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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

RESENHA FILMES: Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível (Christopher Robin, 2018)


CHRISTOPHER ROBIN: UM REENCONTRO INESQUECÍVEL (Christopher Robin, 2018)

Roteiro: Alex Ross Perry, Tom McCarthy, Allison Schroeder, Greg Booker, Mark Steven Johnson
Direção: Marc Forster
Elenco: Ewan McGregor, Hayley Atwell, Bronte Carmichael, Mark Gatiss, Jim Cummings, Brad Garrett, Nick Mohammed, Peter Capaldi, Sophie Okonedo, Sara Sheen, Toby Jones

Quando Christopher Robin era criança se divertia no Bosque de Cem Acres com seu amigos Pooh (Jim Cummings), Leitão (Nick Mohammed), Ió (Brad Garrett), Tigrão (Jim Cummings), Can (Sophie Okonedo) e Guru (Sara Sheen), Corujão (Toby Jones) e Abel (Peter Capaldi). Mas quando ele precisa ir para o internato, tudo muda e ele esquece totalmente dos seus amigos. Mas quando eles desaparecem, Pooh procura por Christopher Robin (Ewan McGregor), já adulto, para encontra-los e, quem sabe, se reencontrar.
Quando eu era criança e viajávamos de férias, meu primo levava grandes almanaques da Disney para lermos à noite. Era almanaques com muitas histórias do Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas, Pateta, Havita, Os Três Porquinhos e O Ursinho Puff (era assim que tinham traduzido o nome do personagem). As histórias de Puff eram recheadas de inocência, amizade e companheirismo, então por vezes eu pulava, pois eu gostava do Mickey encarando o Mancha Negra, ou o Super-Pateta se metendo em encrencas, ou o Tio Patinhas encarando a Maga Patalógica – que tinha obsessão pela Moeda Número 1 do Tio Patinhas – e os Irmãos Metralhas – que tentavam, mas sempre falhavam em assaltar o Tio Patinhas, ou seja, eu queria ação. Depois a Disney decidiu transformar as aventuras de Pooh – já o chamavam assim na época da animação – em desenho animado, daí atraiu minha atenção.
Pooh era sempre o amigo que ajudava a todos. Na animação, nem sempre tínhamos Christopher Robin, mas sabíamos o quanto ele era importante para Pooh, Leitão, Tigrão, Ió, Can e Guru, Corujão e Abel. As histórias sempre eram divertidas, mas por vezes traziam lições que conseguiriam emocionar até o coração mais duro. Acredito que o filme “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” tenha esse mesmo objetivo.
Tá, estamos falando de um filme da Disney, direcionado ao público infantil... Será? “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” nos mostra o personagem título do filme adulto, com responsabilidades e obrigações que o fazem esquecer o mais importante: a família.
É claro que temos os personagens Pooh, Leitão, Tigrão, Ió, Can e Guru, Corujão e Abel, mas é importante lembrar que eles são o ponto de ligação de Christopher Robin com seu lado infantil, que ele deixou devido ao endurecimento de seu coração. Ok... ele passou por muitas coisas e o mundo o mostrou que nem tudo é um arco-íris, só que quando nos desligamos do nosso lado criança, nos desligamos da diversão. Não estou falando de sair com os amigos para um bar e beber, estou falando de nos divertirmos com bobeiras. Com uma chuva que cai e nos molha. Com as ondas do mar molhando nossos pés. Olhar pro céu, cheio de nuvens, e imaginar formas. Passear de carro e contar quantos carros verdes vê. Coisas que deixamos para trás e que muitas crianças aproveitam e nós achamos que é bobeira. “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” traz isso de volta.
Com o filme, percebemos que as pequenas coisas, às vezes, podem trazer mais felicidade do que um presente caro. Nós esquecemos tudo isso, nos “desvencilhamos” dessas coisas, pois damos valor a outras, que as vezes não tem tanta importância para aqueles que só nos querem por perto, dividindo os melhores e piores momentos.
“Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” é um filme para que reflitamos nossas vidas e valorizemos os momentos prazerosos com aqueles que mais amamos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

RESENHA HQ: Drácula – A Obra Completa (The Complete Dracula)


DRÁCULA – A OBRA COMPLETA (The Complete Dracula).

História: Bram Stoker
Adaptação: Leah Moore, John Reppion
Ilustração: Colton Worley
Editora: Dynamite Entertainment (BR: Mythos Editora)
Ano: 2009 (BR: 2015)
Pág.: 184

O procurador inglês Jonathan Harker foi enviado a Transilvânia, na Romênia, para fechar negócios com o conde Drácula, um nobre daquela região. Ao chegar no castelo de Drácula, ele descobre que seu anfitrião possui segredos que ele vai descobrindo com o tempo. Enquanto isso, na Inglaterra, sua noiva, Mina Murray vive uma vida hedônica com as histórias de sua amiga Lucy Westenra e seus três amores, até o naufrágio do navio Démeter, que traz um mal incomensurável. Mal sabem todos eles que suas histórias estão mais interligadas do que imaginam e terão de travar uma batalha épica contra um ser imortal.
Ficar fazendo resumos da história de Drácula, depois que esta já foi contada nos cinemas pelo cineasta Francis Ford Copolla – em uma versão bem pessoal do roteirista James V. Hart – chega a ser enfadonho, pois já é conhecida. Quem não viu o filme, leu o livro do autor Bram Stoker, que foi lançado em 1897. Stoker era um amante do teatro, então fez a primeira montagem de uma peça teatral de sua obra, mas não agradou. Então essa recebeu uma outra adaptação, com autorização de sua esposa – Bram Stoker faleceu em 1912, não chegando a ver o sucesso de seu romance ou da peça baseada neste –, que depois recebeu uma nova versão nos Estados Unidos.
Esta última versão, conhecida como Deane-Balderston, foi a mais adaptada para o cinema e quadrinhos durante anos sem fim. A história fora toda modificada, as vezes modificando até a sexualidade e o parentesco de alguns personagens. Quando se descobriu que Stoker não havia registrado sua obra, muitos fizeram uso sem fim do personagem Drácula, fazendo e desenvolvendo sua própria versão. Quando Florescu e McNally escreveram seus estudos sobre o verdadeiro Drácula, que serviu como base para o personagem de Stoker, novas versões surgiram da história do personagem, como “Drácula de Bram Stoker”, dirigido por Francis Ford Copolla, lançado em 1992.
Essa versão do filme – que no mesmo ano recebeu uma versão de quadrinhos por Roy Thomas e Mike Mignola – e o encadernado lançado pela Dynamite Entertainment em 2009, são o mais próximo do clássico de Bram Stoker.
Nesse encadernado, lançado aqui no Brasil pela Mythos Editora, temos a história adaptada por Leah Moore e John Reppion, onde eles buscam colocar todo o decorrer da história, narrado entre cartas e diários, do que ocorre nos personagens da trama. É simplesmente impressionante e interessante a forma como eles conseguem abordar tão bem o decorrer da história. A inocência na forma da narração de Stoker, a “masculinidade” acentuada, a religião cristã como pivô central para encarar uma doença avassaladora de expansionista, o vampirismo.
A diferença entre o romance e a história em quadrinhos é que colocam palavras na boca dos personagens, um necessidade narratória que precisa ser usada, pois o livro de Stoker não possui isso. Então, por conta disso, os roteiristas estão de parabéns. E a dinâmica da história necessita de um artista bem qualificado. Quando vemos a capa da obra, pensamos que será mais um trabalho quadrinhístico comum, mas quando se abre, as primeiras páginas – de uma introdução que eu desconhecia – trazem um trabalho artístico maravilhoso de Colton Worley. Os detalhes são bem trabalhos com tons escuros. Os momentos mais tênues ficam para o período hedonístico da história ou que buscam suavidade e leveza, mesmo possuindo tensão. O trabalho de Worley lembra obras de Rembrandt, Seurat e Degas. Worley consegue captar o tom da história de forma sublime. Mas um problema sério – para mim – ficou por conta da edição nacional.
Infelizmente a Mythos Editora deixou passar muitos erros de impressão da tradução, com erros de português, letras faltando ou palavras juntadas. Isso termina deixando a obra com falhas. Muito triste!
“Drácula – A Obra Completa” consegue remeter-nos de volta ao romance de Bram Stoker, trazendo uma introdução – para mim – inédita do texto “O Hóspede de Drácula”, escrito por Bram Stoker em 1912, mas publicado por sua esposa em 1914 junto com outros contos. Nesse texto vemos Harker em Munique ainda, antes de chegar a Bistritz e eventos sinistros ocorrem com ele. A conferência desse trabalho único merece a conferência de todos que gostam ou não de um bom romance vampírico.

RESENHA CINEMA: Operação Overlord (Overlord, 2018)


OPERAÇÃO OVERLORD (Overlord, 2018)

Direção: Julius Avery
Roteiro: Billy Ray, Mark L. Smith
Elenco: Jovan Adepo, Wyatt Russell, Mathilde Olivier, John Magaro, Iain de Caestecker, Pilou Asbæk, Dominic Applewhite, Jacob Anderson, Bokeem Woodbine, Erich Redman.

06 de junho de 1944, o “Dia D”. Os Aliados fazem sua investida contra os nazistas através da Normandia, na França. Grupos de paraquedistas tinham como principal missão adentrarem em território dominado pelos nazistas para derrubar suas principais centrais de comando, enfraquecendo-os. Esta é a principal missão do 11º Regimento de Paraquedistas, liderados pelo sargento Rensin (Bokeem Woodbine) e o cabo Ford (Wyatt Russell). Eles precisam adentrar contra as forças nazistas e derrubar uma torre de rádio que se encontra em uma antiga igreja. Mas um dos soldados, Ed Boyce (Jovan Adepo), descobre que existe nos porões da igreja algo pior e sinistro acontecendo, ampliando assim a missão do grupo que simplesmente conta com outros três: Tibbet (John Magaro), um atirador de elite arrogante; Chase (Iain de Caestecker), um fotógrafo de guerra; Jacob (Dominic Applewhite), amigo de Boyce no regimento. Agora eles precisam enfrentar nazistas e algo muito, muito pior.
Nessa produção de J.J.Abrams, vemos ele investindo em um filme de guerra recheado de terror gore.
Para aqueles que desconhecem, gore significa “subgênero cinematográfico dos filmes de terror que é caracterizado pela presença de cenas extremamente violentas, com muito sangue, vísceras e restos mortais de humanos ou animais”[1]. Ou seja, nessa produção, Abrams investe nesse subgênero de terror.

Já vimos Abrams investindo em ficção científica uma grande maioria das vezes. É um gênero que ele aprecia muito, tanto que aceitou produzir e dirigir filmes da franquia Star Trek e Star Wars, além de embarcar em filmes como “Super 8” – que produziu ao lado de Steven Spielberg –, a série de filmes “Cloverfield”, as séries “Lost” e “Almost Human”, entre tantos outros. Ele também é um amante dos filmes e séries de ação, como no caso da franquia “Missão: Impossível”,  e as séries “Revolution” e “Person of Interest”. Ou seja, já o vimos produzindo várias coisas interessante, mas não lembro dele embarcando em uma produção de terror gore, pra piorar, na Segunda Guerra Mundial.
Alguns disseram que tem alguma ligação com os filmes da série “Cloverfield”. Bem, se tem não aparece nada que revele essa ligação. Mas “Operação Overlord” é um ótimo filme do gênero.
O roteiro do filme, escrito por Billy Ray – também responsável pela história e que escreveu o roteiro de “Jogos Vorazes” – e Mark L. Smith – responsável pelo roteiro de “O Regresso” – tem uma história que poderia se assemelhar a games ou livros de ficção sobre a Segunda Guerra Mundial. Tanto que eu imaginei que tivesse origem em algum game, mas não, é um roteiro original.
Para completar, a direção fica a cargo de Julius Avery, diretor do intenso “Sangue Jovem”, que dá o tom de intensidade ao filme, além de demonstrar entender bem de terror gore.
A trama tem intensidade, mas deixa questionamentos quanto os motivos dos experimentos nazistas naquela vila, pois fica no ar como ele conseguem realizar os seus objetivos. Se o objetivo de Billy Ray era esse, ele conseguiu.
“Operação Overlord” é um terror gore muito bom, que se localiza na Segunda Guerra Mundial, com uma história coesa, mas que deixa um questionamento muito grande para ser descoberto. Pena que somente fui assistir agora, mas é totalmente recomendável para quem gosta desse estilo de filme.



[1] https://www.significados.com.br/gore/

domingo, 18 de novembro de 2018

A Grega – uma entrevista com a vampira Marcelle Anthemimus



Vou começar assim, eu não sou modinha. “A Grega”, romance sobre o qual vou falar aqui, eu terminei de escrever em 2004, mas havia começado a escrevê-lo 10 anos antes. A conclusão demorou, pois eu não queria o estigma de imitador ou “copião” ou qualquer coisa parecida com isso. Quando comecei a escrevê-lo, tinha como base os romances vampíricos de Anne Rice (tinha assistido ao filme “Entrevista com o Vampiro” antes de ler o livro), mas por não querer parecer muito com a escritora, preferi tomar outro rumo.
O livro é baseado em uma “entrevista” que se passa toda em primeira pessoa e é dada a uma amiga minha (totalmente fictícia), Caroline Guimarães.
Marcelle Anthemimus, nascida na Grécia no século XV, teve uma juventude conturbada, graças à profissão de sua mãe, que era uma bruxa e fora expulsa de sua comunidade por atos contra os princípios de seu grupo. Marcelle nascera com seu “dom”, se assim podemos chamá-lo, mas só vem a se tornar imortal aos dezesseis anos. Daí por diante, inicia uma viagem de descobertas e aprendizados. Conhece o mundo e narra somente os fatos que mais tiveram significado em sua vida, momentos estes que a transformaram no que ela é.
Foram anos de pesquisa para chegar ao livro no qual falo aqui, e mais cinco anos tentando publica-lo. No caminho, encontrei diversos obstáculos, principalmente porque eu não era um grande escritor e todos achavam que a história era muito comum (e olha que nem tinham lido o romance). Chegaram a me dizer que faltava dinâmica na narrativa (são coisas que escritores amadores ouvem!), isso sem contar os custos exorbitantes das editoras, que cobram absurdos e pagam somente uma pequena porcentagem em cima da capa do livro.
Então uma amiga minha, Luciana Waack, me falou do site Clube de Autores, que me deu a oportunidade de publicação, sem precisar pagar nada por ela. O que rola é que qualquer venda que eu venha a fazer, virá para mim, sem precisar pagar nada ao Clube. Caso se tenha interesse na obra, basta clicar aqui para adquiri-la.
Agora eu consegui publicar “A Grega” e já comecei a escrever sua continuação (a pedidos), mas é maravilhoso quando conquistamos uma etapa e começamos a seguinte. Lógico que consegui em uma época que a vampiromania retorna a tona com “True Blood”, “The Vampire Diaries” e “Twilight Saga”, mas a oportunidade faz seu momento.😉

(Publicada em 24 de setembro de 2009 no blog Entretendo.com.)

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

RESENHA CINEMA: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)


ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)

Roteiro: J.K. Rowling
Direção: David Yates
Elenco: Eddie Redmayne, Johnny Depp, Ezra Miller, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Zoë Kravitz, Claudia Kim, Jude Law, Callum Turner, Carmen Ejogo, Kevin Guthrie, William Nadylam

Gellert Grindelwald (Johnny Depp), depois de julgado pelo tribunal de magos do Ministério da Magia do Estados Unidos, seria transferido para o Reino Unido senão fosse pelo auxílio daqueles que acreditam em suas promessas de superioridade dos Puros-Sangues sobre os Trouxas. Consciente disso, Alvo Dumbledore (Jude Law), que possui um passado com Grindelwald, procura o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), que se encrencou depois de sua viagem à Nova Iorque, para procurar Credence Barebone (Ezra Miller), pois Grindelwald pretende escalá-lo para sua frente, enquanto o Ministério da Magia de Londres deseja sua morte. Com isso, Scamander se une ao seu velho amigo Jacob Kowalski (Dan Fogler) e parte para Paris, onde eles pretendem encontrar Tina e Queenie Goldstein, além de salvarem Credence e enfrentarem Grindelwald, caso seja necessário.
O que falar de um filme cuja a roteirista é a criadora do Universo Mágico mais adorado de todos os tempos e tem direção da pessoa que fez os dois filmes finais da Saga de Harry Potter? “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, que está em cartaz nos cinemas, – da mesma forma que fez “Animais Fantásticos e Onde Habitam” – amplia ainda mais o Universo Mágico que se iniciou em 1997 com a publicação de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, onde conhecíamos o menino que não foi morto por “Aquele Que Não Deve Ser Nomeado”. Foram sete edições, que nos apresentaram vários personagens, como Harry Potter, Hermione Granger, Ron Weasley, Alvo Dumbledore, Minerva McGonagall, além de vários escritores como Newt Scamander.
Percebendo o encanto de seus leitores pelo livro que servia para as aulas de Cuidado com as Criaturas Mágicas, J.K. Rowling usou o pseudônimo Newt Scamander e publicou “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. A partir desse livro, iniciou-se a ampliação do Universo Mágico nos cinemas. E que ampliação!
Baseando-se em fragmentos apresentados nos livros de Harry Potter, o Universo Mágico se amplia para a batalha contra Grindelwald, um antigo amigo de Dumbledore, que tinha uma visão semelhante à de Voldemort, ou seja, tornar o mundo um lugar onde os Puros-Sangues dominariam os mão-mágicos, eliminando-os ou tornando-os seus servos. Quem leu os livros, sabe em que momento esse filme levará, mas nunca imaginou que Newt Scamander estaria tão envolvido.
A ampliação da história de Scamander é encantadora. Ele e seu amor pelos animais fantásticos é simplesmente um ponto crucial para toda a nova série de filmes. Vemos que ele busca manter-se aliado a humanos e não contra os bruxos, pois ele não tem preconceitos. Jacob Kowalski conhecer seu segredo não é um problema, pelo contrário, para ele é uma amizade bem-vinda. Quando o vemos sendo convocado por Dumbledore, detalhes são revelados que poucos conhecem. Existem coisas bem obscuras, que vão além do relacionamento homoafetivo de Dumbledore e Grindelwald, que é mostrado de forma bem simples e com uma certa inocência.
Sinceramente, se você não sabia que Alvo Dumbledore e Gellert Grindelwald tiveram uma relação homoafetiva, deveria se informar mais sobre o Universo Mágico. Outro que tem grandes revelações no decorrer do filme é Credence Barebone. Ele era dado como morto após o primeiro filme, mas seu reaparecimento é porque ele busca informações sobre seu passado, mais obscuro do que o seu poder.
O que o trabalho conjunto de J.K. Rowling e David Yates proporciona é uma amplitude para a participação de cada personagem. Mesmo aqueles que consideremos meros coadjuvantes, tem uma razão para aparecer. Um grande destaque é a personagem Nagini, vivida pela atriz sul-coreana Claudia Kim. Sabemos que ela se torna uma horcruxe e que será morta por Neville Longbottom, mas pouco sabíamos o que ela era na verdade. E as revelações são fantásticas. Temos surpresas das mais diversas, sobre Tina e Queenie, sobre Newt e Perseu – irmão de Newt Scamander, vivido pelo ator Callum Turner e, porque não, sobre Dumbledore e Grindelwald.
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é um excelente complemento a história do Universo Mágico – gosto mais desse nome do que “Universo Harry Potter” – e, com certeza, terá um fim que poderá ser, talvez, mais significativo do que foi o de Harry Potter nos cinemas. Teremos de esperar para ver, pois as coisas ficaram cada vez mais tensas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

ForGeeks no Rádio Ep. 2: O Doutrinador (part. especial: Luciano Cunha)

Chegamos ao segundo episódio do ForGeeks no Rádio. O que é isso? Bem, seria normal vvocês se questionarem.
O ForGeeks no Rádio é um podcast, idealizado por Moises Santiago (ForGeeks), que conta comigo, André Luz, com Cheudo Simão (Nerd Zoom), Luiz Salles (Nerd Zoom) e Marcelo Rubinho (Astrotubers). Nele conversamos sobre assuntos variados do universo geek/nerd. O primeiro episódio nós conversamos sobre o filme "Bohemian Rhapsody" e os episódios-evento intitulado "Elseworlds" do Arrowverso (Arrow, The Flash, Supergirl).
Nesse segundo episódio conversamos sobre o filme "O Doutrinador" e contamos com seu criador, Luciano Cunha. Falamos sobre o filme, sobre a criação do personagem e sobre a polêmica em torno dele. Foi extremamente agradável e disponibilizado na Rádio Blast e Shock Radio Web.
Nesse fim de semana, a Rábio Blast transmitirá o terceiro programa, às 17h00 (sábado) e 21h00 (domingo), onde Cheudo Simão, Luiz Salles, Marcelo Rubinho e Moises Santiago, ao lado do convidado especial Eduardo Miranda, prestando homenagem ao roteirista/editor/promoter Stan Lee (1922-2018).

RESENHA CINEMA: Halloween (2018)


HALLOWEEN (2018).

Roteiro: Jeff Fradley, Danny McBride, David Gordon Green
Direção: David Gordon Green
Elenco: Jamie Lee Curtis, Judy Greer, Andi Matichak, James Jude Courtney, Nick Castle, Haluk Bilginer, Will Patton, Toby Huss, Rhian Rees, Jefferson Hall.

Se passaram quarenta anos desde que Michael Myers (Nick Castle / James Jude Courtney) assassinou sua irmã e quase conseguiu matar a babá Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Com isso, Dana Haines (Rhian Rees) e Aaron Korey (Jefferson Hall), uma dupla de repórteres investigativos, decidem visitar o maníaco assassino dias antes do Halloween, na Instituição que ele se encontra sobre o cuidado do Dr. Sartain (Haluk Bilginer). Durante uma transferência de Myers, um acidente ocorre que termina libertando o assassino. Ele retorna a sua cidade natal, onde pretende reiniciar o banho de sangue, mas Laurie pretende detê-lo de qualquer forma.
Esse é o décimo filme da franquia Halloween. Tá, se não considerarmos o reboot de Rob Zombie em 2007 (Halloween: O Ínicio) e 2009 (H2: Halloween 2), esse seria o oitavo filme. Mas, de acordo com enredo, não devemos considerar os filmes de 1982 (Halloween 3: A Noite das Bruxas – o mais fora do contexto), 1988 (Halloween 4: O Retorno de Michael Myers), 1989 (Halloween 5: A Vingança de Michael Myers), 1995 (Halloween 6: A Última Vingança) e 1998 (Halloween H20: Vinte Ano Depois), ou seja, Michael Myers nunca fugiu da Instituição que se encontra preso, nunca enfrentou Laurie Strode e os membros da família Myers, vezes seguidas. Ele ficou lá, inerte, esperando o momento de ser atiçado por uma dupla de repórteres, por quarenta anos.
Com certeza isso deve ter deixado muitos fãs da franquia extremamente irritados com o filme, pois sabemos o destino de Laurie Strode em H20, mas esqueçam isso, pois nunca aconteceu.
Não sei como John Carpenter se sente com isso, mas, sinceramente, achei interessante. Por que isso? Pensem como a mente de uma mulher como Strode se desenvolveu durante os anos achando que seria morta por uma pessoa como Myers. Ela sabia do que ele era capaz, e quando Loomis e o Estado o deixaram vivo, sabia que um dia ele viria se vingar. Ela se preparou, e demonstra ser a pessoa mais inteligente de todo o filme.
Jamie Lee Curtis simplesmente está aquela mulher forte e determinada que sempre demonstra nos filmes que participa. Ela luta, corre, dá tiros. É a verdadeira heroína do filme. Enquanto tivemos aquela participação ínfima em H20, que mais parecia uma despedida dela da franquia, em “Halloween” vemos a Laurie mais forte do que nunca, e determinada no final de seu nêmese. Ela mostra que, “Halloween” sem ela, nunca é a mesma coisa.
“Halloween” é um resgate de uma franquia que estava cada vez mais se afundando (Até achei interessantes os filmes de Zombie, mas ele “pirou o cabeçote” demais com a história de Myers). Ver o festim de sangue de Myers, sua clássica luta contra Strode, fez com que eu acreditasse que Jeff Fradley, Danny McBride – sério que me surpreendeu seu envolvimento nessa franquia – e David Gordon Green honrassem a criação de John Carpenter e Debra Hill. É um filme digno de um Halloween.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

RESENHA HQ: Sociedade da Justiça: A Era de Ouro – Edição de Luxo (JSA: The Golden Age – Deluxe Edition)



SOCIEDADE DA JUSTIÇA: A ERA DE OURO – EDIÇÃO DE LUXO (JSA: The Golden Age – Deluxe Edition).

Roteiro: James Robinson
Arte: Paul Smith
Cores: Richard Ory
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2017 (BR: 2018)
Pág.: 200

“Uma época de inocência, e uma época de deuses”.

A Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Os aliados venceram os nazistas. Os japoneses se renderam após a destruição de duas de suas maiores cidades graças ao “avanço nuclear”. E Adolph Hitler está morto, graças a Tex Thompson, o Sr. América.
Thompson era o que chamavam de herói de segunda linha. Agia como um aventureiro. Mas quando recebeu a convocação do presidente, não poupou esforços e partiu para a guerra, retornando como o maior de todos os heróis.
Os super-heróis, em sua maioria, se aposentaram ou preferiram dar continuidade a uma vida civil mais devotada. Johnny Chambers se tornou um documentarista, Alan Scott assumiu mais firmemente sua empresa de radiodifusão, Libby Lawrence se uniu a Johnny Law, Carter Hal buscou mais informações sobre seu passado, Sr. Incrível foi se dedicar a sua empresa aérea, Rex Tyler se tornou obcecado com sua forma Miraclo, e Ted Knight enlouqueceu após o uso da bomba atômica em duas cidades japonesas. Outros desapareceram durante a investida, pois não tinham super-poderes e podiam ser convocados, pois não sofreriam nas mãos de Otto Frenz, o Parsifal, a verdadeira ameaça aos super-heróis.
Com o retorno de Thompson, ele busca criar o maior dos super-heróis, um Super-Homem da nova geração, e ter todos os super-heróis e heróis jurando pela bandeira dos Estados Unidos e mostrando sua identidade. Mas uma figura do passado pode mudar esses planos de Thompson, que guarda segredos inimagináveis.
Falar sobre a Era de Ouro dos Quadrinhos sem falar de Superman, Batman e Mulher-Maravilha, sempre me pareceu algo bem estranho e complicado. Primeiro porque, graças ao Superman que tivemos essa Era de Ouro, segundo que essa Trindade é, até hoje, os pilares centrais da DC Comics. Mas, após Crise nas Infinitas Terras, o Universo DC precisou ser “redesenhado” e, dessa forma, a Era de Ouro começou sem esses três grandes. Sendo assim, “Sociedade da Justiça: A Era de Ouro” nos traz a visão desse período.
Quando foi nos apresentada pela primeira vez, pela Metal Pesado, a minissérie em quatro parte compunha o Elseworlds – ou Túnel do Tempo –, mas sinceramente consigo ver essa história sendo parte do Universo DC, pois os personagens que permanecem vivos aparecem no futuro da DC Comics, após o surgimento do Superman, a aparição do Batman, da Mulher-Maravilha, do segundo Flash, do segundo Lanterna Verde, e tantos outros heróis e super-heróis que surgiram.
O contexto combina muito com o que foi narrado por Marv Wolfman e George Pérez em “A História do Universo DC” (Panini, junho de 2009), onde toda a linha cronológica do Universo DC foi refeita (Ah se os editores e redatores da DC Comics tivessem lido isso!). Sem contar                que a história poderia se encaixar, com alguns ajustes, na obra de Darwyn Cooke, “DC: Uma Nova Fronteira”.
“Socidedade da Justiça: A Era de Ouro” homenageia uma era de heróis e super-heróis únicos, que criaram todas as ideias e conceitos usados até os dias de hoje na criação de personagens que tanto adoramos e idolatramos.

domingo, 4 de novembro de 2018

RESENHA CINEMA: O Doutrinador (2018)


O DOUTRINADOR (2018)

Roteiro: Gabriel Wainer, Mirna Nogueira, L.G. Bayão, Luciano Cunha, Denis Nielsen.
Direção: Gustavo Bonafé
Elenco: Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina, Carlos Betão, Natalia Lage, Tuca Andrada, Du Moscovis, Helena Ranaldi, Marília Gabriela, Gustavo Vaz

Miguel Montessant (Kiko Pissolato) é um dos melhores agentes da D.A.E. (Divisão Armada Especial) de Santa Cruz. Ele e seu melhor amigo e parceiro, Edu (Samuel de Assis), conseguem prender o governador Sandro Côrrea, acusado de participar de um esquema de corrupção que prejudica a saúde do estado. Durante um jogo da Copa do Mundo, onde a seleção brasileira fará uma partida no estádio de Santa Cruz, Miguel sofre uma tragédia sem precedentes. Juntando a isso, o governador é solto da custódia do D.A.E., como se nada tivesse ocorrido. Então, durante um protesto em frente ao Palácio do Governo, Miguel veste uma máscara de gás, dando vida ao Doutrinador, um anti-herói que caça corruptos.
Com o principal objetivo de eliminar toda a corja de políticos e empresários corruptos, o Doutrinador parte em uma missão de vida ou morte.
Baseado no personagem criado por Luciano Cunha – que participou do roteiro do filme –, “O Doutrinador” se mostra um filme de ação que, acredito poder dizer isso, era o mais esperado e desejado por todos os brasileiros.
“O Doutrinador” não se baseia em nenhuma das histórias publicadas por Luciano Cunha no selo do Universo Guará. Essa tem sua própria dramatização e, sendo assim, não possui uma linearidade política. Para ser ainda melhor, o filme não se baseia a nenhuma cidade especifica, podendo se localizar em qualquer estado brasileiro – tá, a identificação da bandeira de Santa Cruz lembra muito do estado de São Paulo, mas esta lembra muito dos Estados Unidos, também. A história de Miguel Montessant é de um oficial da lei, desgostoso com a situação do país, onde corruptos sempre se dão bem, enquanto os brasileiros penam nas situações precárias da saúde pública. Ele simboliza a insatisfação geral da nação com a situação política atual.
A corrupção tomou conta do Brasil de forma avassaladora, se tornando a única forma de se fazer política. É difícil, nos dias de hoje, não encontrar um político corrupto no Brasil. Negociatas, compras de votos, acordos empresariais, são as formas de movimentação para “fazer a máquina funcionar”. Quando se vê o que ocorre com o Miguel, você se identifica, mesmo que nunca tenha sofrido o que ele sofreu.
Tá, alguns vão achar abusivo a forma dele agir, mas quantas vezes não se pensou nisso, bem no seu íntimo? “O Doutrinador” coloca o sentimento brasileiro no extremo dele, ou seja, com uma bala no meio da cabeça de qualquer corrupto.
Não sei se foi uma busca de amenização da situação, mas o que senti falta foi de uma maior crueza da situação do Brasil. Acho que este sentimento é bem pessoal, mas quando se mostra a situação da saúde ou mesmo quando Miguel está correndo nas ruas, poderia mostrar mais da violência contra a qual o brasileiro passa no seu dia-a-dia. Mas, tirando isso, “O Doutrinador” consegue expressar bem tudo que sentimos e, por que não, desejamos que aconteça.
Eu não posso deixar de elogiar o ótimo trabalho do ator Kiko Pissolato que interpreta Miguel Montessant e o Doutrinador. Ele consegue transformar sua interpretação em um processo catártico para quem assiste. Você se revolta com ele.
O mesmo fica para o trabalho das atrizes Tainá Medina, que interpreta a hacker Nina, e Natália Lage, que interpreta a ex-esposa de Miguel, Isabela. Ambas conseguem expressar bem suas personagens, pois mesmo que Nina não concorde com o que ocorre, pois ela tem sua história pessoal, ela sabe que precisa ser feito. Já Natália Lage demonstra todo o drama de uma mãe e esposa revoltada com as ações do marido.
“O Doutrinador” deveria ser assistido por TODOS OS BRASILEIROS, pois ele expressa – sim, estou sendo repetitivo – o nosso maior sentimento para o fim da corrupção nesse país.

RESENHA HQ: Superman – As Quatro Estações (Superman For All Seasons)


SUPERMAN – AS QUATRO ESTAÇÕES (Superman For All Seasons).

Roteiro: Jeph Loeb
Arte: Tim Sale
Cores: Bjarne Hansen
Editora: DC Comics (BR: Panini Books)
Ano: 2014 (BR: 2018)
Pág: 228

Quando Clark Kent descobriu, com o passar dos tempos, seus poderes, Jonathan e Martha Kent sabiam que ele estava destinado a algo maior. Quando ele chegou a Metrópolis, já como Superman, como Lois Lane o nomeara no Planeta Diário, ele atingiu essa grandiosidade, mas precisou encarar o seu pior inimigo, que desejava desmoralizá-lo e fraquejar quem ele era. Então, após seu retorno a suas origens, Clark descobriu que seu destino estava traçado e ele sempre seria o maior de todos os super-heróis.
“Superman: As Quatro Estações” é uma história do lado humano do Superman. Nela se percebe que Clark Kent é a identidade do Superman, não somente um mero disfarce, um alter-ego que ele se esconde. Mesmo quando está com o traje azul e vermelho, nós vemos Clark Kent embaixo daquele uniforme, agindo com coragem, determinação e altruísmo, constantemente. Não é como Bill fala em “Kill Bill – Volume 2”, o disfarce não esconde o verdadeiro lado do Superman, pois o Homem de Aço nada mais é do que Clark Kent com super-poderes.
Jeph Loeb (O Longo Dia das Bruxas) nos dá uma minissérie em quatro partes, desenvolvidas com quatro indivíduos da mitologia de Clark Kent/Superman, falando sobre quem ele é. Vemos Jonathan Kent, Lois Lane, Lex Luthor e Lana Lang, desenrolando uma história sobre o personagem Clark Kent/Superman, na visão deles. Vemos as preocupações desses personagens, a fascinação, a ira, a compreensão, a decepção, o carinho, em quatro histórias que demonstram os primeiros momentos de Clark Kent como Superman. É fascinante ver como Clark Kent está constantemente presente na história, mesmo quando é o Superman.
Uma das coisas que eu mais amo é quando buscam essa humanização do Superman, mostrando que Clark Kent está sempre presente, pois vem de sua criação em Smallville. Sua simplicidade, sua franqueza e sua força de caráter estão acima de qualquer super-poder que possua. Podemos ver que esse “deus” é bem humano.
Para tornar esse encadernado mais especial, ainda temos mais três histórias compostas por Loeb, Tim Sale e Bjarne Hansen. A primeira foi escrita para uma minissérie da DC Comics chamada “Solo”. Nela temos a visão de Martha Kent quanto seu filho, Clark Kent. É impressionante que Loeb nos mostra que Martha não faz diferenciação de Clark para o kryptoniano Kal-El. Ela o vê como seu filho, comparando suas características com a de seu marido. O amor e o carinho dela por Clark é imenso a esse ponto.
As outras duas histórias foram publicadas na série que Jeph Loeb escrevia para Batman e Superman.
A primeira história se chama “A História de Sam” e foi publicada em Superman/Batman #26. Nesse momento eu vou tomar um tempo maior de vocês, pois essa história é uma homenagem de Jeph Loeb ao seu filho, Sam Loeb, que partiu para o patamar de cima, após uma luta de três anos contra um câncer. Na história somos apresentados a Sam, que conhece Clark na época da escola. Sam era o único que conseguia fazer Clark rir. A história é contada por Jonathan Kent. Quando Clark descobre o câncer no osso de Sam, ele deseja que o amigo lhe conte a verdade, mas sua mãe lhe diz que ele o fará quando se sentir preparado. Quando Sam fala para Clark do câncer, ele usa as seguintes palavras:
Clark, eu tenho os melhores amigos, os melhores médicos, o melhor prognóstico, não esquente”.
Quando Clark descobre que Sam “partiu”, ele volta correndo para casa e, em uma conversa com Jonathan, este o fala:
A vida têm duas coisas que vêm com toda certeza: a gente nasce e a gente morre. E não há nada para dizer sobre nenhuma das duas. O importante é o que se faz entre uma coisa ou outra. É dessa parte que você tem controle, e é assim que você leva a própria vida”.
Sam Loeb tinha 17 anos quando faleceu e estava escrevendo a primeira história que compõe a edição 26 de Superman/Batman. Essa maravilhosa homenagem que Jeph Loeb, Tim Sale e Bjarne Hansen prestam ao rapaz, se torna verdadeiramente icônica e memorável.
Na última história, vemos o primeiro encontro de Clark Kent e Bruce Wayne, com uma das belas interpretações desse encontro, pois, na história Bruce já perdera os pais e estava de passagem em Smallville, quando Clark e Pete Ross – o melhor amigo de Clark Kent – terminam precisando pegar uma bola de beisebol que caíra perto da cerca. O lado interessante dessa história é a dicotomia dela. De um lado vemos a alegria de uma criança que, mesmo sem muitos privilégios, desfruta de uma vida plena, enquanto do outro vemos uma criança que, mesmo com todos os privilégios, sofre com a dor da perda e um desejo desesperado de justiça. Na interpretação de Hansen, a ausência de cores em Bruce Wayne demonstra bem esse lado, na arte de Tim Sale.
“Superman – As quatro Estações” é a obra completa e definitiva desse trabalho realizado a seis mãos, com o roteiro de Jeph Loeb, arte de Tim Sale e cores de Bjarne Hansen. Indispensável para qualquer coleção... ah não ser que não goste do Superman!