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sábado, 20 de maio de 2017

RESENHA CINEMA: Alien: Covenant (2017)

ALIEN: COVENANT (2017).

Direção: Ridley Scott
Roteiro: John Logan, Dante Harper, Jack Paglen, Michael Green
Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Jussie Smollett, Callie Hernandez, Carmen Ejogo, Amy Seimetz, Guy Pearce, Noomi Rapace, Nathaniel Dean, Alexander England, Benjamin Rigby, Uli Latukefu, Tess Haubrich, Lorelei King, James Franco.

No início do século XXII, a nave de exploração Covenant partiu com uma tripulação e vários colonos em uma viagem para terraformar um planeta distante, mas graças a um acidente inesperado, decidiram ir a um planeta que parece um verdadeiro paraíso, pois poderia ser habitado por eles, mas se torna um verdadeiro inferno.
Ridley Scott, responsável pela direção de Alien, o Oitavo Passageiro (1977) e Prometheus (2012), retorna mais uma vez a franquia Alien com esse novo trabalho. Nesse novo filme, ele vai um pouco mais além do surgimento dos xenomorfos que nos acostumamos a ver na franquia.
A ação do filme inicia-se bem antes do filme ser lançado nos cinemas, com os curtas “Última Ceia” e “O Cruzamento”, No primeiro vemos a tripulação da Covenant fazendo o último brinde antes de entrarem no criossono. Nesse vídeo  conhecemos o mais novo androide, Walter, interpretado – novamente – por Michael Fassbender. Além de conhecer alguns membros importantes da tripulação, como a terraformadora Daniels (Katherine Waterston) e seu marido, o líder da tripulação, Branson (James Franco). Também conhecemos o segundo no comando, Oram (Billy Crudup) e sua esposa Karine (Carmen Ejogo). O militar Lope (Damián Bichir) e seu parceiro Hallett (Nathaniel Dean). O piloto Tennessee (Danny McBride) e sua esposa, a mecânica Faris (Amy Seimetz). O casal Upworth (Callie Hernandez) e Ricks (Jussie Smollett), além de Ankor (Alexander England), Ledward (Benjamin Rigby), Cole (Uli Latukefu) e Rosenthal (Tess Haubrich).
Já em “O Cruzamento”, testemunhamos o que aconteceu com a Dra. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e o androide David (Michael Fassbender), após o desastre com a nave Prometheus. Eles partem em busca dos Engenheiros, os criadores da vida terrestre, e terminam chegando ao seu destino.
Uma das coisas interessantes no filme é que conhecemos a construção de David nos primeiros minutos do filme e sua convivência com seu criador, Peter Weyland (Guy Pearce).
O filme segue uma linha que se assemelha aos seus antecessores. Uma equipe de exploração com um objetivo termina esbarrando em um problema que foge ao seu controle. A grande diferença entre todos são suas motivações. Seguindo cronologicamente, Prometheus tem uma equipe que busca os criadores da humanidade, os Engenheiros, e quando encontram vestígios deles, terminam encontrando um patógeno capaz de destruir tudo que eles criaram. Esse patógeno, quando em contato com o corpo humano, toma forma de xenomorfos que destroem a carne humana, devorando os corpos de dentro para fora.
Em Covenant já temos um grupo de exploração que esbarra com um planeta capaz de sustentar vida humana, mas que possui novas formas do patógeno, gerando neomorfos que fazem o mesmo que os encontrados anteriormente. Já em O Oitavo Passageiro, a nave comercial Nostromo responde a um sinal de chamado e sua tripulação termina encontrando-se com o bom e velho xenomorfo, que mata toda ela, com exceção da subtenente Ellen Ripley (Sigourney Weaver).
As ligações são feitas pela formação do xenomorfo, que se desenvolve no passar dos filmes, ampliando ainda mais as conjecturas de sua criação, que se torna melhor explicada a partir de Covenant, pois temos como ele se desenvolveu durante tantas mutações. E cria um questionamento – já respondido em outros filmes posteriores, quadrinhos e jogos de games –, o que acontece quando o xenomorfo ocupa outras formas de vida?
Alien: Covenant é um filme que se encaixa perfeitamente na antologia da série cinematográfica, trazendo novos aspectos que se tornam importantes para o desenvolvimento dos parasitas e xenomorfos. Vamos ver o que vem pela frente.o que vem pela frente.