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domingo, 29 de maio de 2016

RESENHA HQ: Mulher-Maravilha: O Círculo (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 17 da Eaglemoss).

MULHER-MARAVILHA: O CÍRCULO (DC Comics Coleção de Graphic Novels volume 17 da Eaglemoss).

Roteiros: Gail Simone, Robert Kanigher
Desenhos: Terry Dodson, Ron Randall, Ross Andru
Artes-finais: Rachel Dodson, Ron Randall, Mike Esposito
Título original: Wonder Woman: The Circle

Após os acontecimentos de Crise Infinita, a princesa Diana deixou temporariamente seu traje de Mulher-Maravilha e se tornou membro do Departamento de Assuntos Metahumanos como Diana Prince e, por um curto período, Donna Troy assumiu o posto de Mulher-Maravilha. Passado isso, As Amazonas atacaram o Mundo Patriarcal, dominadas pela bruxa Circe e, por isso, foram punidas pela deusa Atena. Circe também atacou Diana, fazendo com que ela perdesse os poderes quando não estivesse usando seu traje de combate, assim, quando está como Diana Prince, a princesa não possui os poderes que ganhara dos deuses, mas mantém seu treinamento de amazona. Mas a punição de Atena foi a pior, pois Amazonas que estivessem fora de Themyscira, a Ilha Paraíso, não conseguiam entrar, e aquelas que estivessem dentro não podiam sair.
Após um conflito com uma tropa de gorilas de Grodd, Diana descobre que a Sociedade de Super-Vilões, liderados pelo Capitão Nazista, pretendem invadir a ilha das Amazonas. Então Diana parte em busca de uma forma para retornar à Themyscira para ajudar suas irmãs e sua mãe. Nesse interim, descobrimos que no passado da ilha Paraíso, Hipólita convocara quatro Amazonas desregradas do grupo para serem suas guarda-costas. Alcione, Myrtes, Cáris e Filomela, decidem então fazer um pacto para proteger a rainha de qualquer mal que possa vir a afligi-la.
Neste passado, a busca por um filho entre as guerreiras estéreis era uma coisa constante. Elas faziam pequenas estátuas de barro ou mesmo estátuas em tamanho real. As Amazonas que eram guarda-costas de Hipólita decidiram que aquilo não podia ser permitido entre elas e fazem de tudo para manter isso à distância, até que sua própria rainha decide agir de forma a ter sua filha, abençoada pelos deuses. As guerreiras buscam uma forma de não permitir que isso ocorra, mesmo que precisem matar sua soberana.

“O Círculo” tem um duplo sentido na ideia do título. Ao mesmo tempo que Gail Simone queria demonstrar com ele as quatro guerreiras amazonas, que correspondiam aos quatro pontos cardeais – elas dormiam nas quatro portas do quarto de Hipólita, voltados para Leste, Oeste, Norte e Sul – ela também queria mostrar o círculo interno dos neonazistas, seguidores do Capitão Nazista, que pretendiam encontrar em Themyscira seu novo lar, mesmo que precisassem destruir tudo lá.
É uma maravilhosa história escrita por Simone, conhecidíssima por escrever histórias de super-heroínas que cativam. Ela sabe retratar os aspectos de cada personagem. Seus trabalhos em Supergirl, Aves de Rapina, são claras demonstrações de seu conhecimento das personagens femininas da DC Comics. Simone retrata as Amazonas de uma forma bem expressiva e inclui no passado da Mulher-Maravilha características que nunca foram pensadas. Como o crescimento de uma criança, entre mulheres que foram esterilizadas quando “nasceram” poderia lhes afetar? Quem ficaria contra? O que essas mulheres fariam para evitar que uma criança crescesse entre elas?

A sociedade das Amazonas, já na mitologia, era uma sociedade estéril, sem condições de terem filhos com homens. Ou seja, não podiam procriar. Quando Moulton Marston criou Mulher-Maravilha para a All-Star Comics #8 (dezembro de 1941), ele já presava por uma sociedade amazona sem possibilidades de procriação. Em fevereiro de 1987, George Pérez manteve as ideias de Marston e da mitologia grega sobre uma sociedade estéril, por isso a ideia de Simone de que guerreiras desejassem que não houvessem crianças em seu meio, ficou totalmente interessante e viável, ainda mais depois do nascimento de Diana.
“Mulher-Maravilha: O Círculo” é uma história que segue as ideias e conceitos iniciais da personagem, incluindo uma história que amplia a mitologia DCnauta da personagem.
Já as duas últimas histórias, publicadas nas edições “Wonder Woman” 98 e 105, escritas por Robert Kanigher, buscaram reescrever a origem de Diana na Era de Prata dos quadrinhos. Na nova origem, as Amazonas não são uma sociedade estéril, mas sim um grupo de mulheres que viram todos seus homens morrerem em batalhas e decidiram se isolar do resto da humanidade, mas a filha de sua rainha Hipólita, Diana, foi abençoada com poderes de Afrodite, Atena, Mercúrio e Hércules.
A jovem constrói uma embarcação para as mulheres e elas partem para encontrarem o local de sua moradia eterna, depois de passarem por uma névoa que lhes deu a imortalidade. Depois uma competição precisa ser realizada para escolher uma amazona que deverá ir ao mundo dos homens com uma missão dos deuses. Diana é a vencedora e sua missão é transformar uma moeda em um milhão de dólares para a caridade. Antes disso, ela impede que um piloto, Steve Trevor, caía na Ilha Paraíso. Ela então parte em sua missão.


Opinar sobre essas histórias, seria ferir as ideias que faziam sentido no final da década de 1950. Eram histórias sem busca de pesquisa ou razão, com o único intuito de entreter o leitor. Várias ideias eram questionáveis, mas o objetivo delas era alcançado, ainda mais que o público, em média, era de crianças e adolescentes que não tinham o intuito de comprar revistas com extensas explicações sobre o que acontecia.
A próxima edição da coleção trará "Superman: Brainiac", escrita por Geoff Johns e desenhada por Gary Frank. A história reescreve o primeiro encontro de Superman e Brainiac, deixando de lado a ideias pó-Crise nas Infinitas Terras. Brainiac é uma força alienígena capaz de tornar cidades em pequenos objetos de sua coleção particular. Superman precisara detê-lo e salvar o último vestígio da civilização kriptoniana, Kandor.
A Coleção  DC Comics de Graphic Novels pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas, mas você também  pode comprá-las  no site Eaglemoss Brasil na internet ou fazer a assinatura, onde poderá adquirir vários brindes exclusivos.