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quinta-feira, 19 de maio de 2016

RESENHA CINEMA: X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse, 2016).

X-MEN: APOCALIPSE (X-Men: Apocalypse, 2016).

Direção: Bryan Singer
Roteiro: Simon Kinberg
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Oscar Isaac, Evan Peters, Rose Byrne, Sophie Turner, Tye Sheridan, Kody Smit-McPhee, Alexandra Shipp, Olivia Munn, Lucas Till, Ben Hardy, Josh Helman, Lan Condor.

Há milhares de anos no passado, En Sabah Nur (Oscar Isaac) era um poderoso ser que era tratado pelo povo do Egito como um deus e tinha quatro guerreiros, poderosos como ele, que o acompanhavam. Enquanto ele fazia um processo de transporte de sua alma para um jovem imortal, sofre um ataque de pessoas que não aceitavam seu domínio e é soterrado, ficando dormente durante anos. No presente, Raven (Jennifer Lawrence) invade uma cúpula onde os mutantes são colocados para lutar um contra o outro e decide libertá-los. Ela, então, salva Kurt Wagner (Kody Smit-McPhee). Em outro lugar, Scott Summers (Tye Sheridan) está em sua escola, quando seus poderes se revelam. Seu irmão mais velho, Alex Summers (Lucar Till) o leva, então, para a Escola Xavier para Jovens Superdotados, onde ele conhece Jean Grey (Sophie Turner), uma jovem que possui telecinesia e telepatia.
Na Polônia, Erik Lensherr (Michael Fassbender), para evitar a perseguição, muda seu nome e se casa, criando família. No Cairo, a agente da CIA, Moira Mactaggert (Rose Byrne), investiga um grupo de devotos que possui ligação com En Sabah Nur e decide segui-los, disfarçada. Ela então os encontra dentro de uma caverna e, quando os raios do sol atingem a ponta de uma pirâmide, despertam Sabah Nur, causando um tremor que toda a comunidade mutante sente, principalmente Jean. Então o professor Charles Xavier (James McAvoy) decide investigar e descobre o envolvimento de Moira, decidindo visita-la. O tremor termina fazendo Erik se revelar, o que lhe causa problemas muitos sérios. 
En Sabah Nur, após despertar, parte pelo Cairo a procura de mutantes poderosos para serem seus guerreiros e conhece a jovem ladra Ororo Munroe (Alexandra Shipp), ampliando suas capacidades. Raven visita Caliban (Tómas Lemarquis), para que este consiga criar uma nova identidade para Kurt, quando fica sabendo de Erik e decide voltar à mansão X. Já Charles está visitando Moira, junto com Alex, quando esta lhes fala sobre En Sabah Nur e seus quatro cavaleiros. Já Sabah Nur continua buscando seus cavaleiros e encontra Psylocke (Olivia Munn) e Anjo (Ben Hardy), finalizando sua busca com o amargurado Erik. A investigação de Charles se intensifica, mas ele se vê enfrentando um poderoso e obstinado inimigo em En Sabah Nur.
“X-Men: Apocalipse” supera toda e qualquer expectativa que eu havia criado para esse filme. Bryan Singer mostra, mais uma vez, que trabalhar com um grande elenco é o que ele faz de melhor. Com algumas pequenas exceções – e olha que são 143 minutos –, Singer trabalha os dramas, dúvidas e frustrações de cada personagem que aparece no filme. Temos os atores centrais da trama em Xavier, Mística, Magneto e Apocalipse, mas nem por isso vemos quem é Ororo, quem é Scott, Jean, Kurt e, principalmente, Peter (Evan Peters).
Peter, principalmente, tem uma enorme importância para a ideia que circunda Magneto, sem contar que sua participação é uma das melhores sacadas do filme. Ele é divertido e se mostra totalmente ativo desde o momento que aparece, e olhe que não é somente por ser rápido, mas porque ele se destaca.
Esquecendo um pouco os personagens e falando dos atores por trás desses, Michael Fassbender é um dos atores mais deslumbrantes do filme. Da sua vida civil a se tornar um vilão, tudo é mostrado, detalhadamente, o motivo de seu retorno. E uma palavra que eu usaria facilmente para ele é REDENÇÃO.

Já o jovem grupo de mutantes formados por Sophie Turner, Tye Sheridan, Kody Smit-McPhee e – porque não – Alexandra Shipp é surpreendente, principalmente para Turner. Ela desperta uma magnitude na tela grande. Não precisou sem Sansa Stark para sua força crescer no passar de episódios. Em 143 minutos de filme vemos o quão poderosa Jean pode ser pela interpretação de Turner. Já Sheridan é um ator fantástico. Ele consegue te mostrar o quão estranho Scott Summers se sente com seus poderes mutantes, achando que é um deslocado, até mesmo, entre seus pares. Sheridan tem um momento que – mesmo pequeno – ele mostra o quanto Scott Summers poderá se tornar o grande líder dos X-Men. E Smit-McPhee está muito bem no papel do mutante Kurt Wagner. Ele é divertido, mas também possui medo por causa de sua aparência, mas quando encontra outros mutantes, mesmo sabendo que é muito diferente, busca neles uma amizade. Esse trio funciona muito bem em cena, parecendo já coeso no primeiro filme que fazem.

Quanto Alexandra Shipp que faz Ororo Munroe – o nome não é mencionado no filme – tem um drama pessoal por ser uma ladra. Quem conhece a história de Ororo, sabe que ela perdeu os pais em uma tragédia e depois se tornou uma ladra de rua. Ela demonstra ter trabalhado isso muito bem, e seu crescente no filme é muito bem notado.


O filme tem tudo para ser mais um dos crescentes filmes de super-herói de alta qualidade. Como Singer precisou se manter nas duas horas, muitas cenas que surgiram na internet e no Youtube, terminam não aparecendo na película. E lógico, vale lembrar que o Universo Cinematográfico não é o Universo dos quadrinhos, é uma adaptação. Uma das melhores, mas sim uma adaptação. “X-Men: Apocalipse” tem drama, ação, é extremamente divertido, dinâmico... tudo que um filme de super-heróis precisa ser, usando vários personagens ao mesmo tempo. Não sei qual o problema dos críticos especializados com filmes como esse, mas quem gosta do que citei acima, com certeza, gostará de “X-Men: Apocalipse”, que entra em cartaz no dia 19/05/2016, nos cinemas brasileiros.