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terça-feira, 26 de abril de 2016

RESENHA HQ: Homem-Animal – Origem das Espécies (Animal Man, Book 2 – Origin of the Species)

HOMEM-ANIMAL – ORIGEM DAS ESPÉCIES (Animal Man, Book 2 – Origin of the Species)

Roteiro: Grant Morrison
Desenhos: Tom Grummett, Chaz Truog
Arte-final: Doug Hazlewood, Mark McKenna, Steve Montano
Editora: DC/Vertigo (BR: Panini Comics)
Ano: 2002 (BR: 2015)
Pág.: 244

O segundo livro dessa coleção das histórias do Homem-Animal, escrito por Grant Morrison, que redefiniu o personagem e tornou-o um personagem importante no Universo DC.
Nessa nova edição, Buddy Baker vem procurando uma cura para seus problemas com os poderes do Homem-Animal que andam descontrolados desde a Bomba Metagene dos Dominions ao final da minissérie “Invasão” e, com isso, conhecemos a história de sua origem, quando Buddy, durante uma caça encontra uma nave alienígena e após uma explosão ele ganha seus poderes de Homem-Animal. Vemos sua primeira ação, seu primeiro uniforme, sua relação com Ellen florescer, mas descobrimos que a maioria dessas lembranças são embustes, fantasias necessárias geradas por aqueles que tornaram Buddy Baker no Homem-Animal.
Enquanto isso, no Asilo Arkham, o físico James Highwater encontra-se com Roger Hayden, o Pirata Psíquico, o único que possui lembranças da Crise e do Multiverso DC. Já em San Diego, Vixen procura o Homem-Animal para ajudá-la contra um monstro invisível e isso termina dando muito errado e, de repente, eles acordam na África, onde Buddy reencontra Mike Maxwell, o Fera B’wana, que procura um sucessor. Eles então enfrentam forças militares na África para libertar o sucessor de Maxwell e, durante essa missão, Buddy descobre mais sobre sua origem que é logo reformulada.
Quando retorna, ajuda um grupo ambientalista que resgata animais usados para experiências abusivas, só que esses ambientalistas são ecos-terroristas que causam um incêndio que transforma-se em uma tragédia, causando problemas na amizade de Buddy com Roger Denning, seu agente e melhor amigo. Esse problema faz com que Buddy decida abandonar a carreira de super-herói e, como um último uso para o Tubo de Teletransporte, ele leva Ellen a uma viagem em Paris, França, onde sua esposa conhece a Liga da Justiça Europa; Metamorfo, Homem-Elástico, Soviete Supremo e Sue Dibny, que coordena o grupo, só que Buddy termina ajudando a LJE contra John Starr, o Comandante do Tempo, que decide fazer do tempo uma forma de ajudar as pessoas que não conseguiram se reconciliar com o passado. As coisas não terminam muito bem, fazendo com que Buddy e Ellen voltem para casa, onde uma nova confusão está para começar na vida do Homem-Animal.
Grant Morrison se aproveita bastante de sua liberdade com Homem-Animal nesse encadernado. Ele flutua nas nuvens do absurdo e abusa da metalinguagem ao usar o Pirata Psíquico como aporte para isso. Mas ele não perde o enfoque do lance de consciência ambiental, indo mais além na luta pelos direitos humanos na África, onde os africanos batalham contra o Apartheid e são massacrados e torturados por lutar pela sua liberdade de expressar.
Morrison, nessa edição, aproveita para recontar as origens do Homem-Animal e criar novas teorias sobre os poderes do personagem, maximizando ainda mais o super-herói. Já Highwater começa a ganhar uma importância bem maior e significativa nessa edição. Criação de Morrison e Chaz Truog, o físico surge para ser um auxílio de Buddy Baker na descoberta de mais informações sobre seus poderes. Suas origens indígenas serão o passo futuro para o herói nisso.

É mais uma edição em que Morrison nos dá a honra de escrever um super-herói de forma aprazível e que você consegue curtir do começo ao fim, sem vontade de interromper.