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domingo, 19 de julho de 2015

RESENHA CINEMA: Homem-Formiga (Ant-Man, 2015)

HOMEM-FORMIGA (Ant-Man, 2015)

Direção: Peyton Reed.
Roteiro: Edgar Wright, Joe Cornish, Adam McKay e Paul Rudd.
Elenco: Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly, Corey Stoll, Michael Peña, Bobby Cannavale, David Dastmalchian, T.I., Judy Greer, Aby Ryder Fortson, Hayley Atwell, John Slattery, Martin Donovan.

Homem-Formiga, aparentemente, é um filme sem muitas pretensões de se parecer com os outros filmes da Marvel, mesmo que seja sobre um super-herói da editora. Começamos com o passado onde o Dr. Henry Pym (Michael Douglas) descobre as partículas Pym, mas decide que elas podem ser perigosas se caírem nas mãos erradas, por isso não as negocia com ninguém, nem mesmo com a Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, liderada por Peggy Carter (Hayley Atwell), Howard Stark (John Slattery) e Mitchell Carson (Martin Donovan).
Daí então vamos para o presente, onde o ladrão Scott Lang (Paul Rudd) é libertado depois de cumprir sua sentença e se encontra com seu amigo Luis (Michael Peña), que deseja envolve-lo, novamente, em um assalto. Mas Lang saiu da prisão decidido a endireitar sua vida por causa de sua filha, Cassie (Aby Ryder Fortson), que vive com sua ex-esposa Maggie (Judy Greer) e o policial Paxton, que não acredita na remição de Lang.
Scott busca algo que lhe mantenha fora da prisão, mas não consegue. Enquanto isso, Dr. Pym vê seu projeto das partículas Pym sendo ambicionado pelo seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll), que agora dirige a Pym Technologies ao lado da filha de Henry, Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), que projeta o Jaqueta Amarela, que seria um soldado do tamanho de um inseto e com uma força de humano
Lang termina demitido do emprego e não vendo como se une a Luis e seus dois comparsas, Kurt (David Dastmalchian) e Dave (T.I.) no assalto de um cofre, mas o que encontra é somente um uniforme e um capacete, que ele termina levando com ele. E então, quando chega em casa, veste o traje e, após apertar um dos botões da luva, fica do tamanho de uma formiga. Sem saber o que fazer, devolve o uniforme ao cofre, mas é preso, para depois ser liberto por Henry Pym, proprietário do traje que o recruta para ser o Homem-Formiga.
Passar disso, seria causar spoilers desnecessário.

Assim, eu não conheço nada de Scott Lang nos quadrinhos. O que eu sei é o básico, que ele rouba o traje do Homem-Formiga para salvar sua filha que tem uma doença terminal. Isso já diferencia um pouco os quadrinhos do filme, pois o roubo do traje é meramente ao acaso, sem a intenção de fazê-lo por um objetivo altruísta.
Não existe relação do filme com os quadrinhos, em nenhum momento. Tá bom, Lang dos quadrinhos é um engenheiro eletrônico assim como o do filme, mas a relação para aí. Nos quadrinhos, o Dr. Henry Pym foi o primeiro Homem-Formiga ao lado de sua consorte, Janet Van Dyne, que era a Vespa. Depois que largou o uniforme de Homem-Formiga, se tornou o Gigante e, mais tarde, o Golias, invertendo o processo de encolher para crescer. Quando teve problemas psicológicos terminou se tornando o Jaqueta Amarela e foi nessa época que se casou com Janet, mas a violência doméstica levou-os à separação. Por esse motivo, eu acredito que deveriam ter feito filme mais focado no Dr. Pym para, depois, se ligar em Scott Lang, já que Pym está ativo até os dias de hoje (dá última vez que eu soube ele se tornará o Vespa, em homenagem à sua esposa, dada como morta em Invasão Secreta).
Quanto as atuações, não tem nenhuma que comprometa o filme, mas o alto teor de comédia, cria uma pantomima, as vezes, chata. Devido as piadinhas que rolam, termina se tornando um filme para se ver somente uma vez. Todo o elenco parece não funcionar em conjunto. As melhores cenas e momentos ficam para a dupla Evangeline Lilly e Michael Douglas em seu drama familiar pai e filha, mas é previsível, sem muitas surpresas no roteiro. Paul Rudd está bem no papel de Scott Lang, mas sua interação quase não funciona com o resto do elenco. Um clima de tensão amorosa que deveria haver entre seu personagem e de Lilly é mais apagado do que madeira molhada. Já o antagonista do filme é uma alegoria que não convence, pois aparenta somente bem próximo do final ser uma pessoa maquiavélica.
Homem-Formiga é um filme para família, bem no estilo que vemos na Sessão da Tarde, onde você assiste sem o compromisso de se preocupar com o enredo ou a história (que deve ter sido bem comprometida, já que o filme vagou pelas mãos de vários roteiristas, até mesmo do ator Paul Rudd). Se for para ir ao cinema para rir de um filme de super-herói, então a proposta é válida, mas se for para assistir a um filme que complemente o Universo Cinemático Marvel, não perca seu tempo, pois a única relação entre ambos fica em poucos momentos do filme, algumas citações da existência do Homem-de-Ferro, aparições especiais e nas cenas pós-crédito.