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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Hércules: Os Doze Trabalhos (4/5)

Publicado no grupo Revista Mundo dos Super-Heróis em 21/07/2014.

Heracles-hippolyta9. O Cinto de Hipólita (N.T.: foi mais ou menos nessa parte que William Moulton Marston e George Pérez se basearam para Mulher-Maravilha). Por determinação de Euristeu Héracles viajou para o território das amazonas, a fim de obter o cinto de sua rainha Hipólita; esse cinto havia pertencido a Ares, e tinha sido dado pelo deus a Hipólita para ser símbolo de soberania da rainha sobre suas súditas, as amazonas. Héracles partiu numa nau com alguns companheiros, e depois de várias aventuras chegou a Temiscira, nos domínios das amazonas; lá encontrou Hipólita, que se prontificou a entregar-lhe o cinto. A rancorosa Hera, entretanto, disfarçou-se em amazona e provocou uma desavença entre os companheiros de Héracles e as amazonas, e durante a luta subsequente o herói matou Hipólita.
Em outra versão da lenda a luta ocorreu durante o desembarque de Héracles e de seus companheiros. Menalipe, uma das amazonas, foi aprisionada durante a refrega, e para libertá-la Hipólita foi obrigada a entregar o cinto ao herói.
twins-married-herculeslabour10. Os Bois de Geríon. Geríon, um gigante filho de Crisáor, possuía na ilha de Erítia, nos confins do Ocidente, rebanhos bovinos imensos, guardados pelo pastor Eurítion com a ajuda de Ortro, o cão monstruoso filho de Tífon e de Êquidna. Ao receber de Euristeu ordens para ir buscar esses rebanhos em paragens situadas além do Oceano, Héracles pediu a Hélios (o Sol) a bacia de ouro em que este último navegava durante a noite do Ocidente para o Oriente a fim de reiniciar sua jornada diuturna pelo céu. Hélios relutou mas teve de entregar sua embarcação ao herói, cumprindo uma promessa que lhe fizera quando Héracles, durante sua passagem pela Líbia, incomodado com o calor insuportável, ameaçou-o de alvejá-lo com suas flechas; para fugir a esse perigo Hélios prometeu emprestar-lhe sua para a travessia do Oceano a caminho de Erítia. Enquanto percorria a Líbia Héracles livrou a região de inumerosos monstros, e para comemorar sua chegada a Tartesso (na costa mediterrânea da Ibéria (a atual Espanha))erigiu duas colunas - as colunas de Héracles ou de Hércules-, uma no atual rochedo de Gibraltar e outra no de Ceuta, nos dois lados do estreito que separa a África da Europa. Ao chegar a Erítia o herói foi visto quando descia do monte Abas e teve de enfrentar o cão Ortro, que o detectou e avançou contra ele; quando Héracles empunhou o bordão, Eurítion veio socorrer o cão, mas ambos foram mortos a bordoadas pelo herói.
Após essa façanha Héracles partiu levando os rebanhos que viera buscar. Avisado por Menoites, guardião dos bois de Hades, cujas pastagens ficavam próximas, Geríon veio correndo para deter Héracles, e o enfrentou às margens do rio Ântemo, onde o herói o abateu com suas flechas. Héracles embarcou o gado na bacia de Hélios e atravessou por Tartesso, na outra margem do Oceano. Iniciando a viagem de volta, Héracles rumou primeiro para o norte, seguindo pela costa da Ibéria, e depois continuou, e depois continuou em direção ao leste - a Gália, a Itália e a Sicília - caminho da Grécia. Na antiguidade havia nesse roteiro santuários dedicados ao herói. No trajeto Héracles teve de repelir ataques de numerosos bandidos, que tentavam despojá-lo dos rebanhos conquistados. Primeiro foi na Ligúria, onde ele matou tantos nativos que lhe faltaram flechas; sem munição, o herói apelou para Zeus, que provocou uma chuva de pedras; usando-as como projetéis, Héracles eliminou os demais atacantes. Ainda na Ligúria dois bandidos - Alebión e Dercino, filhos de Poseidon - tentaram roubar-lhe os bois, mas Héracles matou-os.
Prosseguindo em seu caminho de volta, o herói chegou a Région (na atual Calábria), onde um dos touros do rebanho desgarrou-se e atravessou a nado o Estreito de Messina, que separa a Itália da Sicília. O touro chegou a planície de Êrix, no território do élimos, cujo rei, Êrix, que deu o nome a região, tentou apoderar-se do animal, mas foi morto por Héracles. Chegando afinal ao lado grego do mar Jônio, os bois sofreram um ataque de moscardos mandados por Hera e ficaram furiosos, dispersando-se nas proximidades das montanhas da Trácia. Héracles conseguiu reagrupar uma parte dos rebanhos e levou os animais restantes a Euristeu, que mandou sacrificá-los a Hera.