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domingo, 17 de maio de 2015

RESENHA CINEMA: Mad Max: Estrada da Fúria

“Mad Max: Estrada da Fúria” é uma explosão no cérebro!

madmaxfuryroadposterMAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (Mad Max: Fury Road, 2015)

Direção: George Miller

Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Hugh Keys-Byrne, Josh Helman, Nathan Jones, Zoë Kravitz, Rosie Huntington-Whiteley, Riley Keough, Abbey Lee, Courtney Eaton.

Não sei se todos conhecem a sensação de assistir a um filme e a adrenalina é tanta que você fica sem saber o que viu... eu me sinto assim depois de “Mad Max: Estrada da Fúria”.

Bem, vamos ao enredo: Max (Tom Hardy) é um errante em um mundo pós-apocalíptico, que é perseguido e preso pelos habitantes da Cidadela, local governado duramente por Immortan Joe (Hugh Keys-Byrne), um homem com deformidades e que faz a todos dependerem de seus favores para sobreviverem. Ele vive acima dos habitantes da Cidadela, como um rei em seu castelo, olhando seus dependentes de uma torre. Mantém mulheres para lhe dar filhos, outras para dar leite e uma plantação de hortaliças na qual somente ele tem acesso, enquanto o restante do povo morre de fome e cobiçam uma água que é racionada. Max, como prisioneiro, serve como doador de Nux (Nicholas Hault), um dos guerreiros de Immortan, como Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), uma motorista da “Máquina de Guerra”, um caminhão-tanque, que leva e traz água, armamento e combustível das cidades próximas da Cidadela, Gas Town e Bullet Farm. Mas Furiosa toma o caminho errado e termina perseguida, mas durante a perseguição, Nux e Max terminam ajudando-a na fuga, que levará a destinos ermos e a uma conclusão fantástica.

Se eu passar do que escrevi acima, soltarei spoilers e esse não é o meu objetivo, pois desejo muito que todos assistam “Mad Max: Estrada da Fúria”, pois àqueles que procuram um filme com muita ação, explosões, mortes, esse é o filme certo. Outros que procuram um filme com uma crítica social sobre o domínio do mais forte sobre o mais fraco, sobre discriminação social, esse filme traz isso. Boas atuações, elenco bem entrosado, direção bem realizada, cenas de uma crueza fantástica, como um bom filme de Mad Max tem de ser. George Miller se superou novamente.

Mad-max-1170x500Miller retornou a Mad Max depois de trinta anos longe. Depois de um cancelamento com Justice League Mortal (fico pensando como esse filme seria nas suas mãos), duas animações, George Miller encontrou a dosagem mais aproximada para esse retorno do personagem.

mad-mad-fury-roadA história inicial de Max Rockatansky permanece. Um policial implacável que perdeu a família após um ataque de gangue, migra por uma terra pós-apocalíptica, tentando sobreviver em meio a tribos que lutam entre si ou que buscam dominar pequenas populações a base da força. Sempre solitário, Max ajuda da melhor forma possível os necessitados.

O mais legal dos filmes de Miller é a crueza das cenas. Os sobreviventes são deformados, com problemas de peles e cheia de bolhas purulentas. As cenas de ação são bem reais, você vê corpos voando nas colisões e nas explosões de carros. Sem contar a excelente fotografia, pois mesmo sendo cenas de deserto, Miller consegue cores e formas desse espaço ermo, e o uso das atuais tecnologias, que não existiam na década de 1980, permitiram muito mais possibilidades à direção.

Os atores escolhidos para o filme também estão muito bem. Tom Hardy consegue se mostrar totalmente capaz de “substituir” Mel Gibson como Max. Eu cheguei a comentar nas redes sociais que gostaria de ver como Miller se sairia com um Max mais envelhecido em seu mundo caótico, mas ao usar Hardy, ele dá uma nova dinâmica ao filme. A loucura persegue o personagem constantemente, mas não o impede de ser quem é, um policial que ajuda as pessoas que precisam. Hardy consegue manter a intensidade do personagem, como ocorrera com Gibson nos três filmes anteriores, e isso é um ponto muito positivo a favor da franquia (espero que se torne uma).

Charlize Theron sempre se supera a cada papel que encena. Ela está excelente como Imperatriz Furiosa. Desde seu papel como Aileen Wuornos em “Monster: Desejo Assassino”, Charlize Theron demonstra que seu talento está na sua qualidade como atriz. Como Furiosa, ela se suja, ela luta, se fere e cuida daquelas que fora incumbida de cuidar.

Não conheço muito do trabalho de Hugh Keys-Byrne. Sei que ele esteve em “Mad Max” de 1979 (não lembro dele no filme), sei que ele seria J’onn J’onzz em “Justice League Mortal”, mas, para mim, é a primeira que eu o vejo atuando e ele é muito bom. Keys-Byrne é um ator viral, ele dá medo como Immortan Joe. Ele dá um determinação e força ao personagem que eu não esperava de sua atuação. Bem melhor do que eu imaginava.

Mas nem tudo são flores em “Mad Max: Estrada da Fúria”, pois como o prelúdio da história será contado em quadrinhos pela DC Comics em “Mad Max: Road Fury – Furiosa #1”, “Mad Max: Fury Road – Nux & Immortan Joe” e Mad Max: Fury Road – Max”, ficam questionamentos sobre a história da personagem de Charlize Theron e Immortan Joe, principalmente. Não que isso atrapalhe o decorrer da história, só ficam perguntas a serem respondidas sobre como Furiosa chegou à Cidadela e se tornou quem ela é. Gostaria muito de que as respostas fossem mostradas em flashbacks ou algo semelhante. Por causa disso, se fosse dar uma nota para o filme, com certeza, seria um 9,8.mad-mad-fury-road-comics

“Mad Max: Estrada da Fúria” é um filme único. O melhor, até o momento. Escrevi nas redes sociais que “Star Wars: O Despertar da Força” e “Jurassic World” vão ter de suar sangue para conseguir superá-lo e mantenho o que escrevi, pois o filme é mais do que um blockbuster. É um filme de crítica, é um filme de ação, é um filme de suspense... é uma explosão no cérebro de qualquer um.