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domingo, 26 de junho de 2016

RESENHA HQ: LJA: O Prego (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

LJA: O PREGO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 19 da Eaglemoss).

Roteiro: Alan Davis, Jerry Siegel
Desenhos: Alan Davis, Joe Shuster
Arte-final: Mark Farmer, Leo Nowak
Título Original: JLA: The Nail

“Por falta de um prego, perdeu-se uma ferradura. Por falta de uma ferradura, perdeu-se um cavalo. Por falta de um cavalo, perdeu-se um cavaleiro. Por falta de um cavaleiro, perdeu-se uma batalha. E assim, um reino foi perdido. Tudo por falta de um prego.” _George Herbert (variação)
Jonathan e Martha Kent estavam para sair de casa, quando um prego furou o pneu de sua caminhonete, forçando-os a ficar em casa, com isso eles não testemunharam a chegada de uma nave espacial que modificaria suas vidas e de todos na Terra.
Vinte e quatro anos depois, Lex Luthor é novamente eleito prefeito de Metrópolis, onde adotou uma política anti-meta-humanos, não permitindo que pessoas com superpoderes atuem na cidade. Ele tem como principal assessor político e especialista em assuntos meta-humanos, o jovem Jimmy Olsen, ex-foca do Planeta Diário e atual vice-prefeito de Metrópolis. Ele responde às perguntas do âncora do WGBS News, Perry White, ex-editor-chefe do Planeta Diário, onde foi chefe de Jimmy e da repórter Lois Lane.
Na mesma entrevista, Perry White conversa com o tetraplégico Oliver Queen, que atuara como o Arqueiro Verde e perdeu todos os movimentos enquanto enfrentava, com a Liga da Justiça, o vilão mimético Amazo. Ele insiste que todos os meta-humanos têm origens alienígenas e devem ser caçados. Em Detroit, em uma caverna secreta, a LJA assiste ao depoimento de Oliver, perplexos e frustrados. Eles discutem sobre suas ações e sobre a permanência do grupo, quando o Lanterna Verde traz Lois Lane para se tornar a assessora de imprensa do grupo, pois como tem renome, pode trazer uma imagem mais positiva da equipe para a imprensa. Nesse interim, Batman precisa sair da reunião e partir para Gotham, onde Coringa tomou o Arkham.

Na Mansão do Dr. Niles Caulder, também conhecido como Chefe, a Patrulha do Destino também assiste perplexa o depoimento de Queen, quando são atacados por uma tropa de homens com trajes especiais.
Em Gotham, Batman chega e adentra em um campo de força que somente permite ele, Batgirl e Robin passarem. Dentro do Arkham, Mulher-Gato encara outros vilões lunáticos e quando decide encarar o Coringa, quase é morta, mas o Batman chega, só que é imobilizado e testemunha uma tragédia.

No mesmo momento, Lanterna Verde descobre que um campo de força está em volta da Terra e que este está drenando a energia do seu anel e de sua lanterna. Então busca descobrir a fonte do campo. Então convoca o Caçador de Marte para ajudá-lo.
Flash, fazendo uma patrulha para descobrir o responsável pelos ataques à LJA, descobre que todos os seus vilões ou estão desaparecidos ou mortos e, ao chegar ao esconderijo de Ra’s Al Ghul e sua Liga das Sombras, encontra Amazo lutando contra o eco-terrorista. Átomo invade a base do Pensador e descobre que ele anda investigando algumas anomalias na Terra.
As coisas pioram quando Metamorfo é encontrado atacando Lex Luthor e Perry White, que termina morto, e Lanterna Verde, ao encarar Conde Vertigo e Major Desastre, é acusado de atacar, sem motivo um prédio que ele acreditava ser a fonte do campo de força.
Nada parece melhorar, a Mulher-Maravilha é acusada de atacar a Casa Branca, explodindo-a, Aquaman é sequestrado por uma draga que vem matando a vida marinha, Mulher-Gavião decide retornar a Tanaghar, e novos seres surgem para deter todos os super-heróis. Quem seria o responsável por esse ataque? Qual seu objetivo? Ele terminará vencedor?

Sinceramente, “LJA: O Prego” é, para mim, a melhor minissérie da realidade Elseworlds, da DC Comics.
Elseworlds são histórias de realidades paralelas, contando histórias que poderiam ou não ter acontecido no Universo DC. Essas histórias começaram em 1989, com “Batman: Gotham City 1889”, onde o homem-morcego vive na Era Vitoriana e precisa encarar o assassino em série Jack, o Estripador. Depois dessa história, os contos da realidade Elseworlds se tornaram constantes e a LJA protagonizou algumas das melhores. Fosse no Velho Oeste ou construindo Sociedades Secretas, a LJA teve histórias muito boas, mas nenhuma supera “O Prego”.
A história, escrita e desenhada pelo fantástico Alan Davis, tem uma construção muito interessante, pois ela não viaja no tempo, mas trabalha com algo do tipo “O que Aconteceria Se...” da Marvel Comics.
 Talvez tenha alguma influência, já que Davis já havia trabalhado durante anos com a Marvel, desenhando histórias do Capitão Britânia, do grupo Excalibur, Novos Mutantes. Até vemos uma certa influência quanto aos mutantes, na ideia de perseguição e opressão aos meta-humanos, algo muito constante nas histórias do X-Men, que são execrados por serem mutantes. Mas o que diferencia a história é que Davis pega uma simples interferência que pode mudar tudo.
A variação do poema de George Herbert (1593-1633) usada no começo do “O Prego” mostra bem a direção da história. O que um simples prego poderia causar ao Universo DC? Quais as modificações? Canário Negro formando os Renegados? A LJA desestabilizada? Lex Luthor prefeito de Metrópolis? Que outras consequências acarretariam por causa de um prego? Alan Davis foi tão bem com a história que ela ganhou uma continuação, intitulada “LJA: Um Outro Prego” que dá sequências aos acontecimentos finalizados nessa minissérie.
Se curte histórias com um desenrolar grandioso, então “LJA: O Prego” é o que procura, pois é cheio de surpresas do começo ao fim.
Na sequência temos a primeira vez que o “pau pra toda obra” Jimmy Olsen foi chamado pelo seu nome nos quadrinhos. Sua primeira aparição ocorreu em Action Comics #6 (novembro de 1938), sendo criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, mas seu nome somente surgiu no programa radialístico “The Adventures of Superman” (1940—1951). Sua segunda aparição nos quadrinhos ocorreria três anos depois, em Superman #13 (novembro de 1941). Na história, um vilão chamado Arqueiro começa a ameaçar magnatas de Metrópolis, levando Clark e Lois a investigar o caso, o que coloca os repórteres na mira do vilão, então o Superman terá de detê-lo a qualquer custo.
O que é interessante na história escrita por Siegel e desenhada por Shuster, é o Superman sendo perseguido pela polícia. Quem conhece a origem do personagem, sabe que ele agia de forma imprudente para mostrar sua força de persuasão. Ele invadiu a casa de um governador para conseguir a inocência de uma mulher acusada injustamente. Ou seja, o Superman não era bem-quisto pelas autoridades.
A história não é direcionada a Jimmy Olsen – que era loiro na sua interpretação de Shuster –, mas marca um momento único quando ele começa a participar mais ativamente dos quadrinhos.
Na próxima edição da coleção teremos um marco nas histórias dos Novos Titãs. “Novos Titãs: Contrato de Judas”, escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Pérez, se tornou um dos momentos mais absolutos na história dos Novos Titãs, pois na pequena saga eles são traídos por um deles, Terra, apoiada pelo Exterminador, que se tornou um dos grandes inimigos dos Novos Titãs.

A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.