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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

RESENHA ANIMAÇÃO: Batman: Sangue Ruim (Batman: Bad Blood, 2016).

BATMAN: SANGUE RUIM (Batman: Bad Blood, 2016).
Direção: Jay Oliva
Roteiro: J.M. DeMatteis
Produção: Benjamin Melkiner, Sam Register, Michael Uslan.
Elenco: Jason O’Mara, Yvonne Strahovski, Stuart Allan, Sean Maher, Morena Baccarin, Gaius Charles, Ernie Hudson, Travis Willingham, Geoff Pierson, James Garrett, Bruce Thomas, Jason Spizak, Robin Atkins Downes, John DiMaggio, Matthew Mercer, Kari Wahlgren, Vanessa Marshall, Christine Lakin.

Gotham City se torna habitat de mais uma vigilante noturna, Batwoman. Ela surge para interceptar um grupo de vilões que vêm fazendo roubos de materiais tecnológicos. Eles a enfrentam, mas Batman surge para encará-los, também. Durante a batalha, um novo vilão surge: Herético. Ele lidera o grupo e, aparentemente, derrota o Batman, que é pego na explosão do galpão onde enfrentou os vilões ao salvar Batwoman.
Batman é dado como morto, forçando mudanças drásticas em Gotham, além do retorno de Asa Noturna e Robin – que encontra-se em um retiro zen-budista – à cidade. Quando a Wayne Enterprise é atacada e Lucius Fox é quase morto, seu filho Luke decide que é o momento de ajudar Asa Noturna e Robin na investigação do roubo de tecnologia e veste o traje do Batwing. Se sentindo culpada, Batwoman também os auxilia na luta contra os vilões que são liderados por Herético e Talia Al Ghul, mãe de Damian e substituta de Ra’s Al Ghul na liderança da Liga dos Assassinos.
No atual padrão das animações da Warner Animation pós-Liga da Justiça: Ponto de Ignição, para ser sincero, nada me impressionou ou me interessou (com exceção de Batman: Ataque ao Arkham – baseado no jogo “Arkham Asylum – e Liga da Justiça: Deuses e Monstros – o retorno temporário de Bruce Timm aos desenhos baseados nos personagens da DC Comics), mas eu gostei de “Batman: Sangue Ruim”. Mesmo que coloque Grant Morrison como referência das histórias (creio que tenha base em Batman: Descanse em Paz, Batman & Robin e Corporação Batman), o roteiro foge completamente do contexto dos quadrinhos, seguindo uma ideia própria, sem muita ligação com o que se lê nas histórias de Morrison.
Começa por introduzir Batwoman/Kate Kane na história. Ela surge, como nos quadrinhos atuais, misteriosamente, mas é uma antiga conhecida de Bruce e Dick. Seu passado é revelado em flashbacks, e sua vida ao lado do pai é bem retratada, mostrando que ele aceita bem sua dupla identidade e a apoia.
A forma como colocam Luke Fox na história foi muito interessante, pois ele não tem interesses de assumir o legado do pai, mas assume o traje de Batwing, como uma forma de remissão for renegar ao que Lucius lhe oferecera. O impressionante é como ele conhece a tecnologia sem nunca ter mexido nela, estando totalmente apto para aquilo. Ele não tem dificuldades em se adaptar ao traje.
Quanto a Damian Wayne, não tem uma necessidade de centralizar tudo em cima do garoto, como vinham fazendo nas outras animações relacionadas ao Batman, como se ele fosse a peça central da trama. Ele tem uma participação importante, mas a trama se desenrola em Batwoman descobrir o que ocorreu com Batman após a explosão, em Asa Noturna estar apto ao legado que pesa sobre seus ombros e em Luke Fox assumindo sua participação no Batsquad.
O Asa Noturna é o ponto mais interessante da trama, pois é trabalhado o lance dele fugir da sombra do morcego, mas de ter de assumir o legado do Batman no final das contas. Damian o trata como um inapto, totalmente incapaz de fazer o que Bruce faz, mas ele demonstra que está totalmente possibilitado para essa ação.
Mas, como em todos os desenhos da atual safra, com base em Novos 52, existem as coisas desnecessárias. Um excesso de violência que nunca fez parte dos desenhos, mas vem sendo parte de alguma forma. O desenho todo transcorre sem essa violência excessiva, mas próximo ao final ela surge com fôlego total. O mais interessante é que os acontecimentos poderiam ter tomado outro rumo, mas acho que eles veem uma necessidade de não fazer esse caminho contrário.

Da nova leva desenhos baseados em personagens da DC Comics dos Novos 52, “Batman: Sangue Ruim” é o único que posso dizer que gostei, mas com algumas.