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sábado, 4 de junho de 2016

RESENHA HQ: Superman: Brainiac (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 18 da Eaglemoss).

SUPERMAN: BRAINIAC (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 18 da Eaglemoss).

Roteiros: Geoff Johns, Otto Binder
Desenhos: Gary Frank, Al Plastino
Arte-final: Jon Sibal
Título original: Superman: Brainiac

“Fomos colocados neste mundo por um motivo, mas depende de nós encontra-lo”.

Em um passado distante, a cidade de Kandor, em Krypton, foi capturada pelo monstro alienígena Brainiac, um superinteligência do planeta Colu, que pretendia explorar a inteligência kriptoniana e usar seus recursos.
No presente, Clark e Lois participam de uma reunião da nova equipe de repórteres do Planeta Diário, com o retorno de Cat Grant, na seção de entretenimento e arte, e Steve Lombard, na seção de esportes. Ao final da reunião, Clark ouve um satélite explodir e decide verificar qual o problema, se deparando com Brainiac e sua forma robótica.
Ao leva-la para sua Fortaleza da Solidão, Kara diz para Clark que aquela não é a forma real de Brainiac, mas sim um de suas sondas. Que Brainiac é um ser alienígena de grande maldade, capaz de destruir tudo a sua volta.
Durante um almoço com seus pais, Martha e Jonathan Kent, Clark os avisa que irá atrás de Brainiac para descobrir os motivos que elevam os medos de sua prima. Durante a perseguição, Superman encontra o explorador alienígena buscando subjugar uma outra raça extraterrestre. Ele termina derrotado, após Brainiac “engarrafar” a cidade que desejava dominar e disparar seu agressor solar, que transformar a estrela daquele sistema em uma supernova, destruindo tudo a sua volta. Superman é então capturado.
Enquanto isso, na Terra, Kara procura por seu primo e é abordada por Lois, que a leva para o telhado, explicando o que e onde Clark foi. Então a nave de Brainiac surge sobre Metrópolis e suas sondas são enviadas à Terra, para capturar Kara e leva-la para a nave do dominador alienígena.
Ao mesmo tempo que tudo ocorre na Terra, Superman desperta e confronta Brainiac, em uma disputa de cérebro e músculos. Durante uma breve vitória sobre Brainiac, Kal-El encontra Kandor no invólucro que a conservou durante anos, fazendo uma grande descoberta. Agora Superman precisa derrotar Brainiac, antes que ele destrua tudo que o super-herói conhece, mas isso acarretará em um grande sacrifício.
Nessa história extremamente catártica, Geoff Johns usa os objetos que vem explorando desde que recontou a origem de Superman em “Superman: Origem Secreta” (publicada pela Panini Books em 2013). Ele traz um dos mais excelentes trabalhos com o Homem-de-Aço, misturando elementos já construídos com elementos que ele desenvolvera. O casal Lois e Clark ainda existe, casados, e a reintrodução de personagens como Cat Grant e Steve Lombard, dá elementos mais engraçados a história, ainda mais que Lombard é um cara que se acha um gostosão, mesmo com excesso de barriga, e Cat é uma quarentona que acha que tem vinte anos e decide perseguir a jovem Supergirl, para fazer fofocas da jovem.
Quanto a Kara na história, ela tem uma participação essencial, mesmo que pequena. Nela conhecemos mais elementos de sua origem, e é a jovem kriptoniana que revela a Clark que tudo que conhecia sobre Brainiac era uma farsa, pois o vilão, em essência, nunca se revelou para o Superman.
Já Brainiac, todas suas aparições não foram esquecidas. Desde a sua dominação mental no mediúnico Milton Fine até suas aparições robóticas, Johns deixou claro que Superman sempre teve o vilão como um de seus inimigos mais fortes.
Enquanto em “Origem Secreta”, elementos são explorados de forma breve, essa história (publicada pela DC Comics em Action Comics 866 a  870 e Superman: New Krypton Special 1 (agosto a dezembro de 2008)), explora a fundo o embate dos dois personagens.
Um dos momentos mais memoráveis ficou para o final da história, sendo um dos mais catárticos já vistos nos quadrinhos, se comparando à Morte do Superman (publicada pela Abril Jovem em 1993 e pela Panini Books em 2009).
Para completar a façanha de uma espetacular história, Johns conta com a arte do desenhista Gary Frank e a arte-final de Jon Sibal. Frank é extremamente conhecido pela melhor interpretação do Superman nos quadrinhos, pois ele nos dá Christopher Reeve usando o uniforme do personagem.
Reeve é um ator que ficou imaculado como o Superman dos cinemas durante anos. Até hoje as pessoas lembram dele com enorme carinho como o verdadeiro Superman. Infelizmente veio a falecer em 2004, devido a problemas que sofreu após um acidente que o deixou tetraplégico. Então ver seu rosto nas histórias desenhadas por Gary Frank dá uma enorme satisfação de ler as histórias. A arte de Frank é eficiente e dinâmica na história, ela vai além de meros quadros, dando o tom necessário para a história. Isso é auxiliado, em vários pontos, pela arte-final de Jon Sibal.
Sibal capricha nas linhas finas e sombras, não perdendo as expressões e nem detalhes extremamente necessários dos desenhos de Frank. É um trabalho de uma eficácia impressionante. Simplesmente uma história imperdível. Pena que sua adaptação para DVD e Blu-Ray não ficou à altura, pois “Superman: Sem Limites”, mesmo que busque adaptar a minissérie, perde alguns elementos. Dessa forma, os quadrinhos continuam superando as suas adaptações.
Na segunda história, vemos elementos do primeiro encontro de Superman e Brainiac. Publicada em Action Comics #242 (julho de 1958). Deixando de lado as ideias que poderiam ser contestadas facilmente, vemos que Superman sempre se deparou com uma mente extremamente inteligente em Brainiac, capaz de colecionar cidades para explorar seus desenvolvimentos e culturas. Brainiac viaja o espaço, buscando por cidades que possam alimentar sua mente e possam se tornar parte de seu planeta, Colu, onde ele se tornará seu rei supremo, e termina chegando a Terra, pois deseja conhecer nossa cultura. Então termina pegando grandes cidades do mundo, como Paris, Roma, Nova Iorque e Metrópolis, mas termina que Superman terá de impedir-lhe de conquistar seu intuito. Na história, o Homem-de-Aço encontra Kandor, a capital de Krypton, que fora capturada antes da explosão do planeta.
Otto Binder – de acordo com o Eaglemoss – desenvolveu, com essa história, o termo “brainiac”, encontrado no Oxford Dictionaries, para falar de pessoas extremamente inteligentes.
Na próxima edição da coleção de graphic novel, a Eaglemoss lançará o Elseworld “O Prego”, uma minissérie que conta o que aconteceria se um prego impedisse que Jonathan e Martha Kent encontrassem Kal-El, quando sua nave desce na Terra. Quais seriam as mudanças no mundo. O que os super-heróis enfrentariam, caso isso ocorresse.

A Coleção DC Comics de Graphic Novels da Eaglemoss pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas. Ela também pode ser encontrada na loja virtual da Eaglemoss Collections Brasil, principalmente para aqueles que desejam completar sua coleção. No site da Eaglemoss Brasil você também pode fazer assinaturas da coleção, ganhando brindes bem especiais.