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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

RESENHA OVERDOSE HQ: A Torre Negra - Volume 2: O Longo Caminho para Casa.

publicado no grupo Overdose HQ em 28/10/2014

RESENHA OVERDOSE HQ:

A Torre Negra - Volume 2: O Longo Caminho para Casa.
Título Original: The dark tower: the long road home
Editora: Marvel Comics (BR: Objetiva)
Ano de publicação: 2008 (BR: 2011)
Adaptação: Robin Furth
Roteiro: Peter David
Desenhos: Jae Lee
Arte Final: Richard Isanove
Pág.: 136

Segunda parte das histórias baseadas na série de livros A Torre Negra, de Stephen King, O Longo Caminho para Casa da continuidade à graphic novel.
Nesse encadernado continuamos acompanhando a história de Roland Deschain e seu ka-tet, formado pelos companheiros Alain Johns e Cuthbert Allgood, que encontram-se em fuga após os problemas que ocorreram em Hambry com Eldred Jonas e os Caçadores do Grande Caixão, que acarretou na morte da jovem Susan Delgado. Atormentado por isso, Roland termina tentando destruir a Toranja de Merlim e desperta um grande mal que o aprisiona sua alma dentro da Toranja, de onde ele somente poderá ser salvo pelo jovem deficiente Sheemie.
A história segue no mesmo estilo da primeira edição, também publicada pela Editora Objetiva, na série Suma de Letras, ou seja, com uma narrativa de conto. A arte de Jae Lee dá um aspecto surreal a história, que fica difícil interpretar exatamente onde os personagens encontram-se, pois apesar do aspecto de Western, possui características que lembram grandes contos medievais, como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Gelo e Fogo.
Infelizmente eu não li o original, escrito na série de oito livros escritos por Stephen King, mas a história de A Torre Negra tem uma grande pegada de vingança, honra e lealdade (pelo menos nos dois primeiros volumes dá para perceber bem isso).
Muitos não gostam da forma como Robin Furth adaptou a série de livros, outros criticam a forma de narrativa dada por Jae Lee, que não define exatamente onde os personagens se encontram, já que ao mesmo tempo que existem vilarejos bem parecidos com filmes de western, vemos castelos, magia e seres fantásticos que são encontrados em contos medievais. Mas acredito que a ideia original de Stephen King era exatamente não nos dar um ambiente em particular, mas sim uma viagem transcendental e surreal.
Não é o estilo de narrativa comum, mas não deixa de ser interessante, tanto no aspecto de arte como de roteiro.Capa A Torre Negra Vol 2.indd