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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

RESENHA HQ: Liga da Justiça: Torre de Babel (DC Comics Coleção de Graphic Novels da Eaglemoss)

dcgn_04_ligaLIGA DA JUSTIÇA: TORRE DE BABEL (DC Comics Coleção de Graphic Novels da Eaglemoss)

Roteiros: Mark Waid, Dan Curtis Johnson

Desenhos: Howard Porter, Pablo Raimondi, Steve Scott

Arte-Final: Drew Geraci, Mark Propst, Claude St. Aubin, Dave Meikis

Título original: JLA: Tower of Babel

Ra's Al Ghul, conhecido eco terrorista, líder da Liga de Assassinos e inimigo corriqueiro do Batman, planeja um plano de destruição dos terráqueos causando uma dislexia global, fazendo com que ninguém se entenda, mas para realizar seus planos precisa antes desestabilizar o maior grupo de super-heróis do planeta, a Liga da Justiça.

Com planos de contenção para cada membro da LJA, Ra's detém a cada um deles com algumas de suas fraquezas e medos. O maior problema é que esses planos de contenção vieram de um dos membros da Liga, Batman, o que poderá causar mais problemas e uma instabilidade na confiança dentro da equipe.

“Liga da Justiça: Torre de Babel” foi um dos melhores arcos de histórias da Liga da Justiça. Escrita por Mark Waid e Dan Curtis Johnson, a história mostra que algumas das fraquezas dos membros da equipe podem ser gerados pelos seus anseios e medos, e que Batman tinha como usar isso contra cada um deles.

Quem desconhecer a história e ter visto Liga da Justiça: A Legião do Mal (JLA: Doom, 2012), perceberá certas semelhanças nas histórias. E não é à toa, pois a história de Waid e Johnson serviu de inspiração para o roteirista Dwayne McDuffie (1962-2011) escrever a animação. Apesar das diferenças entre a forma de ação, o antagonista central e alguns membros da LJA, a ideia principal está lá, ou seja, Batman criou planos de contenção para cada membro da Liga da Justiça e estes são roubados dele e usados para deter seus integrantes. Ambas as histórias são maravilhosas, mas sempre fico com os quadrinhos.

O mais maravilhoso é que todos os personagens estão no seu auge. Não temos mudanças absurdas nos status quo dos personagens, e a ideia de legado perdura, tanto que temos Wally West como Flash (tenho pena da nova geração que não conhece ESSE Flash) e Kyle Rayner como o quinto Lanterna Verde da Terra. Temos Batman em uma ótima fase, tanto na Liga da Justiça quanto nos seus quadrinhos-solo. Superman, que saíra de uma das fases mais tristes de sua carreira nos quadrinhos, parecia estar se ajustando. Sem contar que temos J’onn J’onzz como membro integrante do grupo e Homem-Borracha como alívio cômico (mesmo que não seja o caso nessa história em si).

Waid e Johnson desenvolvem aspectos da forma do Batman deter cada membro sem que, necessariamente, precise dos pontos fracos convencionais. Ele brinca com ideias pouco comuns nas histórias. Sem contar que ele usa aspectos da vida de Bruce para desestabiliza-lo, também. É impressionante como o eles fazem um excelente uso de um personagem como Ra’s Al Ghul, que nunca fora usado antes como inimigo da LJA.

A arte de Howard Potter e dos outros artistas, dá o tom da ação que acompanhamos. Potter já havia realizado trabalhos com a LJA, desde que Grant Morrison reajustou o grupo, o que lhe facilitou nesse trabalho. Todos os artistas envolvidos desenvolvem bem a arte no quadro-a-quadro, sem a apelação de pôsteres de duas páginas ou de páginas inteiras, mostrando que um trabalho para se ter boa ação não é necessário virar um pôster em A3.

A segunda história do encadernado vem com a primeira história oficial da Liga da Justiça, onde eles enfrentam o alienígena Starro na revista Brave and The Bold #28 (março de 1960). Apesar de citarem a participação de Batman e Superman, eles são somente coadjuvantes, enquanto toda a história é centralizada nos outros cinco membros do grupo: Lanterna Verde, Flash, Mulher-Maravilha, Aquaman e Caçador de Marte. A história é escrita por Gardner Fox (1911-1986) e desenhada por Mike Sekowsky (1923-1989) e mostra muito do que era o começo da Era de Prata dos quadrinhos, antes do surgimento da Marvel Comics. O grupo tinha histórias simples e de desenrolar em um único arco, sem grandes minisséries. Tudo se resolvia em uma única edição. Isso, nos dias de hoje não somente é raro, mas quase impossível de se acontecer nas revistas atuais.packge_img

A coleção pode ser adquirida, como eu disse no começo, em bancas e lojas especializadas, mas também pode ser através de assinatura no site da Eaglemoss Collections, que também oferece brindes muito legais.brinde01_img