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terça-feira, 10 de março de 2015

RESENHA HQ: Demolidor: Fim dos Dias – Volume 1

DEMOLIDOR FIM DOS DIAS - VOLUME 1DEMOLIDOR: FIM DOS DIAS – VOLUME 1 (Daredevil: End of Days – Volume 1)

Roteiros: Brian Michael Bendis e David Mack

Desenhos: Klaus Janson

Arte-Final: Bill Sienkiewicz

Editora: Panini Books (EUA: Marvel Comics)

Ano: 2015 (EUA: 2012)

Pág.: 124

O Demolidor morreu! Bem, isso nem chega a ser spoiler, pois acontece logo nas primeiras páginas do encadernado e a capa deste já fala por si só. Mas não é exatamente sobre isso que a história fala, pois acompanha Ben UIrich buscando descobrir o que o vigilante quis dizer com suas últimas palavras: Mapone.

A história lembra muito o clássico filme “Cidadão Kane” (1941), dirigido, escrito, produzido e atuado por Orson Welles (1915-1985), que conta a história de um magnata da indústria jornalística, Charles Foster Kane (Orson Welles), que morre e sua última palavra é Rosebud e um jornalista (William Alland (1916-1997)) passa todo o filme tentando descobrir o significado da palavra, mas somente descobre assuntos privados sobre a vida do magnata, suas ascensões e quedas no poder. Na história, Ulrich chega a brincar ao mencionar o trenó de neve ao qual o nome Rosebud se referia, e a história se desenrola neste ritmo, mas com várias diferenças da história de Welles, pois esse futuro mostra a Ulrich coisas que ele desconhecia e revela certos aspectos do Demolidor que ele descobre com a investigação.

As participações especiais nesse primeiro volume são as mais variadas, pois vai desde o assassino do Demolidor, Mercenário, passando por J.Jonah Jameson, prestes a fechar o Clarim Diário em formato impresso, o filho adotivo de Urich, Timothy, Wilson Fisk, o Rei do Crime, coronel Nick Fury, Milla Donovan, Elektra Natchios, Mary Tifóide, Eco, Tucão, Justiceiro e Stana Morgan, última esposa de Matt antes de ser assassinado.

A história, escrita por Brian Michael Bendis e David Mack, não tem muita ação, mas é uma história intrigante. E os momentos de ação que tem, existe uma enorme tensão, pois são sempre em momentos decisivos ou então de extremo suspense. Esse primeiro volume me deixou intrigado com o que virá a acontecer em breve (já quebrei um pouco, pois terminei testemunhando spoilers no Marvel Database), e a arte de Klaus Janson da todo o clima necessário à história.

Não costumo gostar de Janson desenhando, como foi o caso do segundo crossover de Batman/Spawn, mas para a história seu trabalho artístico combinou bastante, pois demonstra bem a degradação e o caos que essa Nova Iorque se encontra. E tem uma excelente ajuda da arte-final de Bill Sienkiewicz.

É uma história para quem gosta de coisas diferentes do costumeiro universo de super-heróis, pois as cenas são bem cruas e, mesmo tendo super-heróis e personagens do Universo Marvel-616, é uma outra versão. Agora é esperar o Volume 2 para ver como conclui essa história.