Translate

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

RESENHA CINEMA: Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (Star Wars: Episode VII – The Force Awakens, 2015)

STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA (Star Wars: Episode VII – The Force Awakens, 2015)
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams, Michael Arndt
Elenco: Harrison Ford, Mark Hammil, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ricdley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Max Von Sydow, Peter Mayhew, Gwendoline Christie.
Em uma galáxia muito, muito distante... uma saga recomeça.
Em 1977, o diretor George Lucas iniciou uma das maiores sagas do cinema. Nela o jovem Luke Skywalker (Mark Hammil) tem todo seu destino mudado após encontrar dois dróides, C-3PO e R2-D2. Eles chegam ao planeta Tattoine com uma mensagem da Princesa Leia Organa (Carrie Fisher) para um velho guerreiro Jedi, Obi-Wan Kenobi (Alec Guinness). Ele encontra o velho Ben Kenobi, que vê a mensagem e, após verem que os tios de Luke foram assassinados por Stormtroopers, ambos vão à procura de um piloto para levá-los no resgate da princesa, que se tornou cativa do lorde sith, Darth Vader (David Prowse – James Earl Jones (voz)). Durante seu cativeiro, Leia testemunha a nova máquina do Império Galáctico, a Estrela da Morte, sob o comando do Grand Moff Tarkin (Peter Cushing), destruir seu planeta-natal, Alderaan. Luke e Ben conhecem Han Solo (Harrison Ford), piloto da nave Millenium Falcon, e seu co-piloto, Chewbacca (Peter Mayhew), que Ben já conhecia há tempos. Com olhos cintilando com uma riqueza prometida por Luke, que disse à Han que Leia era uma princesa, eles partem em seu resgate e a grande aventura começa.

Durante a chamada “Trilogia clássica”, descobrimos que Luke e Leia são gêmeos, filhos de Darth Vader, que já fora o cavaleiro Jedi Anakin Skywalker, mas influenciado pelo Chanceler Supremo Palpatine (Ian MacDiarmid), foi seduzido pelo Lado Negro da Força. Sabemos que a Força é grande entre os Skywalker, pois como seu pai, Leia e Luke também possuem uma ligação muito forte.
A Trilogia clássica finalizou em 1983 com o “O Retorno de Jedi”, onde temos um final apoteótico e fantástico, com a Aliança Rebelde vencendo o Império Galáctico e o Imperador Palpatine vendo seu fim pelas mãos de Anakin Skywalker.
Entre 1999 e 2005, George Lucas decide lançar um prequel da Trilogia clássica, contando como Anakin Skywalker chegou a se tornar um padawan, depois um Jedi, depois sendo cativado pelo Lado Negro e se tornando Darth Vader, um dos maiores vilões do cinema de ficção científica. A história teve extensões em animações para TV e cinema, que deram mais elementos fantásticos a grande mitologia de Lucas.
Em outubro de 2012, a Disney compra a Lucasfilm e com isso adquire os direitos de filmagem de Star Wars. Então, preparando a saga para uma nova geração, a Disney contrata o diretor J.J. Abrams e o roteirista Lawrence Kasdan, que escrevera com Lucas “O Império Contra-Ataca” e “O Retorno de Jedi”, para compor o roteiro do novo filme que iniciaria uma nova franquia.
Eu sempre fui fã de Star Wars. Nunca cheguei aos pés do meu irmão em fixação pela saga dos Skywalker, mas sempre gostei dos personagens, da história, da ação, dos efeitos especiais. Sempre achei uma das mais brilhantes histórias que o cinema já proveu, e por isso não podia perder a estreia do novo filme. J.J. Abrams nos leva anos no tempo, para ser mais exato 30 anos no futuro após a Aliança Rebelde derrotar o Império Galáctico. Mas o desejo do retorno da República está longe de se realizar, pois A Primeira Ordem assume aonde o Império parou e toma o poder para eles. Liderados pelo Supremo Líder Snoke (Andy Serkis), A Primeira Ordem faz com que a Resistência ressurja, agora liderada pela general Leia Organa. Leia deseja reencontrar seu irmão, Luke, que desaparecera após uma grande decepção como líder Jedi. Então ela envia seu melhor piloto, Poe Dameron (Oscar Isaac) para o planeta Jakku, com o objetivo de encontrar um mapa que levara a Resistência à Luke e restaurar à Ordem. Poe é capturado, mas deixa seu dróide BB8 em Jakku. Este é encontrado pela jovem Rey (Daisy Ridley), uma catadora de carcaças, e ambos permanecem juntos. Poe é torturado por Kylo Ren (Adam Driver), que deseja o mapa para que A Primeira Ordem encontre Luke antes da Resistência, mas termina salvo pelo stormtrooper que ele nomeia como Finn (John Boyega). Ambos retornam a Jakku, e Finn se une a Rey e BB8 em uma fuga fantástica. A partir daqui, qualquer coisa que eu viesse a escrever seria spoilers, pois as coisas que ocorreram até aqui, é de conhecimento de todos.
“Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” é uma brilhante retomada da saga dos Skywalker. Temos drama, ação desenfreada, muitas risadas, muita nostalgia, cenas de tirar o fòlego e uma história que pode se perder de vista. É um verdadeiro recomeço de Star Wars.

Não vou desmerecer nunca os filmes de 1999 a 2005, pois eles colocam pontos finais em coisas que somente imaginávamos da Trilogia clássica. Mas essa nova franquia parece que dará um novo vigor a algo que poucos gostaram na última trilogia. Temos o drama entre Leia e Han, que nem parecem que ficaram tanto tempo sem atuarem juntos. Ver Carrie Fisher e Harrison Ford em cena, juntos, é revigorante e extasiante. Da mesma forma me senti com a nova dupla de atores, Daisy Ridley e John Boyega. O trabalho em conjunto deles é muito bom. Eles praticamente se completam em cena. É uma combinação perfeita no trabalho.
Agora meu maior destaque vai para o novo dróide, BB-8. É impressionante o charme deste pequeno dróide. A cada cena que ele aparece, se destaca pela forma de agir. Você pode não entende-lo, mas consegue compreender seus “sentimentos”, seus trejeitos em cena. Ele é tão motivado quanto R2-D2 fora em todos os filmes da série ou mesmo Chopper é na animação “Star Wars Rebels”. Você ri com ele, se entristece quando ele fica “cabisbaixo”, se empolga quando ele está em ação, é muito catártico ver aquele pequeno dróide no filme. É uma das coisas geniais do filme.
Mas, para mim, o sétimo episódio da saga Star Wars ainda tem muita história para contar e para se construir. Por exemplo, como Kylo Ren se tornou membros dos Cavaleiros de Ren? Ou quem é o Supremo Líder Snoke? Sei que são perguntas que poderão ser respondidas no decorrer da saga e nos filmes adicionais, como “Rogue One”, mas isso o torna o segundo melhor filme do ano para mim.

Acredito que, futuramente, Adam Driver poderá se tornar um grande vilão dos cinemas, mas ainda parecia inseguro no papel de Kylo Ren. O personagem de Oscar Isaac parece ser fantástico, mas ele parece deslocado em cena. Um grande piloto, mas...
“Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” é um excelente filme, com cenas maravilhosas, que nos transporta de volta no tempo, definitivamente, mas existem coisas que ainda se amarrarão com o passar do tempo. Eu não perco essa saga nos cinemas por nada, por mais que me entristeça ou deixe feliz, faz parte da minha história como fã de cinemas de ação e ficção científica. Eu mesmo pretendo assiti-lo novamente, pois merece ser visto várias vezes, como sempre foi e sempre será com as duas trilogias anteriores.

Que a Força fique com vocês!