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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

RESENHA CINEMA: Vidro (Glass, 2019)


VIDRO (Glass, 2019)

Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Elenco: Samuel L. Jackson, Bruce Willis, James McAvoy, Sarah Poulson, Anya Taylor-Joy, Spencer Treat Clark, Charlayne Woodard, Luke Kirby, Adam David Thompson

David Dunn (Bruce Willis) está de volta. Ele e seu filho, Joseph (Spencer Treat Clark) abriram uma empresa de artigos de segurança. Mas David ainda age como “O Vigilante”, sempre buscando tratar os marginais como eles merecem.
Joseph investiga os casos das meninas desaparecidas e sabe que para encontra-lo seu pai teria de ir às ruas, mas ele vem sendo procurado pela polícia por causa de sua forma de agir. Ignorando esse fato, David vai ao bairro onde o filho acredita que as garotas possam estar e, após entrar em contato com Hedwig (James McAvoy), ele descobre onde estão, mas ele termina tendo de enfrentar A Besta (James McAvoy) e, por causa disso, são capturados e levados a uma Instituição para Doentes Mentais. Lá, David reencontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), que tem planos bem interessantes para Kevin (James McAvoy) e todas as suas outras 13 personalidades, principalmente A Besta. Mas para isso ele precisa superar a influência da Dra. Ellie Staple (Sarah Poulson) que deseja convencê-los de que eles não são o que creem – e sabem – ser.
“Vidro” é a terceira parte de uma série de filmes de M. Night Shyamalan.
Tudo se iniciou em 2000, com Corpo Fechado, onde nos era apresentado David Dunn e seus poderes. Ele é a descoberta de Elijah Price, proprietário da galeria de arte “Primeira Edição”, que tem uma doença rara onde seus ossos quebram como vidro. Elijah acreditava possuir uma contraparte, um inquebrável, e causou um acidente de trem para descobrir Dunn. A história termina com ambos se descobrindo com inimigos mortais.
Em 2016, Shyamalan estendeu seu universo para “Fragmentado”, onde nos apresenta Kevin Wendell Krumb e oito de suas treze personalidades, entre elas A Besta, um ser com força sobrenatural e que suporta tiros de bala. Dentro de Kevin vive A Horda, como se chamam as suas trezes personalidades. Eles sequestram a jovem Casey Cooke (Anya Taylor-Joy) e outras duas moças. Casey consegue convencer A Besta a soltá-la, sendo a única a sobreviver à Horda. Esse terceiro filme, une os dois, criando o Shyamalanverso.
O filme tem uma história que, em determinados momentos é arrastada, pois Shyamalan desenvolve toda a história por trás da doutora e os planos de Elijah, mas tem seu ápice nas cenas de luta entre A Besta e Dunn. O enredo é mais um emaranhado de ideias de Shyamalan, que desenvolve mais enigmas e mais mistérios. Você percebe onde ele quer chegar, mas tenta entender quando ele vai chegar, sendo assim, talvez, se houver uma sequência, saberemos o que nos espera.
“Vidro” não se compara a “Corpo Fechado” e “Fragmentado”, que parecem ser histórias mais coesas e centradas, pois tem uma ideia de começo, meio e fim. Já “Vidro” fica a curiosidade do que tem mais para vir. É um bom filme, mas que fica a dever uma conclusão mais concreta e determinada. Mistérios são legais, mas ficamos querendo saber quando – e se – eles vão acontecer. Vale a pena? Sim, se você já está familiarizado com Shyamalanverso e com a forma de M. Night Shyamalan desenvolver seus filmes. Mas se não, se familiarize antes para ter certeza se deseja ou não assistir “Vidro”.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

RESENHA ANIMAÇÃO: O Reino dos Supermen (Reign of the Supermen, 2019)


O REINO DOS SUPERMEN (Reign of the Supermen, 2019)

Direção: Sam Liu
Roteiro: James Krieg, Tim Sheridan
Elenco: Jerry O’Connell, Rebecca Romjin, Rainn Wilson, Patrick Fabian, Charles Halford, Cameron Monaghan, Cress Williams, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Groham, Shemar Moore, Nyambi Nyambi, Jason O’Mara

Superman está morto. Mas as esperanças surgem quando quatro novos super-heróis aparecem usando o emblema do kryptoniano: o Superboy, o Homem de Aço, o Último Filho de Krypton e o Homem do Amanhã.
Cada um deles lembra o Superman em determinado momento e isso deixa as pessoas confusas, pensando em quem eles acreditam ser o grande super-herói. A Liga da Justiça está para lançar seu satélite em órbita da Terra, mas termina sendo capturada e desaparecendo, deixando a Terra na mão desses quatro super-seres, mas será que eles são confiáveis? Quais são suas intenções? Algum deles é verdadeiramente o Superman ou não?
Foi lançado, nos Estados Unidos, a tão esperada conclusão da animação “A Morte do Superman”, mas, para mim, é uma tremenda decepção.
Bem, teci grandes elogios para a primeira parte dessa minissérie lançada direta para DVD/Blu-ray, pois ela trazia da forma mais fiel possível a adaptação do clássico que fora responsável pela morte do Superman, lançado entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993 (no Brasil foi lançada em uma edição especial de novembro de 1993, pela Editora Abril). Mas, nesse momento, a sequência é decepcionante, pois não segue em nada o original, com mudanças radicais.
A história até começa bem, mas você nota certas estranhezas no desenrolar da história. Eu, sinceramente, gostaria de entender o que James Krieg e Tim Sheridan quiseram fazer com isso, pois para mim, foi um desastre.
Como conhecedor do enredo original, eu esperava mais da história. Tá, o traidor é o mesmo, mas a pessoa com quem ele trabalha, não. Isso foi extremamente desnecessário.
Eu não gosto de fazer resenhas das coisas que me decepcionam, seja no cinema, séries, quadrinhos ou animações, mas tinha que falar o quão triste fiquei com “O Reino dos Supermen”.
Um conhecido meu que também assistiu a animação disse que aquele final é necessário para continuidade do universo criado para as animações. Tá, e por que o final original também não seria algo para dar continuação? Diria até que seriam mais adaptações de histórias interessantes que ainda não foram exploradas.
Eu acredito que fiquei muito esperançoso com essa adaptação, por causa da primeira parte. Mas foi... broxante! Me fez lembrar o quão decepcionado fiquei com outras adaptações, como “O Contrato de Judas”, um dos grandes clássicos de Marv Wolfman e George Pérez com os Novos Titãs que ficou a desejar, pois incluíram elementos que não fazem parte do contexto da história. Eu não entendo o motivo disso. Para fazer parte da continuidade das Animações da DC? Pra quê? São quadrinhos clássico, com roteiros fantásticos. Não precisam ser integrados a uma continuidade DC nas animações. Por que “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”, “Mulher-Maravilha”, “Lanterna Verde: Primeiro Voo”, “Superman/Batman: Inimigos Públicos”, Liga da Justiça: Crise em Duas Terras”, “Batman Contra o Capuz Vermelho”, “Superman/Batman: Apocalipse”, “Grandes Astros Superman”, “Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda”, “Batman: Ano Um”, “Liga da Justiça: Legião do Mal”, “Superman contra a Elite”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas I e II” e “Superman: Sem Limites” são boas adaptações? Pois se preocupam com a história de onde vêm. Mesmo “Liga da Justiça: Legião do Mal” que adapta a minissérie Torre de Babel, mudando os vilões principais, consegue ser bem feito.
Desde que ocorreu “Liga da Justiça: Ponto de Ignição”, eu tenho tentado aturar as animações da DC, mas tem sido difícil. Talvez porque não aceitei bem Os Novos 52 e as animações seguiram por esse conceito, mas mesmo “Batman: Piada Mortal” e “Batman: 1889” foram totalmente uma decepção. Tá, nem tudo é de se jogar fora, pois temos “Batman: Ataque ao Arkham”, “Liga da Justiça: Deuses e Monstros”, “Batman: Sangue Ruim”, “Batman e Arlequina”, “Esquadrão Suicida: Acerto de Contas” e “A Morte do Superman”, mas em sua maioria, se não existisse não faria falta. E, infelizmente, “O Reino dos Supermen” entra para essa lista daqueles que não deveriam ter acontecido.
“Ah, mas é muita história para contar”... Sim, e por que resumir tudo em somente dois episódios? Poderiam ter apresentado melhor os personagens, a história do Superboy, os problemas do Aco, quem era o Erradicador e tornar mais válida a aceitação do Super-ciborgue, mas empurraram tudo em 87 minutos. Seria até uma forma de ganhar mais dinheiro.
Sinceramente, não quero e nem tentarei entender o que ocorreu, mas “O Reino dos Supermen” é extremamente decepcionante e frustrante. Antes não tivessem lançado.


sábado, 12 de janeiro de 2019

RESENHA SÉRIES: Titãs (Titans, 2018)


TITÃS (Titans, 2018)
Dick Grayson (Brenton Thwaites) é um detetive na cidade de Detroit, quando é chamado para falar com a jovem Rachel Roth (Teagan Croft). Ela chega à cidade após fugir de pessoas que desejam imensamente sequestrá-la. O que Rachel não sabe – e ninguém dentro da Central de Detroit – é que Dick é o primeiro parceiro do Batman, Robin. Ele decidiu sair “debaixo da capa” de seu mentor e seguir uma carreira solo.
Após uma terceira tentativa de sequestro, Dick decide ajudar Rachel, levando-a para Washington, onde deveria ficar segura com os “amigos” de Dick, Hank Hall (Alan Ritchson) e Dawn Granger (Minka Kelly), que são as identidades secretas dos vigilantes Rapina e Columba. Enquanto isso, do outro lado do mundo, a desmemoriada Kory Anders (Anna Diop), tenta descobrir o motivo de estar querendo ir atrás da jovem Rachel. Ela busca descobrir sobre seu passado e, ao mesmo tempo, saber porquê Rachel é tão importante para ela.
Enquanto viaja, Rachel termina conhecendo o jovem Gar Logan (Ryan Potter), um transmorfo que vira um tigre verde. Ele é membro de uma família disfuncional composta por um ex-piloto de corridas, Cliff Steele (Jake Michaels), que após um acidente teve se cérebro transportado para um corpo robótico, se tornando o Homem-Robô, a ex-modelo Rita Farr (April Bowlby), que após um acidente ganhou a capacidade de se esticar e se tornou a Mulher-Elástica, o ex-piloto de testes Larry Trainor (Dwain Murphy), que depois de um acidente com radiação ficou com o corpo desfigurado e, agora, consegue projetar uma sombra energética, além de absorver energias e gerar altas doses de calor, ficando conhecido como Homem-Negativo. Todos eles foram unidos pelo Dr. Niles Caulder (Bruno Bichir), conhecido como O Chefe, que conseguiu controlar seus poderes e os chama de Patrulha do Destino.
Para ajuda-lo a descobrir mais sobre Rachel e todos aqueles que o cercam, Dick busca a ajuda de sua mais antiga amiga Donna Troy (Conor Leslie), a Moça-Maravilha, antiga parceira da Mulher-Maravilha. Dick precisa entender o que está acontecendo antes que um grande mal chegue à Terra de outra dimensão.
Falar mais do que isso seria entregar a história inteira e estragaria as melhores surpresas da série – tá, acho que já estraguei algumas. “Titãs” estreou nos Estados Unidos em 12 de outubro de 2018, no sistema de streaming DC Universe. Foram 11 episódios – eram prometidos 12 episódios – onde o clima, do começo ao fim, era de extrema tensão. No Brasil, a Netflix adquiriu a série e estreou no dia 11 de janeiro de 2019.
Nesses 11 episódios conhecemos um grupo bem diferente do que se vê nos quadrinhos e nas séries animadas “Os Jovens Titãs” e “Jovens Titãs em Ação”. Robin está mais sombrio, aderindo a extrema violência na hora que age. Ele não poupa shurikens – no formato do “R” de sua logo – e ossos quebrados. Não chega a matar, mas com certeza, muitos não poderão nem ter filhos. Ravena – ou Rachel Roth, já que na série ela não aderiu ao codinome – tem uma essência mais malévola, como se estivesse possuída por esse mal. Estelar – outra que ainda não aderiu ao codinome – é violenta, como nos quadrinhos, mas não poupa energia para causar grandes estragos, se for necessário. Já Mutano tem o poder contido – acho que a falta de orçamento pesou... só não entendi porque escolheram um tigre – e é o menos violento de todos.
“Titãs” pesa a mão na violência, mostrando que não veio para ser assistida por crianças. Não dosam nas cenas de sangue voando para todos os lados e jorrando no chão. Mas, mesmo assim, é a melhor série já feita da união DC/ Warner.
Ao contrário das séries do canal The CW, “Titãs” traz mais da essência dos quadrinhos, não sendo tão melodramática. Ela tem fanservice, mas esse não é somente uma menção em determinado momento, fazendo parte do contexto da história. Como temos o Robin, precisamos do Batman e, no decorrer da série, nós o vemos, seja uma sombra na janela, uma mão sobre um ombro, uma silhueta ou de costas, Bruce Wayne aparece na série. Lógico, o foco não é nele, então não precisamos tanto de um rosto.
“Titãs” é uma série que possui um clima denso do começo ao fim. É quase uma série de terror com bastante ação e violência. Não ficamos presos a draminhas pessoais, ela tem o motivo de mostrar os jovens – nem tão jovens assim – heróis agindo em busca de respostas, constantemente. Você conhece mais sobre cada um deles no transcorrer da série. Mesmo àqueles que não são os protagonistas, estão com suas histórias contadas.
Quando se assiste “Titãs”, você sente falta de algumas coisas e alguns personagens, mas como é o começo da construção de um novo universo – agora da streaming –, de cara com o spin-off Patrulha do Destino, sabemos que tem muito para vir por aí.
“Titãs”, mesmo com a excessiva violência e o clima tenso, é a melhor série com personagens da DC da atualidade, superando seus colegas do Arrowverse. Longa vida aos Titãs!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

RESENHA CINEMA: Máquinas Mortais (Mortal Engines, 2019)


MÁQUINAS MORTAIS (Mortal Engines, 2019)

Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson
Direção: Christian Rivers
Elenco: Hera Hilmer, Robert Sheehan, Hugo Weaving, Jihae, Leila George, Ronan Raftery, Stephen Lang, Regé-Jean Page, Menik Gooneratne, Frankie Adams, Leifur Sigurdarson, Kahn West, Colin Salmon, Patrick Malahide, Mark MItchinson, Andrew Lees, Sophie Cox, Kee Chan, Sarah Peirse, Mark Hadlow, Caren Pistorius, Pop Macleod, Joel Tobeck.

O planeta Terra foi devastado por um conflito sem precedentes que resultou na criação de cidades-móveis, sendo que algumas são mais evoluídas do que outras. Estas destroem as menores, no chamado darwinismo municipal. Entre as mais evoluídas está Londres, uma mega cidade-móvel, governada por Magnus Crome (Patrick Malahide). Entre seus moradores está o chefe da Guilda de Historiadores, Thaddeus Valentine (Hugo Weaving) e sua filha Katherine Leila George). Por causa disso, Katherine constantemente frequenta o Museu Britânico, administrado por Chudleigh Pomeroy (Colin Salmon), para conversar com seu amigo Tom Natsworthy (Robert Sheehan), um aprendiz.
Quando uma cidade mineradora é capturada por Londres, dentro dela está a jovem Hester Shaw (Hera Hilmar), cujo desejo de vingança faz com que cometa um atentado contra Valentine. Tudo poderia ter dado certo se Natsworthy não tivesse interferido, impedindo que Hester concluísse com o que desejava. Enquando foge, Hester revela algo para Natsworthy, algo obscuro do passado de Valentine, que o leva a se desfazer do rapaz.
As coisas somente pioram quando Valentine decide recriar uma arma mortal e somente Hester possui a chave para detê-lo.
“Máquinas Mortais” é um daqueles filmes com começo, meio e fim. Ou seja, não teremos continuações que se estenderão anos a fio, fazendo com que tentamos descobrir o que acontecerá no próximo filme.
Peter Jackson comprou os direitos para adaptar o livro escrito por Philip Reeve em 2009 e deixou o roteiro de molho até 2016, quando começou a adaptação, contando com a ajuda de duas antigas companheiras, Fran Walsh – sua esposa – e Philippa Boyens, que desenvolveram com ele a saga de O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Colocou na direção seu diretor assistente em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, Christian Reeves, e partiu em frente.
O filme tem uma história bem interessante, mas muitos buracos no seu transcorrer – sendo que, alguns são contados em flashback. É um filme pós-apocalíptico de uma Terra totalmente distópica e, percebemos totalmente as diferenças entre protagonismo e antagonismo.
Valentine é o claro antagonista. Ambicioso, determinado, vil, capaz de qualquer coisa para conseguir alcançar seus objetivos, até mesmo matar. Já os protagonistas, Hester e Tom, são pessoas que não se entendem inicialmente, mas ambos têm a traição como pano de fundo, uma mais antiga e a outra mais recente. Eles tentam se completar no transcorrer do filme, mas a química não parece ocorrer.
De certa forma isso foi bom, pois não vemos nada desnecessário e fora do momento no filme.
É sempre complicado fazer uma análise de um filme com base em um livro sem antes tê-lo lido, mas percebe-se que falta algo na história. Coisas que não ficaram bem resolvidas.
“Máquinas Mortais” é um filme que não vai encantar a todos, mas cumpre com a missão de ser um bom filme de ficção cientifica pós-apocalíptico.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ECN COMENTA: Retrospectiva 2018


Ano vem, ano vai e tantos os quadrinhos, como a TV, cinema e games ficam ricos de material lançado. O ano de 2018 não foi diferente. Os quadrinhos no Brasil tiveram um enriquecimento com publicações de mais novas editoras que se arriscaram nesse ano de 2018, apesar de todas as complicações financeiras que passamos. E arriscaram certo.

Alguns desses quadrinhos ganharam resenhas no blog Esmiuçando a Cultura Nerd, outros terminei não fazendo por temer errar na forma de escrever, pois os considero muito bons. Amo escrever, por isso dei preferência a isso ao invés de continuar fazendo vídeos. Cheguei a gravar alguns até 30 de junho de 2018. Fiz um especial dos 80 anos do Superman. Comentei sobre algumas aquisições, filmes que assisti, sobre polêmicas, homenagens, mas escrever é uma paixão, só que sempre temo por errar na forma de me expressar.

Passei por essa dificuldade com a resenha de “Paraíso Perdido”, por exemplo. Meu colega e amigo, Robson Seibert, que fez as resenhas das revistas “O Corvo de James O’Barr” e “V de Vingança”, foi um grande apoio e ajuda para que eu escrevesse essa resenha que, de qualquer forma queria que fizesse justiça a obra de John Milton e o trabalho de Pablo Auladell. Teve uma boa quantidade de visualizações e agradeço a todos por isso.
Escrever essa resenha me deu confiança para escrever outras resenhas como “Drácula – A Obra Completa” e “Black Dog – Os Sonhos de Paul Nash”, trabalhos de boa qualidade artística que valem a pena fazer parte de coleções.
Eu também dei sorte com as séries que assisti na TV e em sistemas de streaming da Netflix e da Amazon Prime Video. Não fiz resenhas sobre essas séries, por temer entregar mais da história do que deveria – sim, fazer spoilers – então me prendi a comentar sobre o crossover-evento anual da Warner Channel, intitulado “Elseworlds”. Na verdade, eu comentei mais sobre o título do próximo crossover-evento, “Crise nasInfinitas Terras”.
Também busquei ousar ao falar sobre a versão de Liga da Justiça de Zack Snyder que a Warner Bros. Pictures prometeu nunca lançar – espero, sinceramente, que voltem atrás nessa decisão como fizeram com Superman II de Richard Donner. Gosto de fazer isso, às vezes.
Ano que vem muito material de qualidade chegará, como “Meia-Dúzia de Sapos” de Gustavo Borges e Cris Peter, “Adágio” de Felipe Cagno, “Alfa – A Primeira Ordem” de Elyan Lopes, onde ele une vários super-heróis brasileiros em uma mesma saga, “Chaos” de Felipe Folgosi, "Últimos Deuses” de Eric Peleias e Hiro Kawahara, entre vários outros. Principalmente os projetos da Maurício de Sousa Produções/Panini Comics, Graphic MSP.
Também foi o ano que mais frequentei o cinema. Foram um total de 25 filmes. Como no caso dos quadrinhos e seriados, não fiz resenha de todos os filmes, fossem de qualidade razoável ou ótima – eu classifico com estrelas, o que causa certa confusão para alguns, pois dou muitas estrelas para filmes que muitos não concordariam na quantidade. Alguns não fiz por questão de tempo, foi um ano de conturbações e correrias – infelizmente não consigo sobreviver do meu blog, que faço mais por prazer do que por dinheiro.

Foi um ano de altos e baixos, como todos os anos são, mas valeu a pena por embarcar no projeto do ForGeeks de Moises Santiago, o ForGeeks no Rádio, onde conversamos sobre quadrinhos e filmes, por enquanto, mas com intenção de expansão para outros assuntos que, com certeza, eu não entenderei bulhufas como mangás, animes e games.
Lógico que não participei de todos os programas. Preferi me ausentar da homenagem a Stan Lee, pois mesmo que tenha abalado há muitos, para mim foi como a morte de vários outros. Sinceramente sentirei mais falta de Steve Ditko – que também faleceu nesse ano de 2018 e não teve tanto estardalhaço, por mais que merecesse – do que de Stan Lee.
Tá, sei de sua importância, mas Ditko tem mais importância ainda do que ele. A diferença, Stan Lee sabia se promover, mesmo que passasse por cima de vários outros, algo que não interessava tanto a Ditko que nos deixou um legado imenso de personagens.
Muitos quadrinhos, muitas séries e muitos filmes fizeram nós vermos o quão importante os nerds/geeks são, pois, a importância disso cresce com o tempo.
Sinceramente, não vejo um crescimento maior disso tudo, pelo contrário, talvez tenhamos uma diminuição em breve. Mas temos que aproveitar bastante, pois 2019 virá, novamente, com uma enxurrada de filmes grandiosos. Peter Jackson, Marvel, Star Wars, Godzilla, DC, Disney, serão algumas das coisas que chegarão aos cinemas e, como sempre, eu espero que esteja lá para conferir a todos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

RESENHA CINEMA: Bumblebee (2018)


BUMBLEBEE (2018)

Direção: Travis Knight
Roteiro: Christina Hudson
Elenco: Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendeborg Jr, Jason Drucker, Pamela Adlon, Stephen Schneider, John Ortiz, Dylan O’Brien, Peter Cullen, Angela Bassett, Justin Theroux, David Sobolov, Grey Griffin, Jon Bailey, Steve Blum, Andrew Morgado, Kirk Baily, Dennis Singletary.

O conflito entre os Autobots e Decepticons arde em Cibertron. Na intenção de definir novas bases de operações, Optimus Prime (Peter Cullen) envia seus companheiros para vários lugares, entre esses está B-127 (Dylan O’Brien) que é enviado ao planeta Terra. Mas ele é seguido à Terra por um decepticon e, durante a luta entre eles e o exército americano liderado pelo agente Jack Burns (John Cena), termina com amnésia e perdendo o modulador de voz.
Quando Charlie (Hailee Steinfeld) o encontra em uma oficina mecânica, no formato de fusca, ela nunca espera o que está por vir e todas as encrencas em que se meterão.
“Bumblebee” é um prequel, ou seja, vem antes dos filmes de 2007 estrelados por Shia LaBeouf e, posteriormente, por Mark Wahlberg. A importância desse filme se torna essencial para compreender os motivos dos Autobots estarem na Terra. Só que, ele supera em todos os aspectos seus antecessores.
“Bumbleblee” nos leva de volta ao começo de Transformers, onde formas mais simples davam as características dos personagens. Sendo assim, Bee – como é carinhosamente chamado por Charlie, personagem de Hailee Steinfeld – é o bom e velho fusquinha amarelo – nos EUA, Beetle – que conhecíamos da animação da década de 1980. O que mais fica interessante é a forma de humanizar o autobot de um jeito nunca visto antes.
A escritora Christina Hudson , que além do roteiro também desenvolveu a história, nos dá personalidade que os filmes anteriores até tentaram, mas não conseguiram. A ligação de Bumblebee com Charlie é mais do que um veículo transmorfo com seu proprietário. Charlie não é somente a dona de Bee, ela é sua companheira e sua parceira. Enquanto os outros filmes de Transformers se concentraram mais na adrenalina da ação e ignoraram um pouco a trama, “Bumblebee” procura mais identidade, dando uma história ao personagem. E não é somente a personagem de Hailee Steinfeld que é a central, Bee também tem enorme importância.
Bumblebee não é somente um alívio cômico na história – sim, eles existem, e nos momentos oportunos e bem discretos – ele trabalha lado a lado com Hailee Steinfeld, sendo o principal protagonista, como prometido no título.
O filme tem como trama central o relacionamento de Bumblebee com Charlie. Ela tem uma história bem dramática, mas, ao mesmo tempo, tem uma personalidade forte e independente, bem ao estilo de Hailee Steinfeld. A atriz teve grande destaque no filme “Bravura Indómita” e não parou por aí, mostrando sempre ser alguém bem decidida em todos os filmes que participa. Não tem diferença de “Bumblebee”. Charlie entende Bee, não é criada uma briguinha do nada onde eles se separam e, no momento oportuno, eles retornam a amizade. O tempo todo eles estão unidos. Existem conflitos constantes, pois Bee é perseguido por Decepitcons, que se unem aos humanos para persegui-lo, mas em todo o momento a união dos dois é estável.
Como eu disse, os momentos de alívio cômico são distintos, mas discretos e tendem a ser nos momentos mais adequados do filme, sem perder o ritmo. Eles ficam com a família de Charlie e seu par romântico, Memo, vivido pelo ator Jorge Lendenborg Jr. – que não é exatamente um par romântico, mas bem que ele gostaria.
A história de “Bumblebee” não se perde em nenhum momento, mas lógico, existem buracos, coisas que podem vir a ser completadas em possíveis filmes futuros. E, se todos seguirem pelo mesmo viés de “Bumblebee”, teremos filmes de ação que vão valer a pena acompanhar.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

RESENHA HQ: Cebolinha: Recuperação



CEBOLINHA: RECUPERAÇÃO

Roteiro: Gustavo Borges
Arte: Gustavo Borges
Editora: Panini Comics
Ano: 2018
Pág.: 100

“A vida da gente é como uma cebola... Tem muitas camadas. Chorar só pelas que estão ruins... É ser ingrato por todas as outras camadas”.
Cebolinha sempre sonhou em ser o Dono da Rua e, sua principal barreira – para ele – sempre foi a Mônica. Mas isso muda quando eles voltam às aulas, após as férias de julho. Um novo rival surge e consegue superar Cebolinha, sendo assim, ele fará de tudo para mostrar que esse novo “inimigo” não é o que todos pensam. Só que, um novo problema surge e, com isso, Cebolinha fará de tudo para se recuperar de todos esses problemas.
Mais uma vez a Maurício de Sousa Produções acertam na escolha do artista responsável por uma Graphic MSP.
Sério, sou um colecionador assíduo das edições, posso dizer, com orgulho, que tenho todas e as li. “Cebolinha: Recuperação” não fica a dever nada a nenhuma, pelo contrário, é uma excelente história solo do personagem.
Eu – também posso dizer com bastante orgulho – conheci Gustavo Borges na minha primeira FIQ, em 2013. Ele estava vendendo uma edição "A Entediante Vida de Morte Crens". Comprei sem compromisso e me impressionei com o trabalho daquele rapaz. Era impressionante, tão jovem e com uma profundidade filosófica enorme. Sinceramente, me impressionei. Voltei a encontra-lo em 2015, onde adquiri a maravilhosa “Pétalas”, trabalho que ele realiza em conjunto com a artista Cris Peter, e Edgar, um castor genial, a frente do seu tempo em conhecimento e incompreendido. A partir daí me tornei fã e tento adquirir todos os trabalhos com seu nome. Então, é mais um motivo de comprar “Cebolinha: Recuperação”.
Mas, posso dizer sem pestanejar que “Cebolinha: Recuperação” – como diz Maurício de Sousa na Introdução – é uma história de camadas. Uma das coisas que eu gosto nas Graphic MSP é que o título não tem somente um significado, ele possui vários. Recuperação não é diferente, pois está ligado a várias vertentes dessa história. Entrar em detalhes dessas camadas? Não, nunca faria isso, pois o bom é ler.
Existem muitos sentimentos envolvidos nas histórias das Graphic MSP. Sentimentos de amizade, de coragem, de determinação, de amor. Você testemunha, em cada uma das histórias, identificação. Seja Turma da Mônica, Astronauta, Piteco, Chico Bento, Turma da Mata, Papa Capim, Horácio, Mônica, Jeremias e Cebolinha, em meio aos suspenses, dramas, comédias e aventuras, sempre tem algo que demonstra um dos termos que mencionei acima.
“Cebolinha: Recuperação” nos dá mais do que aquele personagem que sempre tem planos infalíveis para liquidar a Mônica ou pegar seu coelhinho. Nos dá um personagem que demonstra ser alguém fola de sélie.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

ECN COMENTA: Crise nas Infinitas Terras... será possível?


Certo, agora todos assistiram ao crossover-evento – tô chamando assim – do “Arrowverso” – todos chamam assim. Logo no último episódio (não, não vou dar spoilers, podem deixar!) aparece o anuncio do próximo crossover-evento, “Crise nas Infinitas Terras”, e é aí que quero chegar.
Antes, vamos conhecer mais sobre esse título. Em 1985, Marv Wolfman e George Pérez, responsáveis por um dos maiores sucessos da DC Comics na década de 1980, Os Novos Titãs, foram incumbidos pela presidente da DC Comics, Jenette Khan, seu vice-presidente e editor-executivo da editora, Paul Levitz, e o editor Dick Giordano de uma megassaga que transformaria totalmente o Multiverso DC, que encontrava-se meio bagunçado. Isso era porque a DC Comics, com o passar dos anos adquirira os personagens da Fawcett Comics, da Charlton Comics e Quality Comics, integrando-os ao Multiverso DC, criado a partir da história “Flash de Dois Mundos” da Flash #123 (setembro de 1961) e estendidos nos encontros anuais da Liga da Justiça da América e Sociedade da Justiça da América. Na saga, o Monitor, um observador que ficava no limiar do universo, na lua de Oa, mundo dos Guardiões, convoca alguns super-heróis e super-vilões de diversos mundo e épocas para integrar um grupo que vigiaria torres para manter o multiverso em equilíbrio. Ele fizera isso tudo, pois descobrira que uma grande ameaça do universo de antimatéria pretendia devorar todos os demais universos para se tornar extremamente poderoso.
Monitor – ele não tinha um nome – também trabalhava ladeado por Lyla Michaels  (uma sobrevivente de um dos mundos devorados por seu inimigo, que depois seria chamado de Anti-Monitor), a Precursora, e Alexander Luthor da Terra-3, que fora uma das primeiras destruídas na saga, também. Outro que também viajava durante todo a megassaga era o Pária, um humano que descobrira o evento da criação e fora responsável pela destruição do seu universo e, como punição, deveria viajar entre os universos, vendo-os serem destruídos. Em determinado momento a saga toma um outro rumo, Monitor e traído e morto, mas Flash (Barry Allen) salva cinco universos da destruição total. Quando os super-heróis decidem enfrentar o Anti-Monitor em seu ambiente, a Supergirl também é morta.
Ao final da saga, o Multiverso se torna Universo Unificado e uma linha de continuidade é criada e estabelecida, cada um dos personagens ganham novas criações e o Universo DC seguiu em frente até Zero Hora, Crise Infinita, 52, Crise Final e Ponto de Ignição.
A ideia seguiu bem e estava dando certo, pois o universo DC era uníssono e todos os personagens eram divididos por suas épocas, então, ao meu ver, funcionava. Mas o principal objetivo era a unificação de TODO o Universo DC em um só.
Daí vamos ao crossover-evento da Warner, que leva o mesmo título – há, eu não disse, mas nos quadrinhos, o evento dura um ano de publicações e tie-ins (história de interligação com a saga). Vemos em Elseworlds a aparição de Mar Novu (LaMonica Garrett), o Monitor – é, agora ele tem nome – que dá ao Dr. John Deegan (Jeremy Davies) o Livro do Destino. Em determinado momento, no meio à batalha contra o Superman “Deegan” (Tyler Hoechlin), Oliver Queen (Stephen Amell), o Arqueiro Verde, procura Novu e faz um acordo com ele, o que ajuda na vitória dos heróis sobre o Deegan (“Ah, você deu spoilers!”... Sério? Cresçam, não contei nada demais!). Bem, que acordo foi esse? Possivelmente, esse acordo será um dos pontos chaves de “Crise nas Infinitas Terras” – isso se não intervir no decorrer da série de Arrow (mas acho que não). “Mas por que escrever isso tudo, parece que você não está chegando a lugar nenhum?”... calma, eu chego lá.
Quando eu assisti “Elseworlds”, eu senti falta de... algo mais! O enredo é interessante, a história também poderia ser, mas temos um problema sério... TRÊS EPISÓDIOS!
O “Arrowverso” possui quatro séries que são interligadas: “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of the Tomorrow”. Por algum motivo que eu desconheço – infelizmente não estou acompanhando as séries, espero para vê-las de uma tacada só na Netflix – “Legends of the Tomorrow” ficou de fora do crossover-evento. Acredito que deverá participar de “Crise...”, mas mesmo assim, acho pouca série para um evento desse tamanho.
“Como assim, evento desse tamanho?”. Gente, sempre que todos os DCnautas falam de Crise nas Infinitas Terras, ele foi o maior de todos os divisores de água de todos os tempos da DC Comics. Nenhum outro chegou aos pés, pois após ele, Superman, Batman e Mulher-Maravilha tiveram suas histórias recontadas por três dos maiores nomes da época: John Byrne, Frank Miller e George Pérez, respectivamente. Eles reformularam e transformaram as histórias desses personagens, que repercute até os dias de hoje, quando alguém lembra de grandes mudanças. Então Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Geoff Johns usarem esse nome para um crossover-evento de quatro episódio, somente, é SACANAGEM!
Ah tá, possivelmente teremos a série da “Batwoman” estrelada por Ruby Rose. Mas o Universo DC cresceu na TV. Até o momento, a série “Black Lightning” foi mostrada como de um universo paralelo ao do Arrowverso, sem nenhuma ligação, talvez em busca de uma identidade pessoal. Sem contar que, agora, existem as séries do serviço de streaming DC Universe, onde temos “Titans” e, em breve, teremos “Doom Patrol” e “Swamp Thing”, para citação inicial... sem contar “Gotham”, que pertence à Fox, mas está para ser cancelada.
Recentemente, quem acompanha as notícias nas redes sociais, sabem que Tom Welling e Michael Rosenbaum – da extinta série “Smallville” (2001-2011) – se sentaram na mesa do Arrowverso para uma conversa... Por quê? Cria-se várias especulações e esperanças com isso. Daí eu volto ao ponto: – incluindo “Batwoman” – cinco episódios? É SACANAGEM!
Mesmo que seja para se desfazer da Terra 90 – sim, vimos o Barry Allen da clássica série “The Flash” (1990-1991), estrelada por John Wesley Shipp (atualmente Jay Garrick, da Terra-2) e, mesmo que sua Terra tenha sido detonada, ela não foi consumida pelo Anti-Monitor –  e da Terra “Smallville” – vai-se lá saber que número darão para ela! –, vai ser muito corrido. Cinco episódios não dariam conta de um evento que PODERIA envolver várias outras séries da DC, mesmo que não sejam da CW. E olha que eu nem inclui o Universo Cinematográfico, pois sei que complicação seria isso.
Então, como será isso? Sinceramente, será um crossover-evento para chamar atenção dos fãs dos quadrinhos que esperarão um grande evento e terão uma coisa feita de qualquer jeito, com o maior de todos os títulos de megassaga da DC Comics.
Meu medo é exatamente essa decepção. Eu sei que não matarão o Flash de Gustin ou a Supergirl de Benoist, pois eles são protagonistas das próprias séries, mas tô pensando que isso somente servirá para unir as Terras do Arqueiro Verde e Flash com da Supergirl, pois desde o começo foi especificado que faziam parte de universos diferentes, ignorando qualquer outra série que exista. Chamará a atenção dos fãs de Smallville, pois em cinco minutos teremos Clark Kent e Lex Luthor de Welling e Rosenbaum. Deveremos ter mais um pouquinho do Flash “Allen” de Shipp, mas será isso.
Me entristece a promessa de um título e quando ele decepciona. “Elseworlds” não explorou todas as suas possibilidades, no meu entender, e “Crise nas Infinitas Terras” também não explorará.