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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A conquista midiática dos quadrinhos de super-heróis.

 

homem-de-ferro1Em 2008, a Marvel Studios iniciou o seu Universo Expandido Marvel com o filme “Homem de Ferro”. Não que antes disso ela já não tivesse outros filmes, como Blade (New Line Cinema), Homem-Aranha e Motoqueiro Fantasma (Columbia Pictures), X-Men, Demolidor e Quarteto Fantástico (Twentieth Century Fox) e Hulk (Universal Pictures), mas com o filme do Gladiador Dourado o estúdio iniciava sua investida em algo maior, que viria a se tornar mais expansivo em 2013 com a série “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.”. Agora ela entrará em sua fase três com o filme “Capitão América: Guerra Civil” (2016). Essa fase deve terminar com “Os Vingadores: Guerra Infinita – Parte Dois” (2019), depois de lançar vários outros personagens como Pantera Negra (Chadwick Boseman) , Capitã Marvel e os Inumanos, que possuirão seus filmes-solo, além da nova franquia do Homem-Aranha, em conjunto com a Columbia/Sony Pictures. Mas a expansão da Marvel vai além dos cinemas e TV, pois em um acordo com o Netflix, um serviço de streaming que nos permite assistir osdaredevil-netflix seriados aonde e quando desejarmos, seja no computador, tablets ou smart phones, ela lançou “Demolidor” (2015) e pretende fazer o lançamento de “A.K.A. Jessica Jones” e “Luke Cage” (2016), além das possíveis séries “Punho de Ferro”, “Os Defensores” e “Justiceiro”, que não tem ano para serem lançadas, ainda.

Fora do Universo Expandido da Marvel Studios, a Twentieth Century Fox, detentora dos direitos dos filmes mutantes e do Quarteto Fantástico, pretende uma colisão entre esses dois grupos, mas antes lançará o reboot do quarteto-fantastico-posterQuarteto Fantástico (2015), o sexto filme dos mutantes, “X-Men: Apocalipse” (2016) e o filme do Deadpool (2016). Existe também a possibilidade do filme-solo do personagem Gambit. A ideia do crossover existe, mas está na dependência de como os filmes se sairão no cinema.

Já a DC, através da empresa Warner Bros., conhecia o cinema desde 1978 com o filme “Superman”, mas nunca pensou ou mesmo cogitou tal expansão, mantendo por mais outros três filmes a figura do Homem de Aço. Somente em 1989 a Warner investiu em outro personagem da DC Comics, Batman, que completava seus 50 anos de existência. Este também teve filmes sequenciais, que perduraram até 1997 com o fatídico “Batman & Robin”, que foi fracasso de crítica e de público, onde se tem a primeira menção de outro personagem da DC Comics. Em 2005, o Homem-Morcego retornou aos cinemas com batman-begins“Batman Begins”, dando uma nova guinada na carreira cinematográfica dos personagens da DC. Com esse filme, a Warner investiu em “Superman: O Retorno” (2006) – outro fracasso do estúdio – e em mais duas sequências de Batman, “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), mas antes disso fracassou – novamente – com “Lanterna Verde” (2011), que não agradou nem a crítica e nem ao público.

Em 2013, depois de ver o sucesso que a Marvel se tornou nos cinemas com seu Universo Expandido, a DC lançou “O Homem de Aço”, batman-v-supermanonde começou seu Universo Cinematográfico que ganhará mais expansão com o filme “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” (2016), trazendo o Superman (Henry Cavill) contra o Batman (Ben Affleck), além de nos apresentar a Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa) e Victor Stone (Ray Fisher), alter-ego do Ciborgue. A ideia é que esse filme preceda o future “Liga da Justiça: Parte Um” (2017), que trará esses personagens unidos a outros.

Já na TV, a Warner iniciou no canal The CW um outro universo – que gerou muitas críticas – com a estreia da série “Arrow” (2012 até o presente). Na sequência ela lançou o spinoff “The Flash” (2014 até o presente), “Gotham” (2014 até o presente), que é transmitido pelo canal de TV Fox e aparentemente não faz paralelo com “Arrow” e “The Flash), mostrando o passado de Bruce Wayne (David Mazouz) e James Gordon (Ben McKenzie). Foi lançado também a série “Constantine” (2014-2015), no canal de TV NBC, mas que terminou cancelada por falta de público.

Os sucessos de “Arrow”, “The Flash” e “Gotham” deram ânimo para que a Warner começasse a produzir outras séries como “Supergirl” (2016), que será transmitida pelo canal de TV CBS, o spinoff “DC’s Legends of Tomorrow” (2016) para o canal The CW e “Lúcifer” (2016) para a o canal de TV Fox.dc's-legends-of-tomorrow

A invasão midiática dos personagens dos quadrinhos continua. Para alguns ela é temporária, pois dentro em breve se tornará cansativa e exaustante. A quem diga que ela já começou, mas com tantos filmes ainda por serem lançados, fica difícil crer nisso. Existem possibilidades de filmes por mais cinco anos e, dependendo, pode se estender cada vez mais, sem contar as séries que cada vez mais se tornam sucessos gerando outras que interagem entre si.

Cada dia, mês e ano que passa, eu vejo esse desgaste mais distante e, por mais que deseje um fim, ele parece que dificilmente ocorrerá.