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sábado, 19 de março de 2016

RESENHA HQ: Lex Luthor: O Homem de Aço (DC Comics Coleção de Graphic Novels Volume 12 da Eaglemoss).

LEX LUTHOR: O HOMEM DE AÇO (Coleção DC Comics de Graphic Novels Volume 12 da Eaglemoss).

Roteiro: Brian Azzarello, Jerry Siegel
Desenhos: Lee Bermejo, Joe Shuster
Arte-final: Mick Gray, Karl Story, Jason Martin, Paul Cassidy
Título original: Lex Luthor: Man of Steel

Lex Luthor é o ser humano mais arrogante, prepotente e sociopata que já habitou o Universo DC. Sua inteligência se iguala a sua megalomania, sua vontade de ser o melhor entre todos os humanos. Ele é capaz de vender o melhor amigo para conseguir o que deseja. Mas, as vezes, ele demonstra uma fagulha de humanidade, e é nesse ponto que Azzarello trabalha, mostrando esse lado humano de Luthor.
Na história, Luthor decide construir uma nova torre em Metrópolis, que permitirá ver a cidade de todos os lados, além de ser um grande recurso para a ciência. Mas para termina-la ele precisa contar com o sindicato da construção civil, que parece criar dificuldades, pois a intenção de Luthor é que a torre seja um local de livre acesso, sem fins lucrativos. Além disso, Luthor resgata um cientista para ajudá-lo em sua mais nova criação, Esperança, uma super-heroína que ajuda a cuidar de Metrópolis e faz competição ao Superman. Mas os planos de Luthor são mais escusos e com o objetivo de atingir àquele que ele mais odeia em todo o mundo, pois em sua opinião ele tornou a humanidade obsoleta: Superman.
Na história temos ainda a participação especial do Cavaleiro das Trevas, que termina encarando o kriptoniano em um momento bem distinto e com extensa ligação à Luthor.
Mesmo que Azzarello nos mostre o quanto Luthor pode ser baixo para alcançar seus objetivos, ele o coloca com dilemas que o levam a isso. Azzarello lhe dá um lado humano que sempre fica nas entrelinhas dos outros roteiristas, pois ele demonstra o rancor de Luthor pela existência do Superman em palavras. Seus lamentos, sua raiva, seu sentimento de impotência perante a generosidade do Homem de Aço. Mas Azzarello também mostra um lado mais arredio do Superman, parecendo um acossador de Luthor, sempre vigiando-o, ficando de frente a janela do escritório do empresário.

A arte de Lee Bermejo é, como sempre, um trabalho único. No sentindo de Luthor, ele o desenha de forma mais serena, deixando-o mais suave, enquanto o Superman ganha um tom mais obscuro e sombrio (bem diferente da forma que desenvolvera o Homem de Aço em Batman: Noel). Gosto quando ele arte-finaliza seus trabalhos, mas a ajuda de Mick Gray, Karl Story e Jason Martin vieram a calhar no processo, e as cores de Dave Stewart deram o toque aprimorado do sisudo Superman e do altivo Lex Luthor.
Ver um pouco de humanidade em Luthor sempre faz bem, mas eu aprendi a sempre desconfiar do personagem e, quando ele chega no limiar de sua humanidade e sociopatia, percebe-se que foi feito um ótimo trabalho com ele. Ou seja, Azzarello acertou em cheio com esse trabalho.
Na segunda história vemos o surgimento do vilão na Era de Ouro dos quadrinhos, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, Luthor ainda ostentava os cabelos ruivos que viria a perder histórias depois. Na história, ele detém um armamento militar e deseja fazer uso dele jogando uma não contra a outra, gerando uma guerra na qual somente ele se beneficiaria. Superman então se vê obrigado a enfrenta-lo, sendo que, também, precisa salvar Lois de um sequestro. O que se percebe na história é o nível de violência que Superman usa contra seus adversários, fugindo do estereótipo de “Escoteiro”.
“Lex Luthor: O Homem de Aço” é mais uma edição da coleção da Eaglemoss que vale muito a pena adquirir, ler e colocar na estante.
No próximo volume teremos LJA: Terra Dois, escrito por Grant Morrison e desenhado por  Frank Quiteli. O arco é bem elogiado pela crítica e pelos leitores.

A coleção ainda pode ser adquirida em bancas, lojas especializadas e no site do Eaglemoss Brasil na internet. Ou você pode fazer a assinatura que dá brindes exclusivos.