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quarta-feira, 15 de julho de 2015

RESENHA HQ: A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Pantera Negra: Quem é o Pantera Negra?



A COLEÇÃO OFICIAL DE GRAPHIC NOVELS MARVEL – PANTERA NEGRA: QUEM É O PANTERA NEGRA? (Ultimate Marvel Graphic Novels Collection - Black Panther: Who is the Black Panther?)
Roteirista: Reginald Hudlin
Arte: John Romita Jr.
Editora: Hachette Patworks (BR: Editoria Salvat)
Ano de publicação: 2013 (BR: 2014)
Pág: 160
O Pantera Negra é um personagem criado em meados da década de 1960 por Jack Kirby e Stan Lee para a revista do Quarteto Fantástico. Considerado um pioneiro por ser o primeiro personagem negro dos quadrinhos, T’Challa é o soberano do reino de Wakanda, um país pequeno, mas totalmente avançado, localizado no continente africano. O país é conhecido pelos avanços tecnológicos e científicos, além de não sofrer influências das religiões e políticas externas. Eles adoram ao deus-pantera, uma entidade que de tempos em tempos escolhe um novo rei-guerreiro para liderar wakandanos. Esse guerreiro soberano é membro da casta de T’Challa, que sucedera seu tio, S’Yan, que sucedera o pai de T’Challa, T’Chaka, e assim sucessivamente.
A origem do Pantera Negra já fora contada outras vezes, como na década de 1970, quando ele ganhou sua primeira revista solo. Lá a revalidade com o Garra Sônica e outros vilões também foi estabelecida. Mas nessa edição que encaderna as seis primeiras edições da Black Panther Vol. 4, Reginald Hudlin cria uma grande trama por trás da sucessão de T’Challa ao trono de Wakanda.
Não somente é uma trama bem engendrada, mas Hudlin nos mostra as dúvidas de T’Challa ao assumir o trono e coloca um outro personagem em evidência, sua meia-irmã Shuri, que deseja tanto quanto T’Challa o título de Pantera Negra.
Além desses dramas internos, T’Challa enfrenta problemas com a política externa mundial. Ao mesmo tempo em que um grupo formado por Garra Sônica, Batroc, Rino, Canibal, Cavaleiro Negro e Homem-Radioativo buscam invadir Wakanda, o governo dos Estados Unidos discute a posição do pequeno país na política mundial, e se eles devem ou não se intrometer nisso.
Um dos fatores interessantes dessa história, é que em meio de toda a ação, Hudlin tece críticas bem sérias a forma dos Estados Unidos se meter em qualquer tipo de problema que ele ache viável, desde lucre com isso. E como Wakanda tem um reserva rara de vibranium, um dos metais mais cobiçados do Universo Marvel, e também um depósito de petróleo imaculado, eles acham que está na hora de intervir, mesmo que outras tentativas tenham sido frustradas.
Além do roteiro muito bem escrito e bem elaborado, com todas as críticas políticas e religiosas - pois até mesmo a Igreja deseja converter os “infiéis” wakandanos, numa clara lembrança das Cruzadas -, ainda temos a excelente arte de John Romita Jr., que possui um traço único e bem diferente. Parece que Romita mistura um pouco de tudo que aprendera com seu pai, John Romita Sr., junto com um pouco de Jack Kirby, dando assim o próprio tom a arte.
Capaz de dar dinamismo às cenas, Romita Jr. faz um trabalho fantástico nesse encadernado. Seu Garra Sônica mostra um diferencial ao que estamos acostumados, bem como outros personagens como Batroc e Homem-Radioativo. É impressionante o quanto ele mudou desde quando trabalhava em Homem-de-Ferro. Desde que vi seus traços em Demolidor – O Homem Sem Medo, com Frank Miller, tenho admirado seu trabalho. Pena que ele não o manteve em seu começo com Superman de Goeff Johns, mas tenho certeza que isso mudará.
Essa coleção que a Salvat vem colocando em bancas, comic shops e livrarias, tem um acabamento muito bom. Não tenho colecionado-a, mas as edições que eu comprei, gostei do material delas, e ter esse encadernado era um desejo antigo, então estou muito feliz, pois mesmo não sendo um marvete, gosto de boas histórias e a Marvel sempre tem muitas que possam enriquecer o conhecimento de um fã de quadrinhos.