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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Star Wars: sucesso ou coisa de fanboy?



Apesar de o título parecer uma crítica ao sucesso do filme “Star Wars VII: O Despertar da Força”, na verdade a crítica vai para as pessoas que vêm enaltecendo o longa-metragem e tudo que está relacionado ao seu lançamento.

Primeiramente, deixo claro que adorei o filme, tanto que já o vi duas vezes e, se possível, verei uma terceira, mas colocar Star Wars em um pedestal e considera-lo melhor do que qualquer coisa sendo feita ou fora feita anteriormente é como ficar em frente a uma privada e mijar no próprio pé.

Sabemos que “Star Wars VII: O Despertar da Força” é um dos maiores sucesso de bilheteria dos últimos tempos. Ultrapassou todos os recordes anteriores de bilheterias e vem cada dia mais arrecadando para os cofres da Disney. Mas tenho quase certeza que a maioria das pessoas que assistiram a esse sucesso de bilheteria, não chegou a ir aos cinemas para ver filmes como “Vingadores: Era de Ultron”, “Homem-Formiga”, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”, “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma”, “Expresso do Amanhã” – o filme foi lançado no Brasil com um ano de atraso –, “Mad Max: Estrada da Fúria” ou “007 Contra Spectre”, filmes estes que podem não ter tido uma bilheteria quilométrica como Star Wars, mas foram muito aclamados pela crítica especializada e pelos fãs e nerds que acompanham esse tipo de filme.

Além de dominar a sétima arte, a Disney decidiu expandir mais ainda as coisas para Star Wars, então vem lançando livros, HQs, games, e tudo que pode a respeito desse universo “tão, tão, tão distante”. Os livros foram lançados aqui no Brasil, praticamente, junto com o filme, então podemos ver uma enxurrada em livrarias, sejam da série Legends (escritos antes do atual universo expandido, que podem ou não vir a fazer parte) ou do Novo Universo Expandido. Um dos livros que se tornou sensação é “Star Wars: Marcas da Guerra”, de Chuck Wendig, pois são acontecimentos que antecedem ao Episódio VII e, possivelmente – eu não o li ainda –, explica coisas que deixaram dúvidas no filme.
Não duvido que o livro seja um passo inicial à nova franquia que iniciou em dezembro, mas as pessoas andam superestimando demais a leitura dele. Eu mesmo já ouvi “você tem de ler enquanto o filme ainda está fresco em sua memória” ou então “é melhor do que o que está lendo” ou então “é porque você não leu ainda”. Tá, eu quero muito ler, pretendo lê-lo, mas não vou colocá-lo à frente de qualquer leitura que esteja realizando no momento. Ainda mais que estou lendo Sandman – Edição Definitiva: Volume 4, de Neil Gaiman. Sério, torço que Chuck Wendig seja um grande escritor, mas Gaiman é genial na forma de retratar Despertar, os Perpétuos e todo o universo de Sandman. Sendo assim, não abro mão do personagem por nada, mesmo que o filme de Star Wars ainda esteja fresco em minha memória. Sem contar que eu vou compra-lo em DVD quando lançar, então fresco ou não, vou vê-lo novamente e posso ler o livro um pouco antes disso.

Daí quando eu vejo essas... coisas acontecendo, eu creio que fanboy é um cara chato pra dédéu.

Primeiro vamos a definição dessa palavra tão mais quista entre os mais variados nerds e, para isso, farei uso do bom e velho Wikipedia:

Tomamos certas liberdades com o termo, mas em prática é uma pessoa muito, muito chata. Eu sei, pois já fui fanboy, colocando o personagem do meu fascínio acima de qualquer outro personagem, sempre achando suas histórias as melhores, sempre achando que ele poderia ser melhor do que qualquer outro personagem.

Não sei se é um ataque de nostalgia que vem atingindo a população que gosta de Star Wars, mas está ficando enjoativo que tudo relacionado à nova franquia seja melhor do que todo o resto. Não que eu tenha enjoado do filme, pois como mencionei acima – duas vezes, praticamente – pretendo assisti-lo novamente, mas to enjoando dos fanboys de Star Wars.

O que é necessário entender é o seguinte, todo bom nerd que se preze – pelo menos uma grande maioria – gosta de Star Wars, mas também gosta de outras coisas. Não adianta o argumento “o meu é melhor do que o seu”, pois não rola, e somente vai deixar a pessoa com quem você argumenta aborrecida. Uma dica: conheça bem antes de falar contra.
Não fale que Star Wars é o melhor filme do ano, se você não viu nenhum dos mencionados acima. Não fale que a leitura de qualquer um dos livros de Star Wars será melhor do que qualquer outra se você desconhece o que as pessoas estão lendo. Em resumo: não seja tão fanboy ao extremo, pois seus argumentos podem ser invalidados no momento que você os toma como melhores.