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sexta-feira, 6 de maio de 2016

RESENHA HQ: Convergência (Convergence)

CONVERGÊNCIA (Convergence)

Roteiros: Dan Jurgens, Jeff King, Scott Lobdell
Desenhos: Ethan Van Sciver, Paulo Pagulayan, Stephen Segovia, Andy Kubert, Ed Benes, Eduardo Pansica, Aaron Lopresti
Arte-final: Jason Paz, Mark Farmer, Júlio Ferreira, Jonathan Glapion, Rob Hunter, Mark Roslan, Stephen Segovia, Sandra Hope, Ed Benes, Trevor Scott, Scott Hanna, Wayne Faucher, Mark Morales, Ethan Van Sciver
Editora: DC Comics (BR: Panini Comics)
Ano: 2015 (BR: 2016)
Edições: 89 (BR: 23)

A DC Entertainment mudou sua sede de Nova Iorque para a Califórnia, depois quase 80 anos. Essa mudança, para não deixar um hiato nas edições teve a minissérie “Convergência” para suprir. Nos Estados Unidos foram 89 edições (nove da minissérie e oitenta de tie-ins) que contaram uma batalha elaborada por Telos, um assecla de Brainiac, responsável por um planeta homônimo. Ele percebe que o sustento do planeta está escasso, então decide que somente uma das cidades levadas até lá deveria prevalecer. Com isso, ele desfaz o domo que cerca as cidades e retirava os poderes dos super-heróis e os coloca uns contra os outros. Assim, “Gotham City, Terra 1 pré-Crise”, “Nova York, Terra d.D”, “Central City, Universo Tangente”, “Gotham City, Universo de ‘Chuva Rubra’”, “Durvale”, “Gotham City pré-Ponto de Ignição”, “El Inferno”, “Nova York, Angor”, “Gotham City, Ponto de Ignição”, “Pinelwood, Pelofórnia”, “Metrópolis da Terra Três”, “Metrópolis do século 853”, “Metrópolis, Terra 2 pré-Crise”, “Atlanta, Geórgia”, “Universo de Anti-matéria de Qward”, “Moscou, Rússia”, “Metrópolis do século 30, pré-Crise”, “Metrópolis pré-Zero Hora”, “San Diego, Califórnia”, “Eletrópolis”, “Metrópolis, Universo ‘Reino do Amanhã’”, “Fawcett City, Terra S”, “Gotham City, Universo 1889”, “Nova York, Terra X”, “Nova York, 35 anos, Universo pós-Ponto de Ignição”, “Hub City, Terra 4”, “Metrópolis do século 31”, “Skartaris” e “Ponto de Fuga”, se veem em uma batalha pela sobrevivência.
Onde uns ponderam sobre uma forma de evitar o combate e tentar vencer o opressor e sequestrador de sua cidade, outros já partem para o ataque cegamente, pensando na sobrevivência de seu espaço naquele mundo inóspito. Neste momento também os habitantes da Terra-2 do Novo Universo DC Novos 52 buscam a derrota de Telos e são convencidos por Deimos, um feiticeiro de Skartaris, uma cidade existente no interior do planeta, que somente ele pode derrotar Telos. Só que, inesperadamente, são traídos por Deimos que busca dominar Telos e, consequentemente, Brainiac. Para isso captura vários mestres do tempo e os aprisiona. O combate se intensifica quando Telos se une aos super-heróis da Terra-2 para enfrentar Deimos, que tornou-se extremamente poderoso e perigoso para a sobrevivência do planeta e dos seus atuais habitantes.
Aqui no Brasil, a Panini Comics providenciou publicar a série central de “Convergência” em três edições, pois não tinha o mesmo objetivo da DC Entertainment. O lance é que a minissérie termina se tornando mais uma transformação no Multiverso DC, pois aparentemente os personagens de Terra-2 terão uma nova série, bem como acontecem mudanças em outros, como Superman, Batman, Lanterna Verde e Liga da Justiça, principalmente, na chamada DC You (aqui está sendo chamada de DC & Você). Mas esses acontecimentos são consequências das histórias que vinham ocorrendo nas séries regulares.
Outro lance é que a DC, durante o período de mudança, interrompeu todas as suas séries regulares e lançou os tie-ins com títulos diversos. Aqui no Brasil, a Panini manteve a ideia de mix e lançou em vinte edições, com histórias que, na maioria das vezes, mesmo habitando o mesmo lugar, não se cruzam. É estranho, pois os acontecimentos parecem ocorrer nas mesmas cidades e, mesmo assim, não se cruzam. Isso e as incongruências, como alguns personagens que mantêm poderes embaixo do domo, e por aí vai.
“Convergência” não teve muita utilidade em um sentido mais amplo. A DC poderia ter mantido suas séries regulares, sem a necessidade dessa série. Poderiam ter usado os acontecimentos com os heróis de Terra-2, somente, pois para eles teve alguma alteração. A minissérie serviu, somente, para dar um prazer momentâneo aos antigos fãs da DC Comics, que conseguiram matar uma pequena saudade dos personagens que eles curtiam antes de eventos como Crise de Identidade e Novos 52. O segundo Besouro Azul, o Superman pré-Novos 52, Sociedade da Justiça – tanto a pré, quanto a pós-Crise nas Infinitas Terras –, Legião dos Super-Heróis e Legionários, Corporação Infinito pré-Crise nas Infinitas Terras, Homem-Elástico e sua esposa Sue Dibny. Foi um verdadeiro turbilhão de emoções que deixou somente o sentimento de saudades, pois ao fim, retornamos à Novos 52. Dessas emoções, ver novamente Ted Kord como Besouro Azul e Superman casado com Lois Lane foram as melhores, chegando a ser emocionante recordar os momentos “Azul e Dourado” e um dos casais mais icônicos dos quadrinhos.

Foram muitas edições para nada, já que o prazer de ver esses personagens e tantos outros é idêntico a um sabor que você experimentou e talvez nunca mais o experimente novamente.