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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Batman Begins

batman-beginsOntem (11/11) a HBO 2 me deu um excelente presente de aniversário ao passar Batman Begins (2005), de Christopher Nolan (Interestelar), com roteiros dele e de David S. Goyer (O Homem de Aço), e eu fiquei pensando: Por que as pessoas consideram Batman Begins o pior filme da franquia?

Bem, em análise pessoal, eu vejo o filme como um excelente começo para a franquia que viria a ter Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012). Os elementos principais estão ali: Bruce Wayne (Gus Lewis) ainda criança tem seus pais assassinados na sua frente por Joe Chill (Richard Brake). Quando cresce, Bruce (Christian Bale) decide buscar uma forma de se aprimorar para poder combater esse mal que assola sua cidade, mas somente descobre como combatê-los quando está em casa e vê um morcego, daí então lembra que os marginais são superticiosos e têm medos, então faria uso de seu medo, adquirido após cair em um buraco próximo a sua casa, para imputar o mesmo nos bandidos de Gotham, então ele se torna o Batman.

Somente nesse mini-resumo, vimos elementos usados por Bill Finger, Frank Miller e Jeph Loeb para o desenvolvimento do mito do Batman. Depois disso, vemos outros elementos, como Henri Ducard (liam Neeson), criação de Sam Hamm e Denys Cohan, Ra’s Al Ghul (Ken Watanabe), criação de Dennis O’Neil e Neal Adams, Espantalho (Cillian Murphy), criação de Bill Finger e Bob Kane, James Gordon (Gary Oldman), criação de Bill Finger e Bob Kane, Alfred Pennyworth (Sir Michael Caine), criação de Bob Kane e Jerry Robinson, e Lucius Fox (Morgan Freeman), criação de Len Wein e John Calnan, que compõem a galeria de vilões e o time de aliados do Batman. Temos outros elementos de Batman: Ano Um de Miller e Mazzucchelli, como o mafioso Carmine “O Romano” Falcone (Tom Wilkinson), o detetive Arnold Flass (Mark Boone Junior) e Comissário Gillian B. Loeb (Colin McFarlane). Existe até mesmo uma aparição de Victor Zsasz (Tim Booth), psicopata assassino que marca o corpo sempre que mata alguém, criado por Alan Grant e Norm Breyfogle. Com tantos elementos quadrinhísticos, o filme se torna muito bom, mas com o enredo, envolvendo o treinamento, a criação do traje, o uso de um veículo para combate urbano e muitos elementos que viríamos nas histórias do Batman das décadas de 1980, 1990 e na primeira década do século XXI, tornam-no excelente. Muitos criticam a forma de Nolan demonstrar os combates corpo-a-corpo, mas esquecem que a intenção do diretor é contar uma história, ou seja, somente o referencial de o Batman conseguir combater os bandidos, sem a necessidade de ser um robô, já faz do filme algo a ser considerado parte da trilogia.

Batman Begins é um filme do qual nunca havia se visto antes, pois em nenhum outro filme ou seriado do Batman vimos sua origem ser contada de forma tão fiel e digna. Sim, usavam-se de flashbacks, como ocorre em Batman (1989), mas nada que demonstrasse o tamanho da concepção do personagem. Outros criticam que ele deveria estar assistindo A Marca de Zorro (1940) ao invés da ópera Mefistofele de Arrigo Boito, mas muitos esquecem que Bill Finger e Bob Kane nunca definiram que filme os Wayne estavam assistindo na noite que foram assassinados. A Marca de Zorro veio a ser acrescentado por Frank Miller em Batman #404 (1987), quando ele recontou o assassinato dos Wayne, sendo assim, o que os Wayne estavam assistindo não é necessariamente o filme do Zorro, e a decisão de Nolan é criar mais elementos para a fobia de Bruce quanto a morcegos. Fobia esta que viria ser sua arma mais forte no combate ao crime.

Batman Begins foi a chave para o sucesso da trilogia, e como tal merece ter o devido respeito.