studios.
Mesmo com uma carreira ainda curta, já foi publicado no exterior. Pétalas saiu na França, Polônia, Estados Unidos e Portugal – onde também foi lançado o primeiro volume de A Entediante Vida de Morte Crens.
Em 2018 lançou, a convite da Mauricio de Sousa Produções dentro do selo editorial Graphic MSP, uma graphic novel reinterpretando o personagem Cebolinha em sua visão. Cebolinha – Recuperação foi publicado pela Panini.
Presença constante em eventos em todo o Brasil, palestrando e autografando seus materiais, Gustavo Borges ainda colabora com o Dínamo Estúdio, escola de quadrinhos de Porto Alegre, ministrando cursos e workshops de curta duração.
Após Cebolinha – Recuperação, o seu próximo projeto será Meia dúzia de sapos.
Gustavo Borges não tem dúvidas que nasceu para contar e desenhar histórias.
CONTATO: