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sábado, 29 de agosto de 2015

RESENHA HQ: Flash: Seguindo em Frente (Flash Volume 1: Move Forward, 2013)

FlashSeguindoFrenteFLASH: SEGUINDO EM FRENTE (Flash Volume 1: Move Forward)

Roteiro: Francis Manapul

Desenhos: Brian Buccellato

Editora: DC Comics (BR: Panini Books)

Ano: 2013 (BR: 2015)

Pág.: 196

Barry Allen é um cientista forense que divide seu tempo sendo o super-herói Flash. Ele trabalha no Departamento de Polícia de Central City ao lado de sua parceira e namorada Patty Spivot, mas é sempre assediado pela bela repórter do Cidadão de Central City, Iris West, que deseja sempre decifrar mais coisas sobre o Flash. Desacreditado pela mídia, perseguido pela polícia, Barry não desiste de ser super-herói, mesmo quando descobre que seus poderes ligados à Força da Aceleração podem ser prejudiciais para Central City e sua “irmã gêmea”, Keystone City.

Este é o primeiro volume de uma coleção de encadernados de histórias publicadas na revista The Flash, no atual universo Novos 52. Esse, por exemplo, corresponde as oito primeira edições, por isso sua conclusão fica ambígua, deixando um ponto de partida para uma próxima que a Panini pode ou não lançar, dependendo do sucesso dessa (algo que, pelo que tenho visto, acontecerá!).

Bem, acabo de crer que devo ser o DCnauta mais chato, mais enjoado de todo o mundo, pois “Seguindo em Frente” não me agradou. Nada contra o roteiro de Francis Manapul, que parece concreto, coeso e tem uma direção a seguir, muito menos a arte de Brian Buccellato que é de encher os olhos, mas sim no âmago do roteiro e a forma como ele é construído, em cima de roteirismo.

Tá, aí você se pergunta “o que é roteirismo?”, no que eu lhe respondo que é a tendência do roteirista quantificar ou denegrir em demasia a imagem do personagem, neste caso o Flash.

flash vibrates airplaneTá, eu sei que Flash é o maior velocista do Universo DC e – possivelmente – do universo dos quadrinhos em um todo, mas existem coisas que precisam seguir uma certa coerência nas histórias e precisam saber respeitar a inteligência do leitor. Uma das cenas que eu critico com o excesso de roteirismo é a queda do avião no qual Flash vibra para que ele passe pela ponte que interliga as Cidades Gêmeas, sem prejudicar nem os passageiros e muito menos a ponte, e quando digo vibra, eu estou falando de tudo, ou seja, avião e passageiros.

Eu posso não entender patavina de física, mas eu acredito que quando você desestabiliza moléculas de um corpo, quando elas se reajuntam, ou o corpo explode ou a pessoa terá sérios problemas pelo resto da vida, mas nessa história tudo leva a crer que todos ficaram muito bem.

Tá, alguns dirão “Ah, mas é história em quadrinhos, não precisa ter lógica”... sério??? E é por aceitar essas coisas que todos nós, fãs de quadrinhos, somos considerados insensatos

Além disso, tem essa “culpa por qualquer coisa” que impõem ao Flash. É algo como “PQP um cachorro mijou no pneu do meu carro... é culpa do Flash!” ou “Que m..., levantei do lado errado da cama... é culpa do Flash!”. Acho que já entenderam o conceito.

Por mais que não existam provas de que o Flash é culpado de certas situações que ocorrem nas histórias que compõem o encadernado (não é um arco somente, mas vários que possuem um eixo central), a maioria tende a culpa-lo por não encontrar mais nada para culpar, algo do tipo “se aberrações acontecem é culpa de uma aberração”. Me parece uma busca da DC Comics usar conceitos desenvolvidos pela concorrente na criação dos mutantes, mas usa com seus super-heróis. Antes respeitados e adorados, agora personagens como Flash são considerados problemas para aqueles que eles querem auxiliar ou mesmo é culpado por qualquer acontecimento fora do comum.

Entendam apesar das críticas quando alguns caminhos e decisões na história, Flash: Seguindo em Frente é muito bom e mostra fatores sobre a Força da Aceleração que não foram consideradas por outros roteiristas antes, o que deixa bem interessante e com muitas possibilidades de exploração.Flash_Move_Forward_design-1 copy

Como disse antes, sou um cara chato com alguns fatos de Novos 52, mas nem por isso vou dizer que esse novo Flash não seja possível de leitura, pelo contrário, vale a pena lê-lo e ainda torcer pela continuidade das encadernações.